Um ano sem O Mestre Tweet
Ano passado, informamos por aqui que Will Eisner morrera no dia 3 de janeiro, vítima de complicações cardíacas. Este ano, nós e uma cambada de outros sites, injustamente, esquecemos de prestar reverência a uma data nada triste.
"Nada triste? Mas como assim Blogman"? Como bem disse meu amigo Hell, no link acima, 3 de janeiro não é a data do falecimento do Mestre, mas sim o dia em que ele se tornou imortal. Eisner ergue-se sobre os patamares de mediocridades que os editores de comics insistem em construir. Se fosse um artista de uma geração seria muito, mas ele foi O artista de gerações. Redefiniu a linguagem narrativa, trouxe Orson Welles para a nona arte e explicou aos americanos porquê os quadrinhos poderiam ser uma arte inigualável. Se não entenderam, a culpa não foi dele.
O último livro de Eisner publicado aqui foi Fagin, o Judeu. O álbum narra a história do ladrão que explorava crianças em Oliver Twist, de Charles Dickens, sob um novo ponto de vista. O livro foi adaptado para o cinema pelo diretor David Lean e Fagin foi interpretado de forma visceral pelo grande ator Alec Guiness (Obi Wan Kenobi na trilogia original de Guerra nas Estrelas). Para muitas pessoas, o personagem Fagin em Oliver Twist, tanto livro como filme, disseminou o anti-semitismo. A Cia. das Letras, editora que publicou este livro, já prometeu publicar o último álbum inédito de Eisner: The Plot (A Trama).
E o dia em que você ler The Plot, pode ser um dia triste. Pois será o dia em que o Mestre não terá mais nada novo para nos mostrar. De qualquer jeito, Eisner é Eisner e mestres sempre têm algo novo a dizer, pois quem é mestre fala de novo, mas nunca se repete.
Blogman dedica este post ao deus Eisner...



