Melhores do Mundo

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Mai 23

George Lucas: o homem e o minto

Com os 30 anos de Guerra nas Estrelas qualquer franquia tão influente quanto a história de Darth Vader e seus amiguinhos (e inimiguinhos também) deveria levar seu criador ao status de ídolo absoluto. Porém, com George Lucas não é bem assim. O cara é besta e bestial ao mesmo tempo...

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Tudo começa lá atrás, com o primeiro filme da franquia Uma Nova Esperança. Ao mesmo tempo que Lucas apresentava um novo mundo maravilhoso revelava seu maior defeito: a direção. O cineasta cometia erros crassos como um Trooper que bate a cabeça em um portal, a repetição descarada de tiros laser e uma luta tosca entre Darth Vader e Obi Wan Kenobi.

Lucas sequer era um bom diretor de atores. Por sorte, Alec Guiness, Harrison Ford e o restante dos atores, muito bem escalados, compensavam o fato do talento cinematográfico do criador do universo de Guerra nas Estrelas não ser a direção.

Mesmo como roteirista, Lucas demonstrava problemas nos diálogos – em A Vingança dos Sith, as conversas melosas entre Amídala e Anakin eram piores do que os de uma novela mexicana – mas era um argumentista incomparável e um grande criador de histórias, seguindo passo a passo as idéias do mitólogo norte-americano Joseph Campbell.

Nos filmes seguintes da trilogia original, o cineasta passaria a bola para outros profissionais concentrando-se em seu grande talento: o de produtor-executivo, passando a controlar a edição final do filme, supervisionando o desenvolvimento das filmagens e, especialmente, lidando com todos os contratos de licenciamento e direitos de exibição.

Talvez por isso mesmo, a trilogia tenha marcado seu papel no mundo dos negócios cinematográficos. Em algum lugar entre um homem de negócios e um artista talentoso, Lucas trouxe bonecos, livros, novos filmes e um amontoado de outros trabalhos que marcaram gerações. É difícil pensar em um cinema comercial em que seu nome não esteja marcado, assim como o de Steven Spielberg, Quentin Tarantino e outros.

Décadas depois de seu sucesso, aquela coceirinha de diretor fez Lucas cometer o preciosismo de refazer seus antigos filmes. Os fãs mais velhos reclamaram de alterações absurdas que negavam mesmo as mais justificáveis – como aperfeiçoamento de luz e efeitos. Han Solo passou de um cowboy malandro para um justiceiro que só atirava para se defender.

Depois disso, o produtor pôs seu prestígio nas mãos dos fãs ao voltar a produzir uma trilogia contando a origem de seu mais novo universo. Se os primeiros fora insípidos, A Vingança dos Sith encerrou uma vigorosa história de forma justa não apenas com seus fãs, mas também com seu criador. Apesar de tantos erros e tristezas que pode ter trazido ao fã, ainda é aquele diretor de barba e ares de intelectual que mudou a forma de se olhar para a telona.

De 1977 para cá, o mundo da imaginação ganhou novas aventuras com personagens de capa e espada em um mundo com uma tecnologia inimaginável e, muitas vezes, absolutamente inimitável. E tudo isso, devemos a ele. Por isso, sem ressentimentos e palmas para George Lucas.

Bugman aplaude Lucas de pé


Bugman Email • 19:37:54 • CinemaPermalink Deixe seu comentário
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