Universo Marvel # 20 Tweet
Apesar da boa fase da casa de idéias, a Universo Marvel deste mês está longe de ser uma revista obrigatória. Claro que para quem é marvete ela já serve para dizer "perdeu DCnete".
Verdade em pleno vôo
J. Michael Straczynski e Mike McKone
Straczinski comete erros e acertos nessa história. A aventura empolga e prende a atenção quando se assume como uma ficção científica. Mas deixa com um pé atrás quando tenta se transformar em uma simples história moral. Ponto para Scratchim quando coloca o quarteto em sua vocação para histórias de ficção científica.
McKone está ótimo. Ainda que não chegue aos pés de Greg Land no quarteto ultimate, está muito acima da média.
Nota: 8
Dinastia M
Fabian Nicieza e Tom Grummett
Meu Deus...Nicieza...Que historiazinha ordinária. Genis Vell, filho de Mar-Vell, é acometido por alucinações que lhe deixam completamente confuso quanto ao rumo que sua vida deve seguir. No fim das contas, quem ficou confuso mesmo fui eu.
É o tipo da história que só faz sentido se você comprar todas as edições da saga. O leitor que pagou por esta revista merecia um mínimo de enredo com começo, meio e fim, ainda que intercalado com a saga. Do jeito que está é como colocar na TV uma mulher trabalhando em uma solda e esperar que todo mundo entenda o que aquilo significa dentro do filme que não foi exibido (nota do redator: a cena em questão é do filme Flashdance).
Grummett é um ótimo desenhista. Mas o trabalho de Nicieza é tão ruim que mal dá para notar sua competência.
Destaque para a aparição do esquecido Flashback, ex-Tropa Ômega.
Nota: 3
Tempo de paz
Daniel Way e Keu Cha
Imagine só quantos trocadilhos o nome do desenhista poderia dar. (olha um trocadilho aí). Aliás, a arte de Q-Chá lembra muito a de Greg Land, embora seus personagens sejam bem carentes de movimento, os desenhos chamam a atenção, especialmente o seu Hulk.
Enquanto Bruce Banner tenta viver uma existência mais anônima, precisa tentar não chamar atenção, sem deixar de conviver com as pessoas ao seu redor.
Way tem uma tarefa ingrata de substituir Bruce Jones, um dos melhores roteiristas que o personagem já teve junto com os imortais Peter David e John Byrne. Apesar disso, ele consegue criar uma história com início, meio e fim, que faz parte de uma saga maior. Parece simples? Pode ser, mas Fabian Nicieza, por exemplo, não tem idéia de como fazer. Ensina para ele, Daniel-San.
Nota: 7
Bugman curte Flashdance



