Marvel Max #21 Tweet

Esse mês nosso colega Spiderblog, que habitualmente faz o review de Marvel Max, nem conseguiu ler a revista toda. Isso já mostra que a coisa não anda bem na revista adulta da Marvel. Com isso, sobrou pra mim a tarefa de resenhar a Max desse mês. Nessa edição, as continuações de Doutor Espectro e Viúva Negra, e o início de um novo arco de Alias. Além disso, temos problemas graves na revista e nas histórias. Acompanhem no texto a seguir.
Antes de falar das histórias, um pequeno comentário sobre a capa. Mais uma vez (como é hábito da Panini), a capa da revista não é tão boa quanto a capa que aparece reduzida na seção de cartas. Apesar de bem desenhada, a capa de Doctor Spectrum #3 está longe de ser tão boa quanto a de Alias #22. Nem suspense ela provoca, pois nós já sabemos que aquele bisturi não é ameaça nenhuma. Se Marvel Max é a revista adulta da Panini, a escolha da capa deveria ser mais "adulta" também. Mas a tragédia está longe de terminar.
Doctor Spectrum #3

Abrir a revista e ler que a história do Doutor Espectro está na parte 3 de 6 é muito triste. Ainda mais depois de ler a história e concluir que ela está cada vez pior. O desenhista Travel Foreman não viaja (entenderam? travel=viajar) e faz um trabalho de boa qualidade, mas nada fora do comum. Já a tal Sara Barnes conta uma história clichezenta, me fazendo acreditar que o termo "protegida de J.M. Straczynski" quer dizer que ela está dando pro JMS. Só assim pra ela conseguir um trabalho na Marvel. A história? Os militares e o médico que acompanham o coma do coronel Joe Ledger pensam em retirar o cristal alienígena junto com a mão do coronel (e nós sabemos que ele não perde a mão!), enquanto dentro da mente de Joe, o cristal está decidindo se deve ou não matar o seu hospedeiro (e nós sabemos que ele não morre!). Afinal, por que essa história existe?
Uma nota importante: Algumas revistas vieram com páginas trocadas e no lugar da última página dessa história veio a capa de "Doctor Spectrum #2", já publicada mês passado. Em outras palavras, o leitor com essa revista fica sem o final da história. Mais uma das inúmeras pisadas de bola da Panini (eu já perdi a conta, e vocês?), com o leitor sendo sacaneado mais uma vez. Galera, quem for comprar a revista na banca, olhe o final da primeira história (pág. 26) e NÃO COMPRE se estiver com as páginas trocadas, mesmo que você só leia Alias e Viúva Negra. Só encalhando as revistas com defeito é que faremos a Panini parar de empurrar material defeituoso nos consumidores.
Se você foi um dos que comprou a revista antes de saber do erro, clique aqui para ver a página final.
Nota: 3 pela história, -5 pela desconsideração com o leitor. Total: -2.
Alias #22

Frente às outras histórias que compõem Marvel Max, é tentador tascar um 10 logo de cara pra Alias. Mas tenho que admitir que, mesmo analisando racionalmente, essa é uma história e tanto. Isso porque a dupla de doises (como diria o CBD) Brian Bendis e Michael Gaydos resolve contar a origem secreta de Jessica Jones. Pra isso, o carequinha Bendis abre mão temporariamente dos diálogos quilométricos e deixa a narrativa na mão de Gaydos, que nos transporta para os primórdios do Universo Marvel.
O desenhista, com a ajuda do colorista Matt Hollingsworth (depois dizem que Straczynski é nome difícil), retrata o colégio Midtown há quinze anos, quando era freqüentado por um jovem CDF chamado Peter e uma jovem solitária chamada Jessica. Sim, Jessica Jones estudou com o nerd mais famoso das HQs! Além dessa pequena homenagem à origem do Aranha, vemos de relance outros momentos marcantes do início da Marvel. Uma diversão à parte é prestar atenção em cada desenho e encontrar as referências espalhadas (quem encontrar pode dizer aí nos comentários). Sem dúvida, uma das melhores edições da melhor série publicada no país atualmente.
Nota: 9,5.
Black Widow #3

Até agora não entendo porque colocaram uma série não-adulta na Max e o Justiceiro Max em Demolidor. Com isso, os leitores adultos foram "premiados" com essa série meia-boca ao extremo, cujo único atrativo é ter o grande Bill Sienkiewicz fazendo a arte-final. Não é o suficiente pra tornar a leitura agradável, tendo o roteiro de Richard Morgan e o "layout" de Goran Parlov. Sem contar que a proposta da Max era ter uma parte de séries rotativas, mostrando personagens diferentes e novas abordagens. Entretanto, essa série lembra muito a outra série com a Viúva Negra que inaugurou a publicação. Seria medo de arriscar?
A história é a terceira parte desse arco de espionagem tipicamente mixuruca em que um agente semi-aposentado (no caso a Viúva) é atacado, sobrevive e descobre que tudo isso é parte de um plano maior. Natasha Romanov e seu parceiro (será que é uma boa idéia ser parceiro de uma mulher conhecia como Viúva Negra?) continuam investigando a morte de ex-agentes russas, enquanto os "misteriosos" Max e Kestrel ainda procuram a ex-vingadora. Espere por pistas escancaradas, frases de efeito e reviravoltas sem sentido no final.
Nota: 4.



