Melhores do Mundo

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Ago 21

Água Negra

Walter Salles (de Central do Brasil, e de Diários de Motocicleta) na sua primeira tentativa de emplacar um blockbuster no mercado americano, e num gênero de filme que ele nunca dirigiu (Terror).

Não vamos ser ufanistas e exaltar o diretor gratuitamente... Salles tem alguns méritos, principalmente se levarmos em consideração que Água Negra é uma refilmagem de mais um dos terrorzinhos japoneses que infestaram o cinema americano. E como tal, é carregado de elementos que todos estamos de cabelo branco de ver repetidamente em filmes como "O Chamado", "O Grito", e por aí vai...

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O mérito de Salles é justamente diminuir ao máximo os clichês do cinema novo de terror japonês, que insistem em aparecer em tudo que é filme de terror atualmente. Desse modo, não temos tanto aquelas cenas de sustos, com vultos, imagens nos espelhos, e materializações de criaturas estranhas... Salles conduz a história de um jeito que o terror fica em segundo plano.

Acho que essa iniciativa do diretor foi o seu maior erro, o filme é uma grande indefinição de quase duas horas nas telas... Ele alterna entre o drama familiar (a mulher abandonda pelo marido, tendo que criar a filha num lugar novo e assustador), um thriller policial (O estranho caso do desaparecimento de uma crianaça no prédio) e o terror proprimanete dito (A filha da mulher que mora no prédio passa a conversar com uma amiga imaginária).

Jennifer Conelly até que tenta dar uma profundidade pra sua personagem, mas a história é completamente mal aproveitada, e os seus traumas de infância mal explorados durante o filme(assim como a garota desaparecida, Connely também foi abandonada pela mãe quando criança). Dougray Scott também é um personagem completamente mal aproveitado no filme, fazendo o papel do pai da garotinha atormentada pelo fantasma do prédio, e querendo tomar a custódia para si.

Ainda temos os ótimos atores John C. Reilly (como o locatário do prédio), Tim Roth (como o advogado de bom coração que ajuda Connely na sua luta legal pra manter a filha) e Pete Postlethwaite (como o zelador esquisitão do prédio), todos os personagens são superficiais, e os que não são completamente dispensáveis, se envolvem na trama de um jeito muito inverossímil.

O que salva é a fotografia e cenografia do filme, que nos apresentam uma cidade sempre cinza e triste, e um prédio escuro, sujo e completamente aterrador, no mais, o filme se resume a uma história mal construída com uma montagem confusa e com plots mal aproveitados... além de ser completamente monótono, o suspense que Salles tentou imprimir no filme desde o início só vai aparecer quando mais de uma hora de filme já transcorreu.

Nota:5 (esqueça o cinema, espere sair na locadora e alugue-o nas promoções de 50% nas quartas feiras)


Hell • 15:27:44 • A Gente VimosPermalink Deixe seu comentário
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