Shrek Terceiro Tweet

Galera... esse Nós Vimos tem aqueles spoileres que muitos já sabem por causa dos traileres, viu? Leia por sua conta em risco!
Em 2001, surgiu Shrek, uma animação que, diferentes de muitas outras, era inteligente, engraçada, e única. Ela fugia de todos os clichês, e mais... sacaneava as velhas fábulas de Walt Disney! Por isso mesmo, Shrek encantou tantos adultos quanto crianças (até mesmo essa criança/adulto que vos escreves).
O sucesso foi tanto que resolveram fazer uma continuação. Nerd recalcado que sou, logo não gostei da idéia! Achava que seria um filme inútil, e que não tinham mais nada para contar do monstro. Felizmente, eu quebrei a cara! Já que a continuação também foi inteligente, engraçada, única... e brilhante! Dessa vez havia incontáveis referências de filmes nerds, fazendo muito mais adultos se divertirem do que as crianças.
Então quando anunciaram o Shrek Terceiro, dessa vez esperei confiante, achando que todo aquele conjunto de qualidades se repetiria, mas... me decepcionei! O dito cujo é clichê e infantil!

A estória é a seguinte: Shrek está substituindo temporariamente o Rei de Tão Tão Distante, e não está gostando nem um pouco disso! Tanto que, quando o rei morre, ele corre atrás da única pessoa que pode substituí-lo, Artie, para que ele não tenha que virar rei e possa curtir seu pântano.
Quando ele começa a sua viagem, Fiona revela estar grávida, algo que deixa Shrek mais chiliquento que o Ultra quando acaba a cerveja, porque ele sofreu de uma má criação e tem medo de repetí-la.
Enquanto isso, o Príncipe Encantado une-se aos vilões dos contos de fadas para tomar posse de Tão Tão Distante, e a única resistência é Fiona e suas amigas princesas.

Logo no início, já dá para perceber a diferença das direções. Andrew Adamson, diretor dos dois anteriores foi substituído pelo estreante Chris Miller, que encheu os primeiros minutos das piadas mais bestas (quando vi aquela do Shrek coçando a bunda e quebrando tudo na festa sem querer, me deu a sensação de estar assistindo A Turma do Didi) e repetíveis possíveis (a da morte do Rei ocorreu em TODOS os Austin Powers).
Outra coisa diferente é o clima sério abordado. Se em Shrek 1 e 2, um pequeno momento mostra a dura vida de um ogro apaixonado, nesse novo a história quer ser levada a sério o tempo todo! E é um sério que não desce, mais parece um episódio de Três é Demais!

Um dos pouquíssimos problemas do segundo filme foi que com o aparecimento do sensacional Gato de Botas, o Burro perdeu bastante destaque. Neste terceiro, os dois bons personagens são praticamente figurantes, só estrelando uma velha piada (porra... trocarem de corpos??? Isso é mais velho que o Tio Juvenal).
E ainda foram substituídos pelo sem-graça Artie, típico adolescente de filmes americanos, que "evoluí" ao decorrer da trama, e faz os outros personagens também "evoluírem".
O outro novo personagem, Mago Merlin, até que é interessante e é responsável por algumas das poucas boas anedotas, mas mal aparece. Está mais para uma participação especial do que para qualquer outra coisa!

A dublagem original continua boa como sempre, principalmente pelo fato de ter mais um da trupe de Monty Python no projeto! Estou falando de Eric Idle como Mago Merlin. A maior polêmica nessa parte é Justin Timberlake, o "ator/cantor", no papel de Artie, mas como ele tem essa voz de "mamãe, tenho voz fina!" até que encaixa no personagem.
Eu estava curioso para ouvir a versão brasileira, por causa do novo dublador de Shrek, Mauro Ramos, mas como vi a versão americana, esperarei o longa-metragem passar na Tela Quente para ouvir finalmente o Shrek bem dublado, porque Bussunda era brincadeira!
Apesar de ter somente 92 minutos de duração (o mesmo que os outros dois do personagem-título) a animação é arrastada e quando parece melhorar, logo cai de ritmo.

Tem coisas boas? Sim! Tecnicamente a animação é perfeita! As princesas roubaram a cena (pena que apareceram tão pouco), como a Branca de Neve cantando Led Zeplin que foi genial! E os 20 minutos finais quase salvam o filme, se não o fosse o fato que Shrek supera seus medos de ser rei e pai sem mostrar o "porquê". Foi algo automático e forçado.
Fiquei um bom tempo pensando em que nota dar, pois apesar da de me desapontar, seria injustiça dar uma nota baixa! Shrek Terceiro até que não é uma má animação, mas não chega às unhas do pé dos dois anteriores.
Já sei que terá um quarto, então reclamarei e acharei desnecessário... quem sabe assim eu não me surpreendo positivamente de novo que nem em Shrek 2? Tomara!
Nota 6



