Drax, o Destruidor Tweet

Taí um gibi que comprei por pura bizonha curiosidade: Keith Giffen escrevendo uma história cósmica da Marvel, com um tom sério, do Drax, o Destruidor! Surreal, não?
Bem, vamos lá! Todo mundo se lembra do Drax, não é? Aquela criatura burra pra chuchu (que foi sacaneada até o último fio de cabelo nos roteiros do Jim Starlin e Peter David) que foi criada exclusivamente pra matar Thanos. Só por isso já deu pra sentir o nível de poder do cara!
Nesta edição, uma prisão espacial desaba na Terra e só alguns presos sobrevivem: Drax, Irmãos Sangue, Lunatik e Paibok, um Skrull. Eles chegam na Terra, em uma cidadezinha pequena, e tentam construir uma nave para voltar pro espaço. Enquanto isso, é claro, o Drax bate em todo mundo... só que tem algo errado com o verdão: quanto mais ele apanha, mais ele fica inteligente?!?!
A proposta de Giffen nesta história é reformular o personagem. Pra quê, eu pergunto? Qual o propósito disso? E eu respondo: nenhum. Pelo menos até agora! O que vemos aqui é uma história desnecessária, sem sentido que só faz transformar um personagem divertido em um totalmente sem sal.
E tem mais... vemos muitas incoerências aí. No começo, os irmãos Sangue sobrevivem à queda da nave e à porradaria do Drax, um cara que supostamente rivaliza a força com a do Hulk. Depois do renascimento do Drax, que volta mais fraco, os Irmãos Sangue são cortados com facas de cozinha terrestres??? Pô, fala sério!
Enfim, a história é até divertidinha, mas eu deixaria essa passar. Ela pode ser importante pra mega-saga Aniquilação que vem por aí, mas achei desnecessário.
Nota 5
Edição especial, formato americano, 100 páginas, papel Pisa-brite, R$ 6,90, distribuição setorizada



