Crise de Identidade #4 Tweet

CBD: “Ô Mallandro! Ninguém fez o review da Crise de Identidade 4, né?”
Mallandro: “Não Change, foi você que falou que ia fazer, esqueceu?”
CBD: “Eu? Xiii! Má como é que vou fudê com o Bátimá agora? Você não quer fazer, não?”
Mallandro: “Querer eu quero, mas não acha que está muito em cima da hora?”
CBD: “É! Eu sei! Por isso você pode fazer até amanhã! Mas sem falta, hein?”
Pois é, galera! Estagiário só se fode, mas nem tanto quanto os heróis da DC na Crise de Identidade! Então vamos lá nesse review que está meio velho, mas que continua enxutinho e dando um caldo!
Crise de Identidade: Quem Se Beneficia? – Parte 4
Por Brad Meltzer (Roteiro) & Rags Morales (Arte)
A Desliga da Justiça (Sacaram? Liga? Desliga? Nossa, que infame!) após apanhar mais que um cachorro sem dono do Exterminador do Presente (Caramba! Hoje eu estou com a macaca para as piadas infames!) sofrem mais uma tentativa de assassinato de um ente querido: dessa vez é a infeliz da Jean Loring, a ex-mulher do Eléktron, que sofreu um ataque desse maníaco que mais parece não gostar de mulher.
Após a pancadaria frenética (e cá entre nós, forçada para cacete!) entre a LJA e o Slade, seria um pouco óbvio que o ritmo cairia. Por isso foi a edição mais fraca até agora, principalmente pelos personagens fazerem as mesmas perguntas sem respostas que já tinham sido feitas.
Mas a edição vale a pena só pela conversa que o Ollie Queen teve com o Hal Jordan. Um dialogo afiado e natural. (Pelo menos o máximo de naturalidade possível entre um cara que voltou dos mortos e o espírito da vingança). Só que a frase final do Hal “O escolhido” Jordan surtiria mais efeito se essa edição chegasse alguns meses atrás no Brasil.
Falando no carismático arqueiro: Ele se tornou um ótimo protagonista nessa mini pelo seu temperamento forte e por ser um herói das antigas. É visível a símpatia que o autor tem pelo personagem.
Outro ponto positivo é para o destaque que o vilão Bumerangue anda tendo mostrando que vilões também são humanos, por isso vivem de erros, arrependimentos e alegria como qualquer um de nós. Apesar dos elogios, a imagem do Bumerangue nessa mini não tem nada a ver com a vista na revista do Flash. A DC deu mole nessa.
Mais uma bola fora foi o final dessa edição que por mais bombástica que foi a tentava não conseguiu colar! Afinal, sabemos que essa personagem (que é óbvio que eu não vou falar o nome) jamais sofreria um arranhão.
Brad Meltzer até agora está mandando muito bem nessa saga, principalmente em três pontos. Primeiro nos diálogos intensos entre os personagens. Segundo por conseguir usar tantos personagens (heróis e vilões) sem desperdiçar nenhum deles, se aproveitando ao máximo da capacidade de cada um. E o terceiro foi por tentar humanizar os personagens da DC e ter conseguido! Diferente do tosco do Chuck Austen que fez aquele arco chamado Crepúsculos dos Deuses em que mais parecia o Programa do Ratinho.
Rags Morales é um bom desenhista! Desenha rostos e expressões faciais que só ajudam nos diálogos. Mas peca em exagerar alguns itens. Por exemplo: A máscara do Arqueiro Verde cobre quase todo o seu rosto e o “S” no peito do Super-Homem vai até o umbigo. Chega a beirar o ridículo essas cenas, mas se aperfeiçoar seu traço se tornará um incrível artista.
E para terminar: Sou só eu que acha essas capas do Michael Turner mais feias que os córneos do Homem Elefante? A dessa edição foi a melhorzinha, mas ainda é fraca. Não entendo como a DC que tem tantos desenhistas exclusivos ótimos (como o Carlos Pacheco) bota esse cara que devia ter ficado nos anos 90 para desenhar a mini-série mais importante do ano (ou uma das mais importantes). Aí você responde, querido leitor: “Mas o Turner vende, uai?”. Aí eu fico com essa cara de pato por saber que é verdade.
Nota 8,5
Crise de Identidade tem 32 páginas e custa 4,50.



