Melhores do Mundo

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Fev 2

LJA #38


Ráááááá! Perderam DCnetes, pois um marvete bem safado vai fazer o review da revista da Liga deste mês! Muahahaha (risada diabólica)... MUAHAHAHAHAH! Riam comigo... RIAM COMIGO!

[Mais:]

Hehehe, brincadeiras à parte, a revista da Liga tá bem legal. No último review da Marvel Millenium, eu brinquei com o timaço de artistas do gibi. Pois bem, se liguem nos cracaços da DC que participam desta edição: Grant Morrison (comprei a revista por causa dele), Geoff Johns (em duas histórias), Kurt Busiek e lá vai fumaça! Vamos lá!



The Flash
Geoff Johns e Howard Porter

Ahh! Geoff Johns começa a envolver o vermelhinho com os eventos de Crise de Identidade. Nesta história, Onde Está Wally começa a ler a carta de Barry sobre seu grande segredo: não... Barry não era uma mulher/traveco/qualquer-outra-coisa-do-gênero. Seu segredo era outro, além da lavagem intestinal-cerebral do Dr. Luz... e ele envolve o Pião, aquele vilão do Flash com o uniforme brasileiro que rodava como uma besta sem vomitar ou ficar tonto.

A história é muito boa... e não vou contar nada aqui para não estragar a surpresa. E Geoff Johns é O cara! Um dos poderes que eu mais fico doido nos quadrinhos é a super-velocidade, e Johns sabe criar uma série de peculiaridades com Wally que deixa a leitura muito interessante. E desta vez não é diferente.

E é muito bom ver Howard Porter desenhando. O cara manda bem pra cacilda! Ah sim... e essa capa é caça-níquel e mentirosa pra cacete! Ollie e Barry nem sequer gritam um com o outro.

Nota 8



Liga da Justiça
Kurt Busiek e Ron Garney

Opa, opa! Quando tem o nome de Busiek na área (principalmente com heróis da DC), é sinal de que a história vai ser no mínimo supimpa. E desta vez não é diferente.

O lance é o seguinte, nerdalhada: o Flash e o Ajax Festa das Flores 500 ml (limpa mais branco) estão fazendo aquele plantão chato na torre da Liga. Uma de suas tarefas é parar a evolução do Constructo (lembram dele? Eu não, pois sou um marvete! UIAHUIA UIAHUIAH)... mas algo dá errado e ambos os doises heróises se enrolam com o robô enquanto, na surdina, o Sindicato do Crime da Amérika vai chegando! pam pam paaaaaaam!

Não tem nenhuma ação aqui e, apesar da Liga estar se aproximando cada vez mais do desenho animado, Busiek mantém uma narrativa bem envolvente. É mais um prelúdio, que te deixa seco para a próxima edição.

Muita gente não suporta o Ron Garney, mas eu o acho sensacional! Gosto do estilo meio retão dele.

Nota 8



Sociedade da Justiça
Geoff Johns e Don Kramer

É... aqui fica complicado, pois não acompanhei as últimas histórias da Sociedade (comecei a comprar esse gibi só por causa do Grant Morrison) e o Geoof Johns usa uns personagens e referências do fundo do baú. Para um leitor um pouco mais leigo no universo dos véios da DC fica difícil de entender, ainda mais pegando uma história no meio. Mas vamos lá, pois enrolar é o que eu faço de melhor!

O lance é o seguinte: alguns dos frequentadores do Baile da Saudade da DC tentam impedir que Rick Tyler tome o lugar do seu pai na batalha final contra o Extant, onde o Homem-Hora vai bater as botas... e, para isso, os dois caem até no sopapo. E enquanto isso, mais dois heróis sçao recrutados para uma missão misteriosa. Pam pam paaaaaam!

Bem, assim como todos aqui, eu odiei a saga Zero Hora, mas Geoff "fix-it" Johns consegue mexer nela e ainda assim criar uma patcha história da Sociedade... e a maneira como ele envolve as viagens do tempo são muito boas. E o cara ainda prepara terreno para a volta do... ah, e vocês acham que eu vou contar: Leiam aí, pô!

Sobre Don Kramer: é difícil imaginar outro artista desenhando a Sociedade. Ele tem aquele estilão da velha guarda nos traços, mas ainda dá muita emoção na história sem os malditos pin-ups característicos de desenhistas horrorosos como Jim Leexo e etc. O cara é fodis!

Nota 9



Liga da Justiça Classified
Grant Morrison e Ed McGuinness

Finalmente chegamos ao que interessa: o arco do Grant Morrison, o deus do Blogman.

Os Ultramarines (Fogo Fátuo, Escudeira, Glob e lá vai fumaça) são uma espécie de Liga da Justiça da Europa... e eles estão envolvidos com um pobremão na África: Grodd, o Maguila Gorila, conseguiu um bando de reféns e um exército de seus macacos está destruindo tudo. Mas há algo de errado: a Escudeira percebe que toda essa confusão é uma armadilha e precisa de ajuda.

Ela consegue chegar até o Bátima, mas... Onde está a Liga da Justica? Pam pam paaaaaaam!

Grant Morrison não poupa tempo e já começa situando o leitor no que está acontecendo, com muita ação e de uma maneira bem dramática. E seus diálogos estão ótimos como sempre (tirando a resposta do Bátima no pior estilo Frank Miller All Star).

Ed McGuinness é bom, mas ele tem uma irritante mania de pin-ups: suas páginas são recheadas de heróis pulando em poses absurdas, closes e essas besteiras do Image-Style dos anos 90. E isso dificulta a compreensão de um roteiro mais elaborado como o do Morrison.

Por enquanto Morrison ainda não está brilhante como de costume, mas ainda sim é bem acima da média do que costumamos ler. Edição que vem vai ser supimpa!

Nota 9


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