A Casa do Lago Tweet

A Casa do Lago é mais um daqueles filmes onde já se sabe o final antes mesmo de sentar na poltrona para assistir. Filmes assim existem aos montes, e mesmo cientes do óbvio final, as pessoas vão assistir. Por quê? Não sei. Pessoalmente, acredito que seja a esperança em um bom enredo, algo que garanta um bom suspense, gargalhadas ou até mesmo lágrimas. Infelizmente, A Casa do Lago, além de ter um final previsível, não tem nada de original.
O filme, dirigido pelo argentino Alejandro Agresti, conta a história de um arquiteto (Keanu Reeves) que compra uma casa localizada em um lago. Ao trocar correspondência com a antiga proprietária (Sandra Bullock), começa a constatar que esta, na realidade, está dois anos à sua frente no futuro, e que a caixa postal por onde se comunicam possui um aparente poder místico sobre o tempo. A partir daí, os dois começam a se escrever constantemente, até que se apaixonam. Daí, começa uma luta para conseguirem conciliar o lapso de tempo e se encontrarem.

Não há muito o que falar deste filme. Por um lado, temos um filme tecnicamente muito bom (direção, atores, fotografia etc.) e, do outro, uma tremenda falta de originalidade no roteiro. A idéia de comunicação entre pessoas de épocas distintas já fora explorada por outros filmes, como Alta Freqüência, que possui uma história muito parecida, onde pai e filho se comunicam através de um rádio amador por um lapso de 30 anos. Por ser uma novidade, Alta Freqüência surpreendeu. A Casa do Lago, por sua vez, sequer se preocupou em estabelecer um diferencial.
Trata-se de um filme sem reviravoltas significativas, bem meloso, por vezes meio cansativo e com um óbvio final feliz. Os supostos momentos de clímax da produção não empolgaram muito e houve diversos furos na história, o que nos remete à celebre frase "é melhor não pensar muito nisso". Poupem vossa grana e esperem sair o filme na Tela Quente da Globo.
Nota 4,5.



