Sin City Tweet

Questionei nos últimos meses a validade do filme de Robert Rodriguez. Não sabia se teria tanto valor uma adaptação tão absurdamente fiel a sua HQ de origem. Para quem não sabe, o diretor não só recontou as histórias de Frank Miller, também diretor do filme, como usou as revistas como storyboard para o filme. Por que contar o que já foi contado, perguntei aos meus botões? Pois bem, obtive a resposta como um tiro a queima-roupa das pistolas de Dwight: porque as histórias são excelentes e merecem ser contadas em todas as mídias para todas as pessoas que curtem um filme cheio de mulheres gostosas, tiros, porradaria, amputações, humor e diálogos cafonas.

Robert Rodriguez levou para o cinema três histórias das HQs de Sin City – The Hard Goodbye, The Big Fat Kill e That Yellow Bastard – e as contou sem preocupações com linearidades temporais, o que causou certa estranheza em espectadores néscios. Pena, tais criaturas vis vão maldizer uma obra-prima.
Os atores estão perfeitos, até Jéssica Alba, que sempre me encantou mais pelas curvas do que pelo talento, aprontou comigo e com minhas idéias prévias do filme. Falar de Mickey Rourke como Marv é uma covardia: simplesmente perfeito. Fez com que o personagem ficasse verossímil e assustador. Bruce Willis, Clive Owen e Elijah Wood (o ultimo, especialmente) estão maravilhosos. Reparem como Wood ficou um Peter Parker perfeito... Chega a ser bizarro.
Para arrematar meu review, tenho que dizer que Robert Rodriguez e Frank Miller, não só realizaram um grande filme, fizeram uma HQ filmada perfeita! Eles não se importaram somente com planos e roteiro, levaram em conta que estavam fazendo quadrinhos em película e que por isso tinham que manter a essência da nona arte na tela. Por isso, não estranhem ver personagens tomando mais tiros que muro de favela como se nada fosse ou saltando de edifícios sem quebrar as pernas. É HQ no cinema e está de chorar.
Nota 10, com louvor.



