Pesadelo Supremo #1 Tweet

Não vou enrolar: Cara... que troço ruim! Pesadelo Supremo seria mais uma daquelas mini-séries que não compraria, mas por motivos pessoais (um nerd gripado precisa de gibis para se recuperar!) resolvi dar uma chance para a revista, afinal, o roteiro era de Warren Ellis, cacete! Conta-se na mão de um leproso os trabalhos ruins do cara (só me lembro agora de Azul Profundo), mas acabei me decepcionando... e muito! Vamos ao review:
Pesadelo Supremo – Tomo 1: Pesadelo – Parte 1 e 2
Por Warren Ellis (Roteiro) & Trevor Hairsine (Arte)
A história até que começa bem, mostrando um meteoro atingindo Tunguska, uma pequena vila na Rússia, e 100 anos depois, todos os aparelhos eletrônicos do mundo (televisão, computador, celular e etc.) são invadidos por imagens perturbadoras de alienígenas sendo exterminados, fazendo muitas pessoas suicidando-se por não agüentarem mais essas cenas.
O que acontece depois disso é bobagem! Os X-Men e os Supremos resolvem investigar o caso, sem um saber do outro, e ambas as equipes partem para a terra da vodka.
Nos X-Men, Warren Ellis cometeu o erro mais besta que um roteirista poderia fazer: fez do Colossus um guia turístico da Rússia só porque o desgraçado nasceu lá! Ele diz no começo que nunca esteve nessa vila, mas sabe de toda a sua história... estranho, não?
Nos Supremos, Ellis optou por não usar o Homem-de-Ferro, pois segundo Nick Fury, ele possui uma equipe com mais de 100 homens só para montar o Ferroso. Um número de pessoas que ele não tinha autorização para levar. Uma desculpa meio retardada, porque Tony Stark poderia vestir sua armadura nos EUA e voar até a Rússia.
Mas é compreensível para o roteirista não ter que falar "Não quero o Homem-de-Ferro porque não quero, caramba!", mas criar uma versão Ultimate do tosco inútil do Falcão foi gota d'água!

Com medo de ele virar um buchonildo de 5ª categoria como o Falcão do Universo Marvel tradicional, Ellis o fez inteligente e bom moço, mas tão inteligente que não convence, pois suas conclusões e ações poderiam ter muito bem sido feitas pelo Capitão América ou até mesmo pela Viúva Negra ou Nick Fury. E tão bom moço que chegou a ser irritante (em meia hora de conversa, o lazarento já virou amiguinho dos Supremos... óóóó... que lindio!).
E no final da edição, as equipes chegam em um complexo subterrâneo, mas cada grupo entra por uma porta diferente. Querem apostar quantos Tridents sabor Vic Vaporub que na próxima edição eles vão dar de cara um com outro e descerem na moléstia sem motivo algum?
A arte de Trevor Hairsine é competente pelo menos, mas é só! Tem algumas cenas que ficaram muito boas (como a da Jean Grey destruindo o portão do complexo subterrâneo), mas ele não é daqueles desenhistas que te fazem comprar uma HQ. Um de seus erros, por exemplo, foi desenhar em alguns quadros Wolverine com cara de adolescente.
Conversando com nosso querido Ultrablog, ele contou que essa foi a pior revista que ele já leu este ano. Para mim não chega a tanto, mas é decepcionante ler o criador de Authority e Planetary escrevendo uma história tão clichê e sem profundidade.
Não vou nem comprar as próximas edições para saber se o bicho melhora ou não, e olha que odeio deixar mini-séries incompletas na minha coleção!
Nota 3
Pesadelo Supremo é uma mini-série em 8 edições, tem 50 páginas e custa R$5,90



