DC: A Nova Fronteira #1 Tweet

Imaginem o Universo DC contado em apenas uma história. Foi o que Darwyn Cooke fez em DC: Nova Froteira... E fez muito bem.
DC: New Frontier #1 a #3
Roteiro e arte: Darwyn Cooke; Cores: Dave Stewart

Podemos resumir Nova Fronteira da seguinte forma: ritual de passagem da velha guarda de heróis DC para a jovem guarda. Mas ela é bem mais do que isso.
Cooke começa a revista contrastando o real com o fantasioso. Soldados americanos em uma missão de resgate em uma ilha repleta de dinossauros - o suficiente para entendermos o Universo DC. Em seguida, compreendemos melhor o mundo do UDC de Nova Fronteira. Segunda Guerra Mundial, Guerra Fria, perseguições políticas provocadas pelo Marchatismo e o fim da Sociedade da Justiça da América.

Convocados pelo governo dos Estados Unidos a se apresentarem e revelarem suas identidades, a SJA resolve se aposentar, deixando o mundo sem protetores. No entanto, alguns continuam suas batalhas como marginais e outros se aliam ao governo, pois ainda desejam continuar ajudando. De um lado Batman. Superman do outro.
Enquanto isso, o governo cria forças especiais utilizando-se de pessoas extremamente corajosas - ou suicidas - e continua se movimentando para combater o super-heroísmo sem autorização. Perseguições são constantes. Até mesmo fantasiados perseguem outros heróis. Contudo, O governo estadunidense não contava com o nascimento de uma nova geração de heróis.

Senhoras e senhores, Cooke não só é um artista incrível, como é um roteirista excelente. Reuniu quase todo o UDC em uma história que nada mais faz do que narrar as mudanças pelas quais o mundo passou por causa da Segunda Guerra Mundial - a descoberta de um novo mundo. A discussão entre a Mulher-Maravilha simboliza bem essa situação. Uma obra sobre a incerteza do pós-guerra em uma história de super-heróis. Não é a toa que a série levou os prêmios Eisner, Shuster e Harvey.
Nota 10



