Melhores do Mundo

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Abr 27

Grandes Clássicos - Lanterna Verde/Arqueiro Verde

Dennis O’Neil e Neal Adams juntaram seus esforços entre os anos 60 e 70 para elaborar um dos mais memoráveis arcos que já existiu: Grandes Clássicos - Lanterna Verde/Arqueiro Verde onde os dois heróis percorrem os EUA em uma típica jornada a lá road movies para descobrirem não apenas mais sobre o seu país, mas também sobre si mesmos. Uma história que redefiniu os rumos dos comics em sua época.

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Primeiramente o arco soa datado, não porquê suas questões envelheceram ou tornaram-se mais fúteis, mas simplesmente porquê já são ou foram amplamente debatidas em outras histórias e em outros personagens dúzias de vezes desde então. O objetivo da republicação não é trazer uma novidade, mas homenagear um arco fabuloso na história dos quadrinhos.

Hal Jordan é o Lanterna Verde da Terra, ocupa a função com zelo e a pureza que fazem muitos detestarem a DC Comics. Ao se intrometer em uma situação fora do seu habitat natural, ou seja, ao interferir em uma área socialmente carente, com particularidades muito diferentes do seu dever como protetor do Sistema Solar ele descobre o quanto foi negligente em seu papel. O que torna situações menos "cósmicas" indignas da atenção do Laterna Verde?

Do outro lado está o Arqueiro Verde, Oliver Queen, um herói anárquico e que representa todas as mudanças que Jordan teme vislumbrar. Afinal, assumir as mudanças é assumir que erramos e, portanto, somos imperfeitos. Ao assumir sua imperfeição, Jordan passa a tentar expiar seus pecados e compensar seus erros (e tem gente que acha que só na Marvel os herós sofrem e têm defeitos).

Apesar de seu inegável talento como roteirista O'Neil extrapola em algumas situações para limitar a capacidade do Lanterna Verde e banaliza as dúvidas e indecisões do personagem ao repetí-las tantas vezes. Simplificando é como se Hal tivesse vários momentos de Kyle Rayner. Apesar da falha, é louvável sua intenção de antenar um semideus e um herói urbano com questões que permeavam o imaginário norte-americano e mundial da época. A mesma receita de sucesso que sagas como Guerra Secreta exploram em seus personagens hoje em dia: usar a paranóia que ataques terroristas e a política Bush causaram ao mundo.

Quanto a Neal Adams...É muito bom saber que as novas gerações podem saber quem ele é. Adams é rei! Um dos maiores desenhistas que os comics já conheceram e se os roteiros de O'Neil se aplicam melhor ao seu tempo os desenhos de Adams servem perfeitamente para qualquer época.

Nota é: 8,5. A Panini acertou em cheio nesta!

Blogman queria ter um anel energético. Sem trocadilhos...


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