Melhores do Mundo

Melhores do Mundo

Out 25

LJA #46


As quatro séries do mix da revista são escritas por Geoff Johns. Será que isso afetou a qualidade (pra melhor ou pra pior)?

[Mais:]

Antes de mais nada, passei um bom tempo (mais de um ano) sem ler a revista da Liga. Apesar do estranhamento de ler histórias do meio de um arco sem saber o que aconteceu antes, pegar uma revista assim do nada dá a oportunidade de avaliar a edição isoladamente.

Quem lê gibi de super-herói já está mais do que acostumado a se deparar com histórias "incompletas" e não há problema algum nisso. O que importa é que cada parte de um arco seja interessante, a ponto de fazer o leitor querer buscar em sebos/gibiterias o que veio antes e/ou ficar na expectativa pro que vem a seguir.

Chega de enrolação e vamos às histórias propriamente ditas, todas escritas pelo superastro multitarefa da DC, Geoff Johns.


Liga da Justiça: Crise de Consciência – parte 2
Roteiro: Geoff Johns (1) & Allan Heinberg; Desenhos: Chris Batista; Arte-final: Mark Farmer

O arco mostra as conseqüências dos atos da antiga Liga revelados em Crise de Identidade. Pra quem não sabe, os membros da equipe decidiram apagar a mente de vários criminosos e, como se isso não bastasse, também apagaram a mente do Bátima, já que era obóvio que o morcego seria contra essa prática. Agora os vilões descobriram tudo e, o que é pior, o Batman também.

Francamente, algo que foi revelado lá em CI só foi desenvolvido agora? Sem ter lido as edições anteriores, a impressão que fica é que a Liga enrolou muito desde então. De qualquer forma, Johns dá seu show habitual, desenvolvendo uma boa história que começa com um quebra-pau muito mequetrefe que na verdade é só um prelúdio para o confronto moral entre Batman e o resto da equipe.

E é nesse momento importante que o desenhista Chris Batista mostra que não está a altura da série. Sendo apenas competente nas cenas de ação, o artista deixa muito a desejar nas expressões dos personagens, algo muito importante nas histórias do Johns. Exceto por um detalhe ou outro, a história toda é muito boa. E a próxima edição promete ser ainda melhor.

Nota: 7,5


Sociedade da Justiça: Vingança Negra
Roteiro: Geoff Johns (2); Desenhos: Don Kramer, Leonard Kirk, Stephen Sadowski; Arte-final: Keith Champagne, Michael Bair

Uma das coisas mais bacanas das histórias da Sociedade é que acontece muita coisa por edição. Sejam grandes eventos ou pequenas mudanças nas relações entre os membros da equipe, toda edição tem algo significativo, toda edição conta. Imagine então como fiquei perdido depois de mais de um ano sem ler nada da SJA...

Nessa edição, a história é centrada em Al Rothstein, o Esmaga-Átomo, um personagem do qual não gosto muito. Mesmo assim, o roteiro do Johns é envolvente e torna perfeitamente críveis a motivação e os desejos do personagem. Ponto pro onipresente Johns.

O time artístico não é nada de especial, mas manda bem, misturando bem o dinamismo da ação com o visual bem clássico que já estamos acostumados a ver nas histórias da SJA. O destaque da história fica para Adão Negro (personagem que Johns escreve com maestria) e o uso criativo do raio mágico do mago Shazam.

De negativo, só a banalização da morte (dois personagens morrem e ressuscitam na mesma história! Dois!) e a presença do Gavião Negro, que também estava presente na história da Liga (alguém disse "Wolverine"?).

Nota: 8


Lanterna Verde: Vôo Atrasado
Roteiro: Geoff Johns (3!!); Desenhos: Carlos Pacheco; Arte-final: Jesús Merino

Podem começar a xingar: não gosto de Hal Jordan. Acho um personagem tremendamente anacrônico com o clima atual da DC (seria como colocar o Change e seu machado plástico mágico no Authority) e que funcionava melhor como morto (ou seja, como símbolo) que vivo.

E é justamente esse o personagem que protagoniza a pior história da revista. Roteiro chatinho, diálogos imbecis, um anel energético tagarela. Certamente é o pior trabalho de Geoff Johns que já vi, mas que ainda assim vale por 50 Chuck Austen no seu dia mais inspirado e por infinitos Jeph Loeb. Infinitos!

De bom mesmo, só o trabalho da equipe artística, especialmente Carlos Pacheco. O estilo classudo dos desenhos, a arte-final e o trabalho do colorista Moose Baumann criaram uma bela narrativa, com ambientes luminosos e espaçosos, mesmo nas páginas com oito ou nove quadros. Sem dúvida é a melhor arte da edição e salvou a história de levar uma nota pior.

Nota: 5,5


Flash: Guerra de Gangues – Capítulo 4
Roteiro: Geoff Johns (4!! Ufa!); Desenhos: Howard Porter; Arte-final: Livesay

E é na última história que Johns realmente capricha. Roteirista de longa data do Flash, Johns brinca como quer com o personagem, sempre mantendo o ritmo vertiginoso que é próprio do velocista.

Caí de pára-quedas no quarto capítulo da "Guerra de Gangues", típico arco "tudo ao mesmo tempo agora" que costuma frustrar o leitor quando não dá espaço a todos os personagens envolvidos. Aqui, entretanto, é tudo bem estruturado, deixando muito divertida a luta do Corredor Escarlate com toda a Galeria de Vilões ao mesmo tempo.

Se os desenhos de Howard Porter não são nada de mais, pelo menos não comprometem o bom andamento da história. Particularmente, acho que o estilo dele combina mais com o Flash que o de Scott Kollins, que desenhava as histórias da última vez que comprei a revista.

Falando em comprar a revista, lembram do que mencionei lá em cima sobre uma história gerar expectativa de ler o arco inteiro? Definitivamente é o caso aqui. Com a presença (em dobro!) de um (dois!) dos meus vilões favoritos (inspiração do meu apelido neste site safado), a próxima edição promete ser sensacional!

Nota: 9,0


Nerd Reverso Email • 15:36:28 • A gente lemosPermalink Deixe seu comentário
Indique: del.icio.us Gafanhoto Rec6 Ueba
blog comments powered by Disqus
















RSS: Clique aqui para ver essa página no formato RSS/XML
O que é RSS?

b2evolution