Perdeu Pixel Tweet
Pois é pessoa, a informação veio do Universo HQ. E agora?
O jogo virou, galera. Estamos todos mais desguarnecidos do que o Mallandrox em festa da Ploc (ele não sabe nem cantar Alfabeto da Xuxa).
Em setembro, nós informamos que a DC ia para a Pixel Media. A própria editora norte-americana comunicou oficialmente que em 2007, a brasileira seria responsável por todos os seus títulos (Odair Braz Júnior, da Pixel, chegou a ser apresentado como o novo editor da DC no País).
Aparentemente, apesar desse comunicado, a editora solicitou garantias a Pixel, que garante ter apresentado. Nesse meio tempo, a editora recebeu caixas de várias revistas para iniciar sua produção. A DC parecia disposta a concentrar todos os seus títulos em uma só editora e não apenas os selos Vertigo e Wildstorm.
Porém, contudo, todavia (e entretanto, NUNCA se esqueça do entretanto), nesta terça-feira (28/11), a DC avisou à Pixel que sua proposta foi recusada. Ninguém da editora quis comentar os motivos.
Segundo o UHQ, a Pixel deve tentar mesmo ficar com os selos Vertigo e Wildstorm. Mas nem mesmo isso é certo. E, pior, a Panini parece o destino provável do universo favorito do Ultra, que não recebeu nenhuma proposta oficial até o momento.
Comenta-se que a Planeta DeAgostini, editora responsável pela DC na Itália, poderia ser a nova casa. Porém, no Brasil ela trabalha apenas com fascículos.
O resultado? Ao invés de termos duas editoras fortes e concorrendo entre si (sem contar outras como a Conrad), podemos ter a Panini mais poderosa do que nunca (lembrando que em 2007, a italiana passa a publicar também a Turma da Mônica) ou então uma editora sem tradição trabalhando com quadrinhos. Desde o início da década, decenautas não viviam um clima tão incerto.
Vale lembrar (para a DC) que, com a era digital, o tempo que as revistas levam para chegar na banca deve ser sempre cada vez menor. Situações como as que ocorreram quando a Abril interrompeu a publicação de quadrinhos (com sagas INTEIRAS sendo resumidas em textos) serão encaradas com muito menos susto e com muito mais certeza: os scans. A editora corre o risco de criar um grande vácuo editorial além de estar minando a credibilidade de sua futura casa nacional.
Lamentável.
Bugman lamenta. E vocês?



