Melhores do Mundo

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Set 13

Superman #34

DCnautas, marvelados, fãs de HQ, nerd miseráveis e todos os outros leitores do MELHORES DO MUNDO.NET, leiam essa HQ. Quando os editores da DC disseram que a nova fase seria um divisor de águas, achei que fosse mais um massivo ataque de marketing engana mané. Mas não... São histórias do Superman como há tempos não se via.

O mais surpreendente é o fato de que até o Jim Lee está tragável nessa revista. Parece que seus criadores sentiram o peso da capa vermelha e capricharam no que podemos considerar uma das melhores HQs do Superman publicadas pela Panini Comics.

Vamos ao review:

[Mais:]

Superman #204 e #205- Pelo amanhã - Partes 1 e 2
Roteiro: Brian Azzarello; Desenhos: Jim Lee

Algo de terrível acontece com o mundo, infelizmente, Superman não estava no planeta para impedir que isso acontecesse (o melhor é que ele estava salvando o bucha do Kyle "eu não pedi para nascer" Ryner). De volta à Terra e ao se deparar com tamanho problema e por não ter impedido, ele se culpa e resolve pedir ajuda a um padre. O que aconteceu, só lendo a revista.

Na segunda parte, Superman conta ao padre relatos de um "salvamento" realizado por ele que resultou na mesma porcaria que estava antes. É então que ele questiona se realmente deveria ter salvo as pessoas que ele ajudou. Afinal, do que adianta acabar com as armas se ainda existem as pedras?

Vamos lá... Brian Azzarello consegue fazer um Superman humano, que sente medo e arrependimento e ao mesmo tempo faz com que o herói se veja e comporte-se acima das outras pessoas, como um ser melhor, "como o mais humano". Aparentemente, temos muito o que esperar do trabalho dele.

E Jim Lee?! Sou obrigado a tirar o chapéu para ele. Não que ele tenha melhorado horrores, mas tenho a impressão que caiu a ficha dele e o cara percebeu que faria uma HQ do maior de todos os super-heróis (quer gostem ou não).

O desgraçado continua com problemas como dar a todos a mesma cara lisinha... Mas notam-se pequenas diferenças no rosto de seu Superman. Claro que aparece um cara com bigode no fim da segunda parte da história que é os cornos do Comissário Gordon, mas deixa estar... Além disso, Lee mostrou-se inspirado na hora de criar planos. A variação de pontos de vista e posições dessa história está muito boa, com perspectivas que se enquadram no roteiro de Azzarello, e não o contrário.

Muito boa as duas primeiras partes, espero que só melhore. Nota 10

Action Comics #814 e #815
De volta à rotina e Superman vs. Gog: até o fim

Roteiro: Chuck Austen; Desenhos: Ivan Reis


Em Action Comics #814, Clark está de volta ao Planeta Diário, mas por algum motivo desconhecido, as coisas já não são como antes... Pelo menos na redação do jornal. Na cidade, as coisas estão como sempre: acidentes de carro, assaltos a trens e, claro, invasões alienígenas. O problema é que não se trata de um E.T. qualquer.

Em AC #815, depois de enfrentar um pavoroso inimigo e de dar cabo dele e de sua corja com certa facilidade (o que vai irritar os mais xiitas), Superman descobre que Apocalypse está solto e que a qualquer momento pode atacá-lo. É hora de pedir ajuda! Ele resolve, então, pedir ajuda a alguns heróis para proteger sua família. Cabe ao Superboy, à Moça-Mavilha e ao Kid Flash a proteção de Pequenópolis (essa praga me persegue, meu Deus). E não é que alguém ataca o lugar, mesmo. Bem que podiam destruir Smallville de vez! Ô cidadezinha dos infernos...

Bem, Chuck Austen mandou muito bem em seu roteiro. Como disse, os fan-boys alucinados vão reclamar, dizer que ele nunca detonaria tal vilão daquela forma (estou me referindo mais precisamente ao Hell) etc. Mas a forma como ele captou e escreveu o personagem é brilhante, pois lembra não só o herói clássico, que salva famílias de acidentes terríveis e faz graças, mas por nos mostrar o quanto um cara com poderes incríveis pode ser tão ingênuo e boa praça. A cena do trem me lembra vividamente a do primeiro filme do azulão, mais precisamente a cena em que ele e Lois são assaltados e Clark, fingindo ser um cara bobo e matuto, impede o ladrão. Gostei muito do roteiro.

Ivan Reis, Ivan Reis... Limito-me a dizer que ele nasceu para desenhar o Superman. Ação, movimento, expressões faciais, traço clássico (mas não datado), sem modismos, com planos de acordo com a narrativa, tudo perfeito. Só não gostei das suíças no cabelo do herói e da sunga no umbigo... Mas isso é besteira de chato (sim, sou chato, não sabia?). Perfeito. Vale destacar que Reis não é o único brasileiro na revista. Marc Campos faz um ótimo trabalho na arte final da HQ.

Aventura à moda antiga, bem trabalhada, roteiro sem furos, mas aberto para novidades e ótima arte. Só pode ser nota 10.


Falecido Ultra Email • 17:48:52 • A gente lemosPermalink Deixe seu comentário
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