Melhores do Mundo

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Ago 25

Superman godfall:
o fim dos deuses

Roteiro: Michael Turner e Joe Kelly; Desenhos: Talent Caldwell

A DC mais uma vez resolveu humanizar o seu universo. Depois do malfadado anos 90, década que assistiu a morte do Superman, a queda do Batman, a loucura do Lanterna Verde, a substituição da Mulher-Maravilha etc, os heróis começam a se ferrar novamente. Não que eles estejam morrendo ou perdendo braços. Desta vez, comandado por mentes mais saudáveis, o processo de humanização acontece com suas identidades secretas e com a percepção dos heróis de que eles não são seres infalíveis, que não sào deuses. E é justamente esse o mote da série Superman godfall: o fim dos deuses.

Vale lembrar que esta série foi publicada nas revistas Action Comics 812 e 813, The Adventures of Superman 625 e 626, Superman 202 e 203 e se passa logo depois dos eventos ocorridos em Superman 32, quando Superman enfrenta os Futureiros e Brainiac 12. Além disso ela é a ponte para a fase capitaneada por Jim Lee e Brian Azzarello.

[Mais:]

Kal-El é um jovem burocrata de Krypton, casada com uma não-K (ou seja, uma alienígena), que leva uma vidinha mais ou menos, porém cheia de dúvidas... Um dia ele é atacado por rebeldes que lutam pela liberdade dos não-K. Descobrimos, então, que essa nova Krypton é um país nazista, onde os alienígenas que viviam no planeta são escurraçados de suas casas e jogados no deserto periférico à cidade.

Com o tempo, descobrimos que o lugar não é Krypton e que Kal estava sendo induzido mentalmente para acreditar que estava em seu planeta natal. Descobrimos também que os habitantes do planeta viam Superman como um Deus, mas como se Kal nada mais era do que um de seus habitantes? Leia e descubra.

O principal intuito da série é claro: humanizar Superman. Exatamente como acontece com Batman e Mulher-Maravilha, Superman está passando por um momento de transição em que ele descobre que o mundo (no caso de "Godfall" uma metáfora de mundo) o vê como um deus e que isso pode ser tanto positivo quanto negativo. Afinal, um regime totalitarista usando seu emblema como escudo não parece ser uma coisa muito boa.

Está claro que a principal referência de Michael Turner e Joe Kelly foi "O homem que tinha tudo" de Alan Moore, mas a revista, em sua primeira metade, também tem um pouco do mangá "Akira". A cena da perseguição à moto de Kal-El é chupada do mangá. Mas nem por isso a revista perde qualidade. Ela é boa na medida do possível e eficiente quanto a exigência da DC de humanização ou desmistificação de seus maiores heróis. O que não quer dizer que é a cereja do bolo dos quadrinhos.

Os desenhos de Talent... Os desenhos de Talent... O cara é um arremedo de Michael Turner, ou pelo menos tentaram que ele fizesse algo parecido com o que faz Michael Turner. Na galeria de esboços, podemos ver que o cara não é fã de rabiscos, mas se o mercado quer riscos, ele os terá. Michael Turner é o autor de todas as capas e vou ser sincero, fazendo pin-up ele é o cara. Suas capas em nada lembram seus desenhos preguiçosos de miolos de revistas. Deveria só fazer isso.

Comprem a revista se vocês estão interessados em entender bem o período de transição pela qual passa a DC. Nota 8,5


Falecido Ultra Email • 15:05:23 • A gente lemosPermalink Deixe seu comentário
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