Melhores do Mundo

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Mar 2

Motoqueiro Fantasma por Gama

Meu Deus, que decepção...

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Vou ser franco: apesar de conhecer o Motoqueiro Fantasma, de achar seu visual animal, de colecionar seus bonequinhos etc., nunca fui um grande fã de suas HQs. No entanto, eu tinha, em meu interior, uma certeza muito grande de que o filme iria detonar.

Todavia, o mesmo foi uma grande decepção. Sei que vocês, leitores que gostaram do filme, com toda a certeza irão me xingar, questionar meu gosto, mandar cartinhas com anthrax para o QG dos MDM e outras coisas de alto teor terrorista, mas não consigo, de maneira alguma, dar o braço a torcer e dizer que o filme é bom!

Para ser sincero, Motoqueiro Fantasma consegue ficar no mesmo patamar que Spawn, ou seja, uma produção que gerou alta expectativa e que, após sua estréia, decepcionou. A propósito, a história dos dois é até parecida, pois ambos são soldados infernais a serviço do demônio em solo terrestre...

O filme conta a origem do Motoqueiro Fantasma (dãããã). Johny Blaze era um artista que, juntamente com seu pai, realizava espetáculos em motos. Ao descobrir que o pai estava morrendo, Johny fez um pacto com o demônio para curar o câncer de seu pai, que acabou morrendo num acidente no mesmo dia de sua cura. Johny, então, decide partir de sua cidade e virar um dos maiores artistas sobre duas rodas já existentes, desafiando perigos cada vez maiores. Os anos vão passando e, um belo dia, o demônio reaparece para que Johny cumpra sua parte, virando assim o Motoqueiro Fantasma, cuja primeira missão é eliminar Coração Negro e seus perigosos aliados, que planejam dominar a Terra.

Ok. Ok. Vamos lá. Por onde começo? Já sei, pelas atuações. Bom, os personagens, no geral, foram mal aproveitados.

Fiquei indignado pelo fato de Coração Negro ter aspecto humano o filme inteiro. A última vez que me senti tão indignado foi quando o Bowser, de Super Mario Bros, foi mantido humano durante 99% do tempo da adaptação cinematográfica do joguinho. Na boa, esse lance de humanizar monstros consagrados não dá, até porque Wes Bentley foi canastrão ao extremo. O que custava fazer um Coração Negro com a aparência original?

E aquele Mefisto? Era o Mefisto ou o Senador Palpatine? Fiquei na dúvida.

Gostei de Nicholas Cage, no papel de Johny Blaze. Aliás, foi a realização de um sonho para Cage, que é fã convicto de HQs. O único problema foi que exageraram na perturbação mental de Johny; o personagem ficou um pouco retardado.

Eva Mendez, por sua vez, está mais sensual que nunca, no papel de Roxanne Simpson, a amada de Johny Blaze.

A história do filme em si foi mal desenvolvida e possui alguns furos que até um garoto de 10 anos perceberia. Além disso, a trama não envolve e não evolui. É rápida, porém chatinha. Há certos pontos que dá até vontade de sair para tomar uma cerva. Até que o filme dá um sustinho ou outro, para criar aquela atmosfera de terror, mas nada além disso.

O que gostei no filme foi a fotografia obscura e os efeitos especiais. As poucas cenas do Motoca em ação são muito bacanas. Também gostei da sacada do "Motoqueiro Fantasma do faroeste".

Assisti ao filme com minha namorada e um grupo de amigos, e unanimemente, nos decepcionamos com o mesmo. Uma grande pena, pois havia depositado grandes expectativas na produção. É um filme no melhor estilo "Sessão Premiada", onde o Celso Portioli interromperia o mesmo nas horas mais inoportunas para dar prêmios às pessoas que nada têm para fazer sábado à tarde.

Ressalto que minha opinião é pessoal e não condiz com a da grande maioria, ainda mais levando em conta que o filme lidera as bilheterias lá fora. Acredito que o DVD do filme, dependendo dos extras e das cenas adicionais que vá levar, possa vender muito bem.

Nota 4,5.


gama • 18:50:15 • A Gente VimosPermalink Deixe seu comentário
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