Melhores do Mundo

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Jun 26

Poseidon

Poseidon é mais um filme que eu não assistiria nos cinemas, não alugaria em DVD (ou em vídeo, se eu fosse da década passada), e não assistiria na Tela Quente. Mas por forças maiores, e influenciado por terceiros, tive que assistir essa porcaria em uma sexta-feira à noite. Tentando achar alguma compensação, pensei então que talvez o filme pudesse se tornar uma agradável surpresa... mas não foi o que ocorreu! Pelo contrário, Poseidon é um dos filmes mais irritantes que vi esse ano!

Como o estagiário aqui ainda não tem muita experiência em criticas de cinema, vamos começar com a parte técnica, ok? Poseidon é uma refilmagem (sim, mais uma refilmagem) de O Destino de Poseidon (que é muito bom, por sinal), com direção de Wolfgang Petersen (Mar em Fúria, tééééédio!), e estrelado pelo péssimo Josh Lucas (o vilão do filme do Hulk) e pelo "estou-velho-e-acabado" Kurt Russel (do clássico Os Aventureiros do Bairro Proibido).

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A história é (mais ou menos) a mesma que sua versão original: Poseidon é um navio que no meio do ano-novo (reveillon é o cacete!) é atingido por uma onda gigante e fica de cabeça para baixo. Com isso, um grupo de pessoas partem para o fundo do návio em busca de sua sobrevivência.

Tudo bem, já apresentei a sinopse, e os responsáveis por essa bodega, né? Então voltemos para a sala de cinema onde eu estou assistindo ao filme que acabou de começar como todo filme-catástrofe, reservando os primeiros minutos de película para apresentar os personagens que logo-logo sentarão no pudim bonito!

Bem, os personagens são clichês, extremamente clichês! Dylan (Josh Lucas) é um malandro jogador de pôquer que flerta com uma tetéia mãe solteira (Jacinda Barrett), com um filho pentelho para dedéu - clichê! Robert (Kurt Russel) é um pai viúvo (acho, e sinceramente não me importo) e super protetor com sua rebelde filhota (Emmy Rossum) que anda brincando de "pega-vareta" e "rola-entrando" com seu namorado (Mike Vogel) - clichê! Elena (Mia Maestro) é uma passageira clandestina querendo ir para NY visitar seu irmão doente - clichê! E finalizando, Richard (Richard Dreyfuss, um baita ator, diga-se de passagem) é um arquiteto gay que após ser jogado para escanteio pelo seu bofe fica arrasado que nem uma tia velha - clich... não, isso não é, mas o personagem é um estereótipo safado dos homossexuais!


"E aí, belengodendo? Eu não sou o Luciano Huck, mas é "Agora ou Nunca"!"

Eu já estava querendo que o barco afundasse com todos juntos só por causa da apresentação de tantos personagens anticarismáticos, mas pensei "ah, quando a desgraceira começar, essa baboseira desaparecerá!", mas deus, como eu me enganei feio de novo!

Quando surgiu a onda (muito bem feita por sinal) que virou o barco de cabeça para baixo, e esse destemido grupo resolve encontrar uma saída para o navio, o filme se tornava cada vez mais piegas e beirava ao ridículo a cada minuto!

O pior que o filme lembrava a novela das oito por causa da pieguice, mas possui uma cena terrivelmente forte (a cena do elevador, onde dois personagens estão quase caindo, e eu só não falo aqui o que acontece, porque seria sacanagem soltar a única cena boa do filme!).

E quando eu falo piegas, é piegas mesmo! Os diálogos são constrangedores! No meio de uma situação de vida ou morte, pai e filha começavam a discutir sobre o futuro da jovem com seu namorado! Isso sem falar da mãe que perdia o filho de sete anos a cada meia hora (e lógico que o protagonista galã sempre salvava a criança desgraçada), e a cena á lá Armageddon com o idoso Kurt Russel (quase saí do cinema nessa hora, sem sacanagem, de tão idiota que foi!).

E se isso não bastasse, a história é muito mal contada! No inicio do filme, parecia que Dylan e Robert se conheciam da época em que esse segundo era prefeito, mas não foi explicado. Muito menos a razão de Richard que estava preste a se matar, desistir assim que viu a onda gigante, e pisar em cima de quem estava vivo para sobreviver no final.


Toda equipe tem o Uni que merece

Mas não falarei só das (muitas) coisas ruins do filme. Os efeitos especiais são muito bons! O problema? Esses efeitos só ocorrem nos primeiros minutos do filme, depois é só de vez em nunca.

Enfim, Poseidon é muito mal escrito (tem cenas onde eles superam as leis da física), dirigido medianamente ruim (os efeitos são legais, mas só), e os atores (talvez por causa da mesmice de roteiro) não conseguiram passar nenhuma seriedade (pelo contrário, sempre quando um personagem morria, eu caia na gargalhada por causa da cara de bunda deles).

Porém o filme tem alguma compensação? Tem sim! As três atrizes principais são muito gatinhas, principalmente Mia Maestro e Emmy Rossum. E só? Sim, só! Para tirar toda essa asneira da minha cabeça, tive que fazer uma maratona de Batman - Feira da Fruta, O Destino de Miguel, e Jeremias Muito Louco.

Um filme desnecessário que não serve nem para assistir em viagem de avião.

Nota 3


Mallandrox Email • 15:35:46 • A Gente VimosPermalink Deixe seu comentário
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