King Kong Tweet

Pois é, macacada, titio Hell saiu do cinema depois de ver mais de 3 horas de filme, como o macaco mais conhecido das telonas, pelas mãos do diretor mais nerd dos últimos tempos, Peter Jackson...
E o que dizer? Bem, antes de tudo, saibam que Jackson perseguia esse filme Há algum tempo, pois o seu projeto havia sido apresentado pela primeira vez a um estúdio nos anos 90... e acabou engavetado. O cabra persistiu e finalmente conseguiu realizar o seu desejo de criança, refilmar King Kong. Partindo dessa premissa, devo lhes dizer que o filme decepciona (Porra, era pra ser o filme a vida de Peter Jackson!), mas não é um filme ruim ...
Calma, calma nerds revoltados, eu explico! Vamos elencar aqui as coisas desagradáveis do filme:
A duração do filme é de mais de 3 horas, por algumas vezes se arrasta, por outras se exagera... Peter Jackson perde quase uma hora de filme só pra apresentar os personagens da saga... Jack Back, como o diretor meio amalucado, que quer fazer um filme de qualquer jeito (Jack interpretando ele mesmo como sempre), Naomi Watts, a atriz que tenta sobreviver durante a grande depressão americana, sofredora, meiga, apaixonante, como qualquer mocinha dos filmes da década de 30 e 40... Adrien Brody, o dramaturgo que se apaixona pela mocinha e se transforma num valente e persistente herói.

O Roteiro é cheio de perguntas sem respostas,(Como Browdy sobrevive sozinho e consegue salvar a moça e escapar do Kong? Como Jack Black sabia que ele conseguiria e armaria uma pra pegar Kong? Porque diabos os morcegos gigantes atacaram Kong? e por aí vai...), as situações que se apresentam às vezes beiram a comédia (e ficam próximas do ridículo), como a cena da luta de Kong com os Tiranossauros, ela tem ótimos momentos, mas a parte deles presos nos cipós é difícil de engolir... A fuga da manada de Brontossauros é outra cena de exagero ímpar, e até desnecessária. A maneira como vencem o Macacão, putz...Eu tenho a impressão que Jackson já imaginou o filme para se transformar em vídeo game, pois a impressão do espectador é a de estar no meio de uma tela de jogo, onde deve correr, pular, atirar se desviar...

O filme tem a cenografia digital idêntica à do Senhor dos Anéis, as ruínas da Ilha da Caveira se parecem muito com as masmorras de Saruman (onde se criavam urukhais), a cena em que a lava escorre pelas muralhas parece que é reaproveitamento de alguma cena deletada de "As Duas Torres"... A floresta onde Kong vive lembra muito o lar da Barbárvore... E as cenas com tratamento digital (Principalmente as que Naomi Watts aparece) são idênticas à aquelas cenas em que os Elfos eram retratados (com aquele efeito embaçado...). Os nativos da Ilha guardam muitas semelhanças com os orks. Faltou um pouco de originalidade ao Jackson.

Outra coisa que não me agradou... as cenas onde tentam humanizar o macaco, como onde ele ri das trapalhadas da mocinha do filme, ou a cena em que ele dança com ela no lago congelado (SIM!!!! ELE FAZ ISSO!!! e misteriosamente o gelo não se quebra sob seu peso)... argh e o final então? Peter Jackson refilma o final de Titanic com um gorila gigante no lugar de Leonardo Di Caprio! Dramalhão desnecesário e piegas.

O tamanho do macaco digital também é variável, percebam as mudanças principalmente na cena em que ele captura Naomi pela primeira vez... Na cena em que ele a coloca sobre o seu ombro, o macaco está gigantesco...Depois quando a põe pra dormir na sua mão ele já está um pouco menor, e a cena dos dois no Empire State, o macaco tem metade do seu tamanho original...
Enfim, o filme é divertido, os efeitos digitais do Kong estão perfeitos (tirando a variação de tamanho), e a cena do combate com os aviões no Empite State é do caralho... Mas sinceramente, como eu já disse antes, esse era pra ser o filme da vida de Peter Jackson, e eu esperava mais do gorducho... se o filme fosse dirigido por outro cabra que não estivesse nas circunstâncias gabaritadas de Jackson até mereceria uma nota maior, mas como não é...
Nota: 7
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