Melhores do Mundo

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Fev 25

Aeon Flux

A maioria de vocês (pelo menos quem já passou de 2.0) deve lembrar de um programa da MTV chamado Liquid Television, onde passavam animações de vanguarda com o "espírito jovem" do canal. Entre os principais destaques estavam as séries Beavis & Butt-Head, The Maxx (do quadrinista Sam Kieth) e Aeon Flux. Essa última mostrava as aventuras da personagem-título, um tipo de guerrilheira-espiã, contra o seu amante e/ou inimigo (variava a cada episódio), o cientista Trevor Goodchild. Anos depois, Aeon Flux virou um live-action estrelando a ganhadora do Oscar Charlize Theron. "Pô, que legal, hein, Bátima!" Bom, na verdade, não ficou tão legal, e vamos ver por quê.

[Mais:]

Pra começar, esqueçam toda a ambigüidade da série criada por Peter Chung. É tudo preto no branco ou algo muito próximo disso. Aeon Flux é a heroína e pronto. Na verdade, a adaptação pega muito pouco do original; uns nomes, a ambientação futurista, a premissa de um dos episódios. O resto é típico de Hollywood: eficiência técnica sem muita ousadia.

O blá blá blá que precede a troca de tiros é o seguinte: no início do século XXI (vinte e um, seus burros!), um vírus devastador mata 99% da população até que se descobre a cura. O cientista responsável pela descoberta se torna o novo líder da humanidade. 400 anos depois, as últimas 5 milhões de pessoas do planeta vivem em uma cidade chamada Bregna, isolada do mundo exterior. Parece uma sociedade perfeita, exceto por misteriosos desaparecimentos que o governo finge ignorar e um grupo paramilitar conhecido como "os monicanos" (o nome vem da cidade da Aeon no desenho, Monica), que luta contra o governo do presidente hereditário Trevor Goodchild. A premissa até que tem potencial, certo? Mas daí pra frente o filme desce ladeira abaixo.

A ficção científica no filme é limitada às invenções, como uma sala "escondida" dentro de outra através de diferentes comprimentos de onda (ou imagino que seja algo assim!), e aos bioimplantes, que permitem as proezas físicas da personagem de Charlize Theron (o que faz muito mais sentido do que os poderes do Demolidor no filme dele, por exemplo). Aeon Flux é uma mistura de Batman (com o truque do "você pisca e eu sumo"), Homem-Aranha (ela provavelmente fez a Escola Aranha de Escalada de Paredes, pois é igualzinho) e até do mestre Chuck Norris (com direito a Roundhouse Kick e tudo mais). Entretanto, ela é não é uma agente lá muito esperta, já que usa roupa branca pra uma invasão noturna e preto durante um ataque diurno...

O principal problema do filme pra mim foi mesmo a enorme diferença (quase oposição) temática em relação ao original, similar ao que aconteceu em Constantine. A semelhança com o original fica mesmo só nos nomes, infelizmente.

Sem revelar spoilers, a principal questão (mal) desenvolvida pelo roteiro já foi (mal) abordada há pouco tempo em outro filme de pseudo-ficção científica, o que também não ajuda muito. No fim das contas, acaba sendo uma diversão razoável, pouco melhor que a média dos filmes de Hollywood. Mas sem dúvida é melhor economizar o preço do ingresso e juntar pra comprar o box da série animada, que inclusive tem o episódio no qual o filme se baseou, mas com um final muito mais interessante.

Nota: 6 (como adaptação, nota 0,5)

PS: Sei que vocês estão esperando mesmo é por fotos dos peitinhos da Charlize Theron! Então não percam tempo e cliquem aqui e aqui.


Nerd Reverso Email • 10:26:24 • A Gente VimosPermalink Deixe seu comentário
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