Novos Titãs #35 Tweet

Um ano se passou na cronologia do universo DC, e a pergunta dos nerds que não tem mais nada para fazer com o fim da temporada de Heroes é "Vale a pena essa bodega?".
E agora, o MdM em mais uma campanha de utilidade pública nerd responderá essa questão, começando pelo gibi do grupo de crianças eternas: Novos Titãs!

Novos Titãs – Um Ano Depois: Parte 1
Por Geoff Johns (Roteiro) & Tony Daniel (Arte)
No ano passado, houve algum quebra-pau onde o Cyborg foi para cucuia, ficando o ano inteiro "no conserto", e quando ele acorda a sua sensação de perdido é a mesma dos leitores.
Os Novos Titãs agora são formados por Robin, Kid Demônio (a imitação de Noturno que é ajudante do Demônio Azul... que não é o Hell), e Devastadora (a filha do Exterminador). Ainda morando na Torre Titã, Marvin e Wendy, dois irmãos gêmeos geniozinhos que reconstruíram o Cyborgue. Peraí... Marvin e Wendy, os sobrinhos do Batman do desenho Superamigos??? Nossa, essa foi uma boa sacada do Geoff Johns, certo?

E quanto à Moça-Maravilha? Bem, ela está bolada com o Robin por ele ter ido viajar com o Batman nesse ano que passou e a deixou sozinha chupando o dedo, por isso não quer voltar à equipe.
Bem, a edição em si só serve para colocar o leitor a par de tudo, mas que já aparenta ser mais uma fase "mais-do-mesmo". Eu sei que não posso exigir muito de uma HQ voltada para adolescentes como Novos Titãs, mas nossa inteligência seria menos ofendida se não houvesse cenas como a Devastadora dizendo que é uma boa moça, mas assim que vê a Moça-Maravilha ela a provoca apontando a espada na sua cara.
E os desenhos de Tony Daniel são ruins! Rostos inexpressivos e corpos duros são com ele mesmo!
Eu não esperava muita coisa dessa HQ, e mesmo assim terminei de ler fazendo careta.
Nota 5

Renegados – Lutando Por Uma Boa Causa: Parte 1
Por Judd Winick (Roteiro) & Matthew Clark (Arte)
Em Mali, na África, um grupo de crianças armadas denominadas Petit Lions estão atacando aldeias, matando e estuprando pessoas. Em outras palavras... é uma versão mais light dos bandidos do Rio de Janeiro que na falta de armas conseguem as coisas até com os dentes...
E Tormenta está infiltrada no gabinete executivo do país a fim de acabar com os moleques. Ao ser intimada para uma missão onde ela teria que assistir a um massacre do exército contra os Petit Lions, ela fica furiosa e bota tudo a perder com o plano dos Renegados!
"Botar tudo a perder" é uma frase que eu pensei bastante ao ler essa HQ, pois além da Tormenta, Winick como sempre caga no roteiro e bota tudo a perder com uma idéia até que promissora.
Afinal, quando se cria personagens sem profundidade nenhuma (quero ver um motivo plausível para a Tormenta ter feito o que fez), diálogos constrangedores e sempre há alguma desculpa para abordar o sexo... sempre se bota tudo a perder!
Matthew Clark até que tem um traço legal, mas criou várias cenas confusas.
Nota ZERO!

Robin – O Fugitivo: Parte 1
Por Adam Beechen (Roteiro) & Harl Herschul (Arte)
Cara... estou surpreso! Quem diria que Robin seria a melhor parte do gibi? E olha que não é o "menos pior"... Robin está bom de verdade!
Um ano se passou e pegamos o Robin sendo espancado violentamente por um agressor misterioso, tanto para os leitores quanto pro Robin, já que ele está exergando nada por causa dos feixes de luz. Mas quando o Menino Prodígio consegue se livrar da surra e volta a enxergar dá de cara com Lince morta usando a roupa da Batgirl. Alguém armou para Tim Drake, e agora ele precisará provar se é um detetive tão bom quanto o Batman.
Apesar do argumento batido, a história é divertidíssima, mostrando da forma mais "real" possível como Robin calcula seus planos.
Destaque para o diálogo afiado entre Tim e Batman. Fazia tempos que não via uma conversa entre eles que não beirasse o amadorismo, mas Adam Beechen deu o tom certo para os dois!
A arte de Harl Herschul é no mínimo... curiosa! Seu traço variava do cartunesco ao realista ao longo das 25 páginas.
Gostei dessa história, fiquei curioso pela continuação, e se manter o ritmo será a prova de que Robin pode sim render boas histórias!
Nota 8

Aves de Rapina – Descendência: Parte 1
Por Gail Simone (Roteiro) & Paulo Siqueira (Arte)
Well... todas as histórias que li de Aves de Rapinas com a Gail Simone no "roteiro" eu simplesmente abominei! Era como levar um tapa na minha cara, ser chamado de idiota e voltar aos anos 90, época em que os quadrinhos de super-heróis não precisavam de uma coisa boba chamada qualidade!
Mas agora que passou um ano e teve a Crise Infinita, a HQ deve ter ficado boa, certo?

Mais uma vez, Aves de Rapina mostra ser uma HQ idiota, supérflua, que só serve para você, pré-adolescente que está entrando na puberdade e se excita até com buraco de fechadura, ver super-heroínas de roupas coladas dando uma de gostosonas contra os terríveis vilões piadistas (cara... qual é o problema desses roteiristas que criam piadas sem graças no meio de cenas de ação???).
A história... pff... HAHAHAHAHA! Desculpem... vamos lá... A "história" dessa vez mostra que, depois de um ano, o Doutor do Crime parece ter mudado e pede ajuda à Oráculo, já que ele está sendo perseguido pelo Ventríloquo, Crocodilo e o Cara-de-Barro. Então a eterna ex-batgirl manda para salvá-lo a Caçadora e a Lady Shiva.
Enquanto isso, a Canário Negro está em alguma seita na América do Sul. Não entendi direito... é muito confuso e eu também não me importo nem um pouco.
É vendo a Gail Simone escrevendo para a DC que me dá esperanças de um dia tentar trabalhar de roteirista para alguma editora lá fora. Afinal... se ela conseguiu, então até o meu cachorro desdentado consegue!
E Paulo Siqueira é um bom desenhista. Gostei do seu estilo e achei um tremendo desperdício um desenhista de verdade ter que desenhar um roteiro de mentira!
Gail Simone, abrace Rob Liefeld e vá para o inferno! Aproveite e leve o Chuck Austen junto, viu?
Nota ZERO!
Média geral: Novos Titãs é uma das várias HQs da Panini que por causa do mix ruim tem pelo menos 50% do seu conteúdo descartável. Sendo assim, comprei essa edição, mas não comprarei a próxima!
Novos Titãs possui formato americano, 100 páginas, papel pisa brite e custa R$ 6,90.



