Crise Infinita #4 Tweet

Quando fiz o primeiro review de Crise Infinita, fui mais chutado que vira-lata perto de churrasquinho de rodoviária. Então decidi continuar com os reviews desta série só quando eu lesse algo realmente bom e digno de comentários. Veio a segunda edição, uma bosta. Veio a terceira, outra bosta... e agora, na quarta, até que deu uma melhoradinha. Vamos ao review.
Bem, nesta edição, Alexander Luthor e o Superboy Primordial estão quase trazendo a Terra 2 para o universo atual... e aí que está a maior sacada de toda a Crise! Para quem não pescou, essa mini é a melhor metáfora sobre o atual mercado de super-heróis que eu já vi. E não serve só pra DC, não!
Atualmente, os heróis não combatem super-vilões que roubam bancos e querem dominar o mundo. Hoje os heróis se enfiam em tramas mesquinhas, onde cada um desconfia do outro... os vilões estão cruéis demais e chegam a matar crianças! os vilões estupram mulheres! Os heróis estão envolvidos em uma teia de mentiras e intrigas que eles mesmos armam um contra os outros. Ou seja: os heróis e vilões de hoje se perderam.

o Super-velho, Alexander Luthor e o Superboy Primordial representam esse conflito de gerações. A inocência versus a violência. A era de Ouro versus a era atual. Eles representam um tempo onde o herói era um herói! Essa diferença representa atualmente a divergência dos criadores de quadrinhos. Enquanto uns preferem as velhas aventuras aventurescas perfeitas, outros criam tramas complicadas e violentas. A investida da velha guarda da Terra 2 é para trazer os bons tempos de volta.
Mas nem tudo é tão fácil e simples!
Como vimos nesta edição, eles não são tão inocentes assim... como tudo na vida não é tão preto e branco. O Superboy Primordial se descontrola e acaba se envolvendo em uma senhora porradaria com todos os Titãs ao mesmo tempo... bom, como o Primordial estava acostumado a empurrar planetas, dá pra sacar o estrago que ele vai fazer, não é?
Ainda nesta edição, vejam a emocionante participação do Kid Flash!
Bem, me diverti bastante com essa quarta edição da Crise, mas ainda venho bater na mesma tecla. A DC fez um caminho totalmente errado nesta mini. Ela primeiro deveria orientar os leitores na mini principal e, quem estivesse a fim de saber mais detalhes sobre determinados assuntos, procurava nas revistas mensais e em outras minis.
O que vemos aqui é o contrário. Geoff Johns ainda joga uma porrada de informações soltas para os leitores e eles que se virem! Ridículo.
No mais, a arte de Phil Luciana Gimenez continua uma agradável surpresa. O cara tá demais... só não entendi a inclusão do George Perez e Ivan Reis. Se foi por atraso do Gimenez, acho que a DC deveria ter arcado com essa possibilidade.
Nota 7



