Superman # 43

Méritos à parte, esta é uma edição importante para os colecionadores e aficcionados no Homem de Aço. Além de encerrar o polêmico arco Pelo Amanhã de Brian Azzarello e Jim Lee, inicia também o arco O raio cai duas vezes produzido por Judd Winick e Ian Churchill que narra um encontro entre o Super-Homem e o Capitão Marvel. Será que podemos esperar uma melhora em relação a última edição?

Pelo Amanhã
Brian Azzarello e Jim Lee
A original idéia de Pelo Amanhã poderia render muito bem. A premissa lembra, inclusive a história do vindouro (uau, vindouro) filme Superman Returns, ou seja, explorar a natureza messiânica do Super-Homem. Como Kal- El se comportaria como o grande salvador da raça que lhe acolheu?
Conforme sabemos o inferno está cheio de boas intenções. E se Azzarello e a DC Comics tinham ótimas intenções com essa saga, os parabenizamos, mas isso de nada adianta. Pelo Amanhã está apenas um degrau acima das últimas histórias do personagem, o que é muito pouco. Seu fim não vai muito além.
Super-Homem enfrenta Zod em um combate final em Metropia, na Zona Fantasma. A dramaticidade da situação não é satisfatoriamente explorada, seja pelo roteiro "regular e só" de Azzarello ou pelos desenhos sem movimento de Jim Lee. Dois kriptonianos duelando deveria ser um conflito impactante, mas neste caso trata-se de um amontoado de pin-ups e pseudo-literatura em quadros. Não chega a ser ruim, mas o Super merecia algo melhor.
Nota: 5

O raio cai duas vezes
Judd Winick e Ian Churchill
O Capitão Marvel é, junto com Ajax e Asa Noturna, um dos personagens mais subaproveitados da DC Comics. O arco que se inicia nesta edição parece que, finalmente, tentará amadurecer um personagem ainda inexplicavelmente infantil. Pena que, aparentemente, não será com qualidade, pois colocaram Judd Winick, responsável pela atual (péssima) fase dos Renegados aqui no Brasil. O que poderia sair disso?
Eu juro que tento, mas jamais conseguirei entender como gente tão ruim escreve personagens tão importantes. Possivelmente, o salário de escritores de quadrinhos deve ser muito ruim. Só isso explica que gente como Winick consiga escrever um arco tão fundamental para a editora.
O mortal mais poderoso da Terra e o Homem de Aço precisam unir forças para deter o deus da vingança, Eclipso. Novamente poderia ser uma grande história, mas é um conjunto de quadros dispensáveis e idéias idem. O escritor-genérico ainda plagia descaradamente O Reino do amanhã em um momento pra lá de óbvio (aposto que quem não leu já imagina o quê é plagiado e quando). Um trabalho medíocre que, dada a relevância que tem no momento da editora, precisa melhorar - e muito - nas próximas edições.
Ah sim Ian Churchill é beeeeem fraquinho.
Nota: 3,0 (salvem o Capitão Marvel)
Blogman vai comprar essa revista só mais uma vez...
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