Samurai Champloo #1 Tweet

Antes de mais nada gostaria de deixar claro que adoro o anime Samurai Champloo. Para mim, é um dos melhores animes de samurais que existem.
Ok? Agora vamos ao review!
Samurai Champloo
Por Estúdio Manglobe (Roteiro) & Masuro Gotsubo (Arte)
Como vocês devem (ou deveriam) saber, Samurai Champloo não é como a grande maioria das obras japonesas que se originam no mangá e depois migram para o anime. Não. Ele nasceu como anime, e esse mangá é um simples caça-níquel devido ao seu sucesso.
Pois bem, quando isso ocorre (anime virar mangá) existem três tipos de processos:
O primeiro é fazerem uma adaptação ao pé da letra, com a mesma história, as mesmas cenas, e os mesmos diálogos (como Gundam Wing). O segundo é contarem a mesma história, mas mudarem certos fatos ou aspectos na adaptação (como Onegai Teacher). E o terceiro é partirem do zero, contando uma nova história que não tenha nada a ver com a narrada no anime (como Cowboy Bebop).
Na minha opinião (que não vale nada, eu sei, mas é limpinha e humilde), nenhum desses mangás presta muito não. Porém, como curti muito o anime de Samurai Champloo, resolvi dar uma chance a essa bodega (ainda mais que são só dois volumes... Achar mangá curto assim é muito difícil).
Beleza, então! Comprei Samurai Champloo #1 (R$ 9,50 por 174 páginas??? Facada-ada-ada!) e comecei a lê-lo.
O primeiro capítulo reconta o primeiro episódio, mas com algumas diferenças (cof, cof, o segundo processo que eu disse). O problema é que as diferenças ficaram ruins... muito ruins! No anime, Jin e Mugen, após incendiarem o restaurante, são condenados à morte, mas após fugirem com a ajuda da Fuu, eles ficam devendo uma pra ela. Daí vem a missão deles de irem atrás do "samurai com cheiro de girassóis", já que ela perdeu tudo por causa dos dois e mesmo assim os ajudou.

No mangá, ela já planejava porcurar o samurai dos girassóis, e Jin e Mugen incendeiam o restaurante, mas não presos. Ela então vai atrás dos dois e diz que eles são culpados dela perder o emprego, então eles terão que ajudá-la nessa busca, e os dois numa boa dizem "okeijo então!". Pombas! Eles tiraram logo todo o espírito de dívida de honra dos samurais.
Depois disso, os outros capítulos têm histórias novas (cof, cof, o terceiro processo), mas em vez de se focar sobre a busca do samurai cheirosinho, é sobre eles serem procurados pela polícia. Pronto! Agora todo o espírito do anime se perdeu no mangá.
As histórias mais parecem aqueles episódios de encheção de lingüiça, sabe? Aqueles que você já começa sem vontade, e você não vê a hora de acabar.
O Estúdio Manglobe até que conseguiu criar boas piadas (eu ri até minha barriga doer com o "quero ser o rei dos samurais"), mas as histórias eram chatas e arrastadas.
Os desenhos de Masuro Gotsubo até que estão muito legais para seu primeiro trabalho profissional, mas ainda lhe falta uma identidade própria. Tinha horas que seu traço estilizado lembrava muito o de Hiroyuki Takei, e no final desse volume as cenas "normais" pareciam feitos pelo Masashi Kishimoto.
A edição brasileira até que ficou legal. A tradução deu uma "abrasileirada", mas também não ficou "paulista" (quem lê mangás da JBC sabe do que estou falando). Porém a Panini continua com o mesmo problema que tinha quando começou a lançar mangás: a brochura é fraquíssima; após lida, a HQ tem um monte de páginas soltando.
Bem, talvez para quem não viu o anime, seja um mangá divertido e sem compromisso, mas para mim foi uma baita decepção (e olha que não estava esperando nada).
Não preciso nem dizer que não vou comprar a segunda edição, né?
Nota 4,5
Samurai Champloo tem 174 páginas, custa R$ 9,50 e é uma publicação da Panini Comics.
Se você quer saber mais sobre o anime, clique aqui.



