Piratas do Caribe:
O Baú da Morte Tweet

Os Piratas do Caribe estão de volta para firmar seu posto de melhor série de filmes de pirataria já existente!
A história gira em torno de dois enredos que se entrelaçam. O capitão Jack Sparrow tem uma dívida com o monstruoso capitão Davy Jones e sua tripulação de seres macabros. Este último costuma atacar navios (com o gigantesco monstro Kraken) e escravizar os sobreviventes para uma servidão quase eterna, e Sparrow é um desses infelizes, que teve seu destino adiado devido a um trato com Jones. Do outro lado, Will Turner sai em busca de Sparrow para negociar a bússola do pirata e salvar sua noiva Elizabeth da pena de morte por terem ajudado o pirata a escapar da cadeia. Ao encontrar Sparrow, este o convence a ajuda-lo a pegar a chave que abre uma urna onde é encontrado um baú contendo o coração de Davy Jones e que possibilitará o controle de todo o mar e do Kraken.
Enredo enorme, não? Pudera - o filme tem duas horas e meia! Duas horas e meia repleta de efeitos especiais, comédia, romance e muita ação.
A Disney aos poucos, está saindo daquele paradigma dos filmes lights e inserindo mais violência e conotações sexuais. Aleluia! Sempre que eu lia que tal filme seria da Disney, desanimava, porque era sempre aquela coisa bem leve, sem sangue e com finalzinho feliz. No entanto, O Baú da Morte possui, com alguma freqüência, cenas dignas de comédia pastelão (a maioria envolvendo Jack Sparrow), o que indica que essa revolução dentro da Disney ainda não está completa.

Os efeitos especiais estão ótimos e impressionantes. Não tenho muito a acrescentar... O orçamento do filme, que não fica nada atrás do orçamento de Superman - O Retorno, já fala por si. São efeitos especiais o tempo inteiro, enriquecidos pela belíssima fotografia do filme. Além disso, O Baú da Morte possui cenas de luta revolucionárias, como aquela em que Turner e o Comodoro lutam em cima de uma roda de moinho desgovernada.
As atuações, no geral, estão ótimas (tirando a do canastrão Orlando Bloom, que interpreta William Turner). Keira Knightley, que interpreta Elizabeth Swann, está mais sensual nesta seqüência, e Johny Depp continua fazendo bonito na pele de Jack Sparrow, mantendo todos seus trejeitos e manias.
Por falar nisso, Sparrow rouba (ou melhor dizendo, saqueia) as cenas mais engraçadas do filme.
Pontos negativos? Hmmm... A história, em diversos momentos, fica arrastada e previsível (por já estarmos familiarizados com os personagens e seus trejeiros). O filme termina no melhor estilo Senhor dos Anéis, ou seja, com um gancho (por sinal, muito maneiro) para o próximo. Isso poderá desapontar alguns espectadores que esperavam algo conclusivo. Além disso, acho que poderia ter mais elementos-surpresa para quebrar a previsibilidade.
O Baú da Morte não pode ser encarado, apesar disso, como um filme ruim, pois apenas corresponde a uma parte do todo. O filme, na realidade, deixa tudo preparado para o terceiro, onde provavelmente será concentrada toda a ação e emoção da saga. Fiquem atentos, pois essa trilogia irá entrar para a história!
Nota 8,0.



