MegaMan #1 e #2 Tweet

Cheguei à banca a procura de minhas revistas habituais e me deparei com dois mangás de capas coloridas (muito coloridas) que mais pareciam embalagens de chiclete. Eram as edições um e dois de MegaMan: NT Warrior, da Conrad Editora. Curiosamente, os editores optaram por publicar as duas primeiras revistas da série ao mesmo tempo e, ao contrário dos últimos lançamentos da Conrad, o mangá custa R$5,90 e tem aproximadamente 100 páginas. Creio que seja por conta do público alvo: a petizada que acompanha as aventuras do herói na TV.
As duas edições são bem didáticas ao explicarem o enredo. Em um certo momento, a professora de Lan, o jovem "dono" do MegaMan, explica para os alunos da turma do protagonista alguns termos recorrentes em todas as histórias, como netop, netnave.
MegaMan é um programa de computador (netnave) e pertence a um menino chamado Lan, de aproximadamente 11 anos. Eles vivem em uma época em que quase todos têm um software semelhante ao MegaMan. Contudo, nosso herói é especial, já que foi desenvolvido pelo pai de Lan com características incomuns em relação aos outros netnaves. Lan e MegaMan se ralacionam como se fossem dois irmãos.
Lan e Mega vivem arrumando confusões na rede, como combates ilegais com outros netnaves. Depois de muita confusão, a dupla atirou no que viu e acertou no que não viu... Resultado: toparam com um grupo de terroristas disposto a detonar o mundo.
MegaMan: NT Warrior, de Ryo Takamisaki, tem roteiro amarradinho, mas nada inovador, já que segue a fórmula Pokemon (garoto ambicioso tem uma relação de amizade com sua "propriedade"). Os desenhos não são nada elaborados, mas funcionam. Mangá voltado para a petizada.
Espero que faça bastante sucesso, já que esse tipo de revista costuma atrair milhares de fãs e tem um enorme potencial para sustentar editoras e bancar apostas mais ousadas (típicas da Conrad).
Nota: 7,5



