Os OUTROS Super-Homens Tweet

Conheça alguns Azulões bem diferentes do tradicional moleque superpoderoso criado no interior dos Estados Unidos.
Todos aqui conhecem sobre a lenda, o mito, o ícone, Super-Homem, né? O último sobrevivente de Kripton que ao cair na Terra é adotado pelos caipiras Martha e Jonathan Kent, ganhando assim um grande senso por justiça, e que, sabendo de seus superpoderes, resolve proteger a humanidade como o maior super-herói de todos. Enfim, até a minha avó sabe a origem dele.
Mas nem todos conhecem os Super-Homens do selo Elseworlds (ou Túnel do Tempo, como era chamado pela famigerada Editora Abril), né?
Nessas histórias especiais, os maiores heróis da DC Comics se encontram em outros mundos e outras situações. Alguns plots são muito interessantes (um Super-Homem que trava psicologicamente seus poderes devido a um trauma de infância, por exemplo), mas outros são péssimos (Super-Homem ter um filho com poderes). Por isso, iremos relembrar os melhores e piores Super-Homens desses universos paralelos.
As Super-Boas
As melhores HQs dos outros Super-Homens

Reino do Amanhã
De Mark Waid & Alex Ross
Reino do Amanhã, a obra máxima de Mark Waid e Alex Ross, mostra um Super-Homem aposentado, assim como seus antigos companheiros. Mas após os inúmeros abusos que os novos meta-humanos estão fazendo com a humanidade, o velho (velho mesmo!) Clark volta a vestir seu velho manto.
A partir daí começa uma guerra entre os super-heróis, de um lado a velha turma liderada pelo Super-Homem, do outros os jovens super-heróis, liderados pelo Batman.
Reino do Amanhã, por mais que seja um Elseworld, não distorceu a personalidade do Super-Homem, mostrando todo o seu heroísmo e seu amor pelo seu planeta adotivo, apesar de no começo tentar esquecê-la devido a um trauma.
E um dos pontos altos dessa mini-série é O combate entre Super-Homem e Capitão Marvel, uma das lutas mais marcantes nos quadrinhos.

Cavaleiro das Trevas
De Frank Miller
Por mais que Cavaleiro das Trevas seja um Elseworld do Batman, a aparição do Super-Homem sempre rouba a cena.
Nesse futuro onde um velho Batman retorna mais angustiado e violento do que nunca, Super-Homem é um assustado cãozinho do governo e o único herói na ativa.
E lembrando que, no universo tradicional, Super-Homem sempre (sempre não, mas desde que os editores perceberam que falar que se pode estapear um japonês não pegava bem) deixou claro que não trabalha para o EUA, e sim para o mundo.
Já que falei de uma luta em Reino do Amanhã, não posso me esquecer da surra que o Super-Homem leva do Batman nessa mini-série, fazendo todos os fanboys do Batman pularem de felicidade.
O Prego
De Alan Davis

Apesar do último filho de Kripton mal aparecer nessa mini-série, ela foi criada especialmente para ele, pois conta o que aconteceria com a LJA e o universo DC se o casal Kent nunca desse aquela volta onde acharam o bebê Kal-El, por causa de um pneu furado por um prego.
A LJA é considerada como hostil pela humanidade e sofre por muitos problemas internos. No final, após levarem uma surra do vilão dessa mini-série, Jimmy Olsen (!!!), Super-Homem aparece como um pacífico amish que, apesar de sua criação de "nunca participar dos eventos das pessoas", acaba vencendo o vilão e demonstra já possuir internamente todo o seu senso de justiça.

Corporação Superman
De Steve Vance & José Luis García-López
O último filho de Kripton não é encontrado pelos Kents nesse especial também, mas sim por um vendedor que o atropela sem querer, e sem causar um ferimento sequer. O bebê então vai para o orfanato e logo é adotado pela família Suderman.
O pai morreu quando ele ainda era criança e sua mãe ficou deprimida desde então. Então, quando Dale Suderman (o Super-Homem) usa seus poderes na frente de sua mãe, ela acha que seu filho está possuído e caí da escada, quebrando o pescoço.
Dale volta para o orfanato e bloqueia seus poderes devido ao trauma emocional e não tenta se socializar com ninguém, mas quando começa a jogar basquete, libera um pouco seus poderes, pois com seus grandes saltos as pessoas falavam "que ele podia voar", virando assim um superastro do basquete.
Kal-El nesse Elseworld se torna uma pessoa mesquinha, mas sonhadora, e no final acaba ganhando todo o perfil do Super-Homem original.
Corporação Superman está longe de ser perfeito, pois o final perde o rumo tomado no início da história.

Entre a Foice e o Martelo
De Mark Millar & Dave Johnson
Nessa polêmica mini-série, a nave que leva o bebê Kal-El não cai nos EUA, mas em uma fazendo comunitária na União Soviética na época da Guerra Fria.
O Super-Homem comunista está longe de ser um mero super-herói. Com o tempo ele se torna presidente da União Soviética e até Ditador de grande parte do mundo, se tornando quase o vilão da história.
Mas, assim como Corporação Superman, o final é decepcionante. Algo que se tornou típico para Mark Millar.
Uns dos pontos altos são os coadjuvantes de Entre a Foice e o Martelo: Lex Luthor é o maior cientista do mundo (só perdendo pro Superman), Jimmy Olsen é um agente da CIA, Mulher-Maravilha é uma diplomata que se une à União Soviética e flerta com Super-Homem, e Batman é um terrorista russo lélé da cuca!

O Estigma do Superman
De Steve Vance & José Luis García-López
O Estigma do Superman faz parte da série Mundo Real, onde pessoas normais são afetadas pelos personagens DC de alguma forma, e não deixa de ser um Elseworld.
Eddie é um manezão que trabalha em um mercadinho e é sempre humilhado pela pessoas, principalmente por Pete, um contrabandista que um dia perde a linha totalmente, embebeda Eddie e tatua o "S" do Super-Homem em seu peito.
Como esculacho pouco é bobagem, é agora que a vida de Eddie vira um inferno, que chega ao fundo do poço quando tenta roubar Pete, mas é preso.
Na cadeia, ele muda de vida, começa a malhar e usa o “S” como forma de orgulho, e de forma errada, pois quando é solto, se torna o novo contrabandista da cidade.
Só que, como em todos os outros mundos paralelos, esse "Super-Homem" termina um herói como o Super-Homem original.

O Último Filho da Terra
De Steve Gerber & Doug Wheatley
Apesar da idéia besta, possui uma narrativa interessante. Em vez de Kripton explodir e a Terra ser o novo planeta do Super-Homem, é a Terra que envia seu último sobrevivente e Kripton que o adota.
O Kal-El dessa mini-série é muito mais curioso que o tradicional, por causa de sua criação diferente em um planeta frio como Kripton.

Identidade Secreta
De Kurt Busiek & Stuart Immonen
E para fechar com chave de ouro as melhores histórias com os outros Super-Homens: Identidade Secreta, a melhor mini-série do ano passado!
Nessa HQ conhecemos Clark Kent, que um dia percebe ter o poder de voar, força sobre-humana e supervelocidade. Isso não seria nada demais se essa mini-série não se passasse no "mundo real", e ele só possui esse nome porque seus pais são (extremamente) infames.
O Clark Kent dessa emocionante história é bondoso como o Super-Homem original, mas extremamente humano, como qualquer um de nós.
As Super-Bostas
As piores HQs do outros Super-Homens
Reino do Amanhã 2
De Mark Waid & Mike Zeck
Tem gente que não sabe a hora de parar. Se já não bastasse a brusca mudança de desenhistas, Reino do Amanhã 2 possui uma baita idéia de jerico, que consegue ser desenvolvida de forma pior ainda.
Nessa continuação, Gog está de volta querendo acabar com todos os Super-Homens de todas as épocas, tudo isso para rolar um dos encontros mais esdrúxulos dos quadrinhos: A trindade original com a trindade de Reino do Amanhã.

O Outro Prego
De Alan Davis
É, continuações de Elseworlds não dão certo mesmo. Na continuação de O Prego, vemos como a LJA está com o reforço do Super-Homem amish.
E a história? Pois é, ainda estou esperando por ela! Só vale pela arte do Alan Davis.
Esse Super-Homem amish é como o original, só que bastante tímido.

O Filho do Superman
De Howard Chaykin, Davud Tischman & J.H. Williams III
No futuro, Super-Homem é dado como morto, mas um dia Jon Kent, filho de Lois Lane e Clark Kent, consegue todos os poderes do pai após o sol atingir um alto nível de atividade.
Se a idéia já não fosse ruim, é muito mal escrita (e olha que é feita por duas pessoas).

Xogum de Aço
De Ben Raab & Justiano
No Japão feudal vemos as versões orientais da LJA.
Tão ruim que nem consegui ler.

Uma Nação Dividida
De Roger Stern & Eduardo Barreto
A nave que levava Kal-El cai no ano de 1840. Ele acaba ganhando o nome de Atticus Kent e lutando na Guerra da Secessão.
Uma versão do Super-Homem para o filme O Patriota. Um patriotismo americanóide barato. Para vocês terem uma idéia, Super-Homem impede o assassinato de Abraham Lincoln.

Kal
De Dave Gibbons & José Luis García-López
Uma versão merdieval do Super-Homem. Mais uma história onde um nobre ferreiro enfrenta um tirano rei.



