Grandes Clássicos - Lanterna Verde/Arqueiro Verde - 2 Tweet

A saga que redefiniu dois dos heróis mais populares da DC Comics continua. Algumas coisas se repetem e outras nem tanto...
Seja nos ótimos roteiros de Dennis O’Neil ou nos fabulosos e clássicos traços do deus Neal Adams, as histórias possuem um sabor de revolução equivalente àquela música de rock que marcou época. Apesar dos arcos ainda soarem datados, para as novas e velhas gerações, este é um exemplo inestimável de como traduzir os anseios de sua época.
Talvez por todo o "complexo de Rayner" que vitimou Hal Jordan na primeira coletânea, nas histórias desta edição é Oliver Queen que ganha contornos mais vulneráveis. O Arqueiro sofre agressões, tem um braço inutilizado, chora, toma foras e sofre com a agonia de seu parceiro adolescente. Na época, o Ricardito surgiu como um viciado em drogas.
Talvez a grande inovação não seja no fato em si, mas nas suas razões. Roy Harper culpa não apenas o Arqueiro, mas toda sua geração. Se nos quadrinhos, os super-heróis colocaram adolescentes imaturos para salvar o mundo, na vida real aquela geração que lia quadrinhos tinha também um peso enorme nas costas de viver o mundo que escolheram para eles. As drogas mudaram, o peso também, mas os conflitos entre as gerações permanecem iguais.
A surpresa fica por conta da apresentação de John Stewart. Um Lanterna Verde Negro bem caracterizado, bem diferente do insípido personagem que se tornou depois. Mesmo após o clássico desenho da Liga da Justiça, o personagem ainda não se encontrou desde então. Curiosamente, o Guy Gardner que aparece aqui é um personagem tão irrelevante quanto Stewart era até pouco tempo. Bem diferente do que ele se tornou.
Nessas histórias, Adams parece mais confortável nos conflitos que propõe. As limitações que ele coloca para Jordan não soam tão forçadas, embora nem sempre sejam convincentes. E o fato do Arqueiro Verde também perder suas certezas comprova a qualidade de seus roteiros. Uma passagem que marcou tão profundamente seus personagens que ainda hoje não encontraram um arco à altura.
Nota: 8,5
Blogman queria ser o Lanterna Verde



