Harry Potter and the
Half-Blood Prince Tweet

Harry Potter and the Half-Blood Prince (Harry Potter e o Príncipe Mestiço) saiu faz pouco tempo, mas não demorou muito a cair na boca do povo. O impressionante foi que, pela primeira vez, ao contrário dos cinco livros anteriores, uma grande quantidade de pessoas no Brasil não quis esperar sair a tradução em português do livro - aqueles que podiam ler inglês já saíram comprando. Eu mesmo, no auge de minha curiosidade, comprei o livro e li suas seiscentas e seis páginas em quatro dias (quem me dera ter essa força de vontade com meus livros de faculdade).
Bom, a primeira coisa que desejo ensejar é que Harry Potter, definitivamente, não é mais coisa de criança. Os primeiros livros da série, em essência, foram muito ingênuos, infantis, o que gerou um grande preconceito. Esse preconceito foi, de certa forma, reforçado pelas duas primeiras adaptações cinematográficas da saga; que tinham todo aquele clima de filme infantil de natal (sem falar naquela irritante alcunha de "bruxinho querido" gerada pela mídia). O que muita gente não percebe (ou ao menos não se deu ao esforço de entender) é que, a cada livro, Harry Potter envelhece um ano. Assim como ele, os demais personagens também envelhecem e toda a essência da história vai amadurecendo. O que começou como um ingênuo conto de fadas sem violência alguma e final feliz se transformou em uma história sombria, repleta de suspense, reviravoltas, sangue, violência e até mesmo mortes. Finais felizes? Desde o terceiro livro da série não existem.
O pior são aquelas pessoas que falam mal da saga de Harry Potter sem ao menos se darem ao trabalho de a ler - provavelmente, pela sinopse, a acham boba e infantil. Fazer o quê? Senhor dos Anéis tem uma puta sinopse. Pelo jeito que todos falavam (e falam) da história, julguei ser um livro DAQUELES. No entanto, na hora de ler o livro, deixei de lado e não retomei de tão chata que era a história (principalmente pelo excesso de descrições) - e olha que li até a metade de As Duas Torres. Infelizmente, não gostei de uma obra que é referência obrigatória para o público nerd. No entanto, bato no peito e falo "pelo menos li para dizer que achei ruim."
Voltando ao assunto, a trama do sexto livro começa poucas semanas após os acontecimentos de A Ordem de Fênix. Harry Potter sai mais cedo do que esperava da casa dos Dursley e fica na casa de Ron até o início das aulas. Além das matérias comuns que são necessárias cursar, Harry passa a ter aulas particulares com Dumbledore, obviamente voltadas para a guerra contra Voldemort. Contar mais do que isso seria estragar uma pusta história contida em pouco mais se seiscentas páginas. O que poderia adiantar sem estragar o que vem por aí? Vejamos... Surgem alguns romances novos - uns óbvios, outros porém inusitados. Alguns personagens secundários são mortos e, no final, um dos principais personagens morre de uma forma trágica. Aqueles que tinham propensão à maldade confirmarão de vez a que vieram.
O final da história deixa a entender que a mesma, no próximo livro (que, segundo rumores, se chamará A Jornada dos Centauros), deixará de ser ambientada em Hogwarts. Fiquei até na dúvida se o próximo livro será, realmente, o último da saga, haja visto a quantidade de questões que necessitam ser respondidas. No entanto, a autora, J. K. Rowling, garante que a saga do bruxo se encerrará no próximo livro, previsto para 2007. Argh, que demora! Que agonia! :-P Nota 10. A saga melhora a cada volume!



