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Mar 19
Saiu a Lista dos Vencedores do 3º Concurso Internacional da Morning...
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Categorias: mangá global

... e deu Taiwan na cabeça pelo segundo ano consecutivo (a primeira vencedora foi a americana Rem, que atualmente desenha Vampire Kisses para a Tokyopop), com a gag manga Poor Knight.
A história será publicada no website da antologia adulta Morning, da Kodansha, no dia 22 de Abril, após ser publicada na Morning 2 – que publica Peepo Choo do americano Felipe Smith. O segundo lugar também veio de Taiwan. Há breves comentários do júri sobre os demais competidores, incluindo aqui o trabalho de uma dupla de Brasileiros, Eduardo Damasceno e Luis Felipe Garrocho. Vale a pena a visita. E para quem tiver curiosidade, os trabalhos de vencedores anteriores do concurso podem ser lidos nesse link.
As inscrições para a quarta edição do concurso já estão abertas e podem ser vistas aqui.
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Soleil lança Erocoms na França
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Categorias: erocom
A editora francesa Soleil está lançando um selo de mangás eróticos. O selo se chamará Eros e abrirá com os mangás Bon Appétit Sakura, de Takahanada Pon, Sakura Diaries de U-Jin e Ma Tutrice da Saigado. Isso não seria normalmente notícia aqui não fosse um pequeno detalhe: A Soleil não é uma editorazinha qualquer! É ela quem publica uma das mais importantes franquias do quadrinho francês, Lanfeust de Troy, e sua linha de mangás publica obras como Battle Royale; Princesa e o Cavaleiro, Don Dracula e Unico de Tezuka; Welcome to NHK; Iron Wok Jan!; e Rozen Maiden, entre outras – além de adaptações de games como Castlevania e mangás de outros países como o alemão Gothic Sports e o americano Vampire Kisses.
Mas não custa notar que os mangás por ela escolhidos trafegam não na trilha do Hentai – a pornografia seca e sem retoques, com fluidos corporais voadores e tudo o mais – mas do Erocom (acrônimo de Erotic Comedy, leia-se comédia erótica – ou, em termos brasileiros, pornochanchada mesmo), com os órgãos sexuais em si ocultos e alguma elegância (em termos comparativos) a mais no tratamento visual. Não custa dizer que diferentemente do Hentai, que é publicado em revistas especializadas, o Erocom é publicado nas grandes antologias para o público adulto no Japão (Sakura Diaries por exemplo foi publicada na recentemente extinta Young Sunday – revista aonde Rumiko Takahashi e Mitsuru Adachi publicaram seus materiais seinen). Nesse sentido, não é diferente da JBC, que publica hits da Shonen Jump como Hunter X Hunter, e ao mesmo tempo tem no seu catálogo Love Junkies de Kyo Hatsuki e Futari Ecchi de Aki Katsu. Mas se mesmo no Japão o Erocom tem o aval das grandes editoras…
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Jan 08
Entrevista com Elisa Kwon, Nova Desenhista de Vampire Kisses
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Categorias: Vampire Kisses
Elisa Kwon é um dos nomes mais interessantes dentro do cenário de artistas brasileiros que, infelizmente, acabam migrando para o exterior pelo simples fato da virtual inexistência de um mercado verdadeiro no Brasil. Como nosso sistema de distribuição encarece a tal ponto o preço de capa das publicações de banca com a exigência de percentuais pouco razoáveis (e não adianta fugir porque é monopólio, principalmente depois que a Dinap comprou a Chinaglia), o custo de produção nacional de uma hq seria repassado ao preço de capa e o material ficaria caro demais para ser competitivo. A solução seria a de se ter tiragens grandes – mas não temos leitores o suficiente para isso porque não se investe em coisas que possam chamar a atenção desses leitores (exceção a Mônica Jovem, à qual tenho várias críticas, sim, mas que realmente se mostrou um produto popular e prova que sim, com marketing e investimento, é possível desbravar um mundo novo de leitores para justificar essas tiragens); logo, nossas editoras preferem apostar em produtos de nicho, com número limitado de leitores potenciais, e um custo de produção baixo – e o círculo vicioso se repete.
Com isso, nossos desenhistas acabam indo ou fazer outras coisas, ou indo trabalhar para o exterior. Kwon, que nasceu na Coréia do Sul mas foi criada aqui no Brasil, é uma delas – e quando apareceu a capa da última edição de Vampire Kisses, liberada pela Tokyopop, estava lá:
Arte por Elisa Kwon, substituindo a antiga desenhista titular, Rem (que ainda assina a capa), em um movimento incomum dentro do meio dos mangás. Kwon – que também lançou um artbook em tiragem limitada para venda online – concordou em dar uma entrevista para este blog, e deixo a palavra a ela.
Bom, primeiro o de praxe: Se apresente para nossos leitores, fale como você começou a gostar de mangá... ![]()
Olá.
meu nome é Elisa Kwon, e desde pequena eu sempre tive um grande interesse em desenho, apesar de nunca ter pensado realmente em seguir essa carreira. Quando criança, eu já cursava escolas de desenho e pintura – e provavelmente eu peguei essa paixão por osmose, olhando a minha mãe fazer pinturas em aquarela e desenho. Mas foi apenas nos últimos anos que tenho investido a maior parte do meu tempo com quadrinhos. Em 2008 eu passei a trabalhar com animação num estúdio em Santos, e nessa época eu já estava trabalhando como assistente de arte-final em Vampire Kisses 2. Essa foi uma época bem turbulenta porque estava com dois projetos grandes e quase não tive
tempo para respirar. Trabalhar com animação foi uma grande oportunidade para enriquecer minha experiência na área, ficar próxima de ótimos artistas e aprender muito com eles.
Certo. Dito isto, vamos falar como foi sua carreira antes de trabalhar com a Tokyopop – seu começo aqui no Brasil, até que você chegasse ao exterior.
Assim como muitos artistas amadores, eu comecei com trabalhos pequenos. O inicio de tudo foi quando a Denise Akemi me convidou para partcipar na Tsunami (o fanzine), e logo em seguida na versão que foi para as bancas. Até hoje eu devo muito à ela por toda a ajuda. Por ela já ter experiência com publicações, na época ela sabia que para um artista conseguir alguma oportunidade, ele tinha que ter algum material publicado, e a Tsunami tinha se tornado uma oportunidade para artistas amadores chegarem a isso.
E depois?
Depois disso eu passei a me dedicar mais nos desenhos e pensar na possibilidade de seguir essa carreira. E depois disso participei de outros fanzines, dentre eles o Break The Hand, um fanzine com ótima repercussão que foi iniciado pelo Davison Carvalho (D-Chan), outro grande artista, não apenas pelo talento mas por todo o entusiasmo e persistência com o projeto. Com o tempo, eu passei a ir atras de freelances com os poucos quadrinhos e oportunidades que haviam no praticamente inexistente mercado de quadrinhos nacionais. E ainda assim passei a fazer outros fanzines por conta propria, mais para não perder o interesse em quadrinhos.
E vieram os Combo Rangers...
Sim, também consegui fazer algumas participações com arte-final em Combo Rangers quando ela passou a ser publicada pela Panini. mas depois infelizmente ela não foi pra frente. Eu ainda consegui alguns freelances pequenos aqui e ali, mas nada muito significativo. E nessa mesma época eu cheguei na famosa fase de todo artista de questionar se isso era realmente o que eu queria fazer da vida. (risos) Estava na faculdade cursando Artes Visuais, mas o curso em si também não estava me
agradando porque na época estavamos numa classe experimental e a grade de aulas estava mudando constantemente. E então fiz algo que de certa forma me arrependo, que foi largar tudo. Parei a faculdade e fui procurar um direcionamento melhor. Nisso eu acabei fazendo um curso de animação, por que eu estava com planos de fazer uma faculdade mais direcionada no exterior no futuro. E desde então, acredito que o que aconteceu foi uma sucessão de golpes de sorte e de coincidências que me assustam até hoje (risos).
E qual foi a primeira delas?![]()
A primeira foi que o mercado de mangá no exterior estava crescendo e os Estados Unidos estavam como loucos atrás de artistas de mangá. E por indicação de um grande artista e amigo, eu consegui entrar na GlassHouse, uma agenciadora de artistas para o mercado exterior. O engraçado é que essa oportunidade me apareceu na exata época em que eu estava me conformando com a idéia de que quadrinhos não tinham futuro e já era hora de tentar outra coisa.
E foi aí que você chegou a Tokyopop?
Sim, mas meu primeiro projeto na Tokyopop não foi logo de cara um grande hit ou algo do tipo.
O que foi?
Era um projeto experimental para ainda ser aprovado pela Tokyopop. A editora tinha um programa chamado Shining Stars, que tinha o intuito de dar uma chance a artistas e roteiristas amadores para que fossem publicados. Os trabalhos mais votados pelo publico seriam escolhidos para ser novos títulos da Tokyopop. O pagamento era praticamente simbólico, mas por ser da Tokyopop, achei que seria um bom tempo investido. Dito e feito, logo depois do término do primeiro capitulo piloto ("Nemesis: Who Me?", com roteiro de Grace Randolph), eu obtive muitas propostas de outros editores e depois disso consegui me firmar mais nesse mercado. O que falta muito nos Estados Unidos é justamente trabalhos de maior qualidade e agora os americanos estão percebendo que há muito potencial a ser encontrado fora do país, e isso é algo muito lucrativo para eles.... Depois disso eu consegui outros testes de mangá, e entre eles foi o de Vampire Kisses e de Warcraft Legends.
É uma antologia de histórias curtas no universo de Warcraft, não?
É, a Blizzard entrou com um projeto de publicação de várias histórias curtas e fechadas, e eu participei com uma historia de 45 paginas intitulada Miles to Go. Eu já trabalhava como assistente em Vampire Kisses quando fiz essas paginas de Warcraft, inclusive.
Okay. Como diz o esquartejador, vamos por partes. Primeiro, como você chegou a Vampire Kisses?![]()
Depois de ter terminado o capítulo piloto de Nemesis: Who me?, me ofereceram um teste para arte-finalizar e pôr retículas nas paginas de Vampire Kisses 2. E a partir daí eu passei a trabalhar com a artista Rem no projeto. E depois de ter terminado minha parte do trabalho, consegui o trabalho em Warcraft Legends.
Sim, mas a capa do Terceiro volume entrega: Arte de Elisa Kwon...
Durante esse trabalho, me avisaram que a artista Rem não poderia terminar a série, e como eu já havia trabalhado com ela no volume anterior, me ofereceram o teste para fazer o terceiro volume.
Chegou a ter contato com ela durante a produção?
Sim, ela é um amor de artista. Foi muito atenciosa e estava supervisionando minha arte-final, me dando algumas dicas sobre as retículas que me foram muito úteis. Uma das grandes vantagens de ter trabalhado na GlassHouse foi ter contato direto com esses profissionais.
Ela chegou a te dar algum conselho quando você assumiu o lugar dela?
Infelizmente depois disso eu não tive mais contato. O projeto passou a ser um assunto apenas entre eu, o editor responsável pelo projeto e a escritora. Mas ainda mantenho contato com ela como uma amiga artista ![]()
E falando nisso, teve algum contato com a autora em si?
Não diretamente. Mas ela sempre esteve presente no desenvolvimento do projeto, dando feedback e nos incentivando, e isso nos era repassado pelo editor responsável.
É complicado assumir o lugar de uma artista, que inclusive já deixou a identidade visual da série pronta? Quer dizer, por um lado você não precisa realmente criar muita coisa – todo o universo já foi visualmente definido, mas por outro lado, mangás não são como os quadrinhos americanos – há uma questão de identidade de obra envolvida, mesmo em trabalhos mais comerciais – é meio impensável que você veja um volume de Naruto desenhado por alguém que não seja o Kishimoto, por exemplo...
Ah, com certeza! Foi justamente uma das minhas grandes preocupações quando me ofereceram o teste para o terceiro volume. Na verdade eu havia recusado de inicio, mas por insistência dos editores eu acabei topando. Mais por consideração aos colegas que estavam contando comigo. Ainda mais quando a artista anterior tem uma qualidade de trabalho tão impressionante, e da qual eu sou muito fã... a responsabilidade fica bem maior. Eu não tenho intenção nenhuma de dizer que minha arte chega à altura do que a Rem fazia, mas no fim das contas... alguém tem que fazer o trabalho.
Isso interferiu no seu estilo? Seu traço normal lembra muito o da Hiromu Arakawa de Full Metal Alchemist – o que é uma referência bem diferente do trabalho da Rem...
Eu sempre fui muito inspirada pelos trabalhos da Hiromu Arakawa, mas como artista eu sempre tive a vantagem de ser bem versátil com estilos. Mas nunca fui muito apegada a esse estilo profissionalmente e no meu caso, como character designer, é sempre interessante ter uma ampla versatilidade para atingir o público-alvo. Mas com certeza o fato de trabalhar com algo mais delicado foi um grande aprendizado, pois nunca tive uma experiência muito próxima das aventuras shoujo. Mais do que o estilo de desenho em si, eu sempre fui muito mais fã da diagramação e da narrativa visual da Hiromu. E isso foi o que mais bateu de frente com o estilo da Rem.
E como se resolveu no papel essa diferença?
Para não sair muito dos padrões eu passei a deixar a diagramação levemente mais simples, seguindo o que a Rem já fazia. O que não foi muito dificil porque, por sorte, o roteiro dava uma boa liberdade de criação.
Então, como você avalia essa sua primeira experiência no gênero?
Muito gratificante. Na verdade era um estilo que eu relutava muito em fazer, e que passou a me ajudar muito no trabalho. Eu tive que me policiar muito para deixar o traço mais delicado – e ainda me policio, já que eu ainda estou no processo de produção do terceiro volume (risos).

É bom dizer que com isso você se tornou a primeira da nova geração de artistas de mangás brasileiros a trabalhar para o exterior a ter seu trabalho publicado, por antecipação, aqui no Brasil...
Apesar de não ter sido a primeira artista de mangá a publicar no exterior, foi uma surpresa saber que Vampise Kisses vai ser trazido para o Brasil, mas principalmente pela maravilhosa qualidade do trabalho da Rem. E por sorte (novamente) acabei subindo no bonde (risos). Mas fico feliz em saber que um trabalho feito por mim vai conseguir esse tipo de destaque, e também muito triste de saber que essa é a unica forma de um artista conseguir ter seu trabalho publicado em seu proprio país.
O que nos leva a pergunta: Há a chance de vermos algum trabalho seu feito por aqui no futuro?
Bem, eu sinto informar que depois que eu terminar Vampire Kisses 3, eu decidi me focar inteiramente ao mercado de Games com a Ubisoft, com quem eu venho trabalhando nos ultimos meses. Mas estarei continuando com meus projetos pessoais, entre eles Mercenário$, que é um projeto criado pela Fran Briggs e que eu tenho investido muito do meu tempo e que eu quero muito que dê certo.
Então não veremos mais quadrinhos seus tão cedo?
O site de Mercenário$ com os novos quadrinhos já está no ar, mas num ritmo mais lento até a data em que eu terminar Vampire Kisses. E eu quero crer que depois disso, ainda haverá muitos quadrinhos da minha parte, e conforme o projeto obtiver um bom retorno do publico, possamos trabalhar em uma produção independente.
Bom, é uma pena. Em todo caso, nosso tempo está acabando – dê uma mensagem de despedida aos nossos leitores. Sinta-se livre, a palavra é sua. ![]()
Muito obrigada pela oportunidade de falar mais a respeito de quadrinhos, e espero que mesmo com todas as dificuldades os novos artistas ainda continuem tentando ser reconhecidos e valorizados. E sempre se superar e aprender. Muito obrigada pela atenção ![]()
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Prosseguindo com minhas listas e retrospectivas desse ano (até porque com Natal e Ano-novo à vista, as notícias tendem a diminuir de ritmo), vamos recapitular algumas coisas boas que tivemos este ano. E simplesmente não é fácil.
Vimos a Conrad enfrentar problemas financeiros – droga, ela publicava Sanctuary e Nausicaa! Vimos a Focus desistir dos boxes e interromper a série Full Metal Alchemist porque não podiam competir com uma horda de piratas que diz alegremente "não tenho dinheiro" para justificar a apropriação indébita – convenhamos, enquanto os boxes estavam as vendas nas lojas, víamos estandes com versões piratas com dez episódios por disco em eventos de anime. Vimos a fabulosa série Seton naufragar, pelo menos aparentemente, nas bancas – até declaração da Panini em contrário: Eram só três volumes, ou seja, fica parecendo que, para isso não ter sido concluído, é porque o material deve ter vendido vergonhosamente mal, o que mostra o quanto o atual nicho de leitores é limitado. Vimos a Animax-Mariachi exibir clipes de rock hispano-americano, e pior, LOST!
Ou seja, não chegou a ser lá um bom ano.
Mas não se preocupem, alguma coisa de boa tem que ter acontecido. Vamos a elas:
5) One Piece e Naruto na tv aberta.
Pena que o ministério público, para a alegria da Rede Globo, ajudou a bagunçar o horário do nosso ninja favorito (já notaram que sempre que o ministério público age contra os demais canais, é extremamente conveniente para os interesses da Globo?) – mas aí os famigerados cortes de One Piece até que foram convenientes – e antes que todos os que me lêem pensem que eu perdi o juízo, eu explico: O ministério público NÃO TEM como escorraçar Luffy e companhia do seu horário – não do jeito que a série está. Bom dizer que o nefando e abominável Mulheres Apaixonadas, convenientemente, deve ter negociado muito bem sua presença, porque aquilo ali pelas regras vigentes deveria ser exibido lá pelas dez. Mas como é novela da Globo, a gente já sabe...
4) Comemorações.
50 anos de Shonen Magazine e Shonen Sunday, 40 anos de Golgo 13 e 80 anos do nascimento de Ozamu Tezuka. Bom ver que essas datas não estão passando em branco. Golgo em especial é quem tem ganhado um grande destaque, com direito a uma versão em anime – embora o formato episódico do material original, perfeito para mangá, não funcione lá tão bem em animação; fomos educados com outra estrutura para os animes nos dias de hoje, essa é a verdade. Além disso, Tezuka teve a versão original de Shin Takarajima, a obra que introduziu a linguagem narrativa dos mangás, finalmente relançada da forma em que foi originalmente publicada – e que caiu como um raio na cabeça de muitos futuros artistas da época.
3) Chegada do primeiro time do mangá não-japonês no Brasil.
Vampire Kisses sai em Janeiro, e embora nem de longe seja algo que eu particularmente goste em termos de conteúdo – cá entre nós, é um poço de melado; é esta a sua proposta e é bem executado dentro dela, mas ainda assim é um poço de melado – só que também é um exemplo cabal da excelência técnica que se pode se encontrar no mangá produzido fora do Japão.
Tem muita coisa boa ao redor do mundo que ainda pode dar as caras por aqui, e se ele vencer a resistência de nosso público, um mundo novo pode abrir as portas em nosso país. Inclusive para nós mesmos, bom dizer: o primeiro passo é aceitar a existência de um mangá global; o segundo é aceitar que mangá global não existe, e que ninguém é melhor do que ninguém. Em nenhum lugar do mundo.
2) Animes de personagens clássicos no Brasil.
Talvez a melhor coisa que aconteceu tenha sido em definitivo a iniciativa de se lançar longas-metragens com personagens que já deveriam ter posto seus pés aqui há muito tempo. Lupin III, cá entre nós, deveria dispensar apresentações (é indecente que nada do personagem tenha chegado realmente aqui até agora salvo a exibição da versão internacional, "Cliff Hanger", pela finada e saudosa Locomotion); mas continua como um ilustre desconhecido por muita gente; Space Adventure Cobra fez parte da geração "da virada" dos anos setenta, quando o título tomou o primeiro lugar de vendas da Shonen Magazine no Japão – e foi um dos títulos influenciados em primeira mão pelo Guerra nas Estrelas de George Lucas; Detective Conan é um título que já deveria ter sido lançado aqui há muito tempo. E agora os brasileiros tem a oportunidade de conhecer esses
personagens. Não acredito que o mangá de Cobra venha a ser lançado por aqui algum dia (o primeiro capítulo chegou a ser lançado por aqui pela Dealer em algum ponto dos anos oitenta e passou batido); é um produto extremamente cru e datado para ter chances comerciais por aqui. Mas Lupin e Conan se sustentam por suas próprias pernas até hoje. Lupin tem uma arte muito remanescente da Mad original dos anos sessenta, e o autor Monkey Punch em particular era fã do trabalho de Bill Elder e Mort Drucker nesse período. Vai causar estranheza em fãs de mangá mais acostumados ao padrão, mas como quadrinho, funciona até hoje. Já o Detective Conan de Gosho Aoyama, que não chega a ser "da antiga", é um desses personagens tradicionais da Shonen Sunday. A série não acabou até hoje e provavelmente só vai acabar quando o Aoyama ficar velho e se aposentar – eu não vejo mais essa série sendo concluída, ainda mais com uma estrutura tão episódica e elástica. Em todo caso, é a chance desses personagens chegarem a um público maior e de repente mostrar a que vieram. E diacho, Castelo de Cagliostro é sensacional e faz o dia de qualquer ser humano ao seu término.
1) Sim, o sucesso de Mônica Jovem.
Posso não gostar do material, mas 400.000 de tiragem alcançados para uma história em quadrinhos simplesmente altera os paradigmas da mídia por aqui. Não uma história de supers, até porque Marvel/DC vendem na faixa dos 15.000 exemplares no topo e 7.000 no chão; não um mangá tradicional, em sentido oriental, porque mesmo os mais bem-sucedidos não parecem ultrapassar os 60.000 exemplares até declaração em contrário – os editores disseram para o Maurício de Souza que o material venderia cerca de 50.000 exemplares. Isso é uma patada e só essa virada no mercado merece palmas. Mostra que simplesmente todos os paradigmas estão errados mas SIM, há saída. E se há saída, há um futuro. De quebra, mostra a força do formato mercadológico do mangá – porque ele tende a abrir espaços comercialmente por onde passa, e beneficiar os mercados quando chega. Agora é prosseguir.
Poderia ter sido um ano melhor em muitos aspectos, mas convenhamos que o saldo não é tão ruim quanto poderia ter sido. Amanhã a gente se fala mais.
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Dez 07
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Categorias: Vampire Kisses
Não quero parecer que estou fazendo propaganda da série para meninas Vampire Kisses, mas com o lançamento iminente do material no Brasil, eu tinha que colocar. O título simplesmente retornou aos rankings alemães, chegou ao terceiro lugar, saiu (na 43ª semana), voltou mais uma vez. Rankings germânicos tendem a ser bem flutuantes (são top 20, não top 10 – eu pinço apenas os dez primeiros para não ficar extenso demais) – mas é sempre uma surpresa agradável quando o público não rejeita um material simplesmente por não ser japonês.
40ª Semana:
1. Mitsu x Mitsu Drops Volume #7
2. Kagakushitsu e Douzo Volume #1
3. Nagatacho Strawberry Volume #1
4. Bleach Volume #28
5. D. Gray-Man Volume #14
6. Aishiteruze Baby Volume #1
7. Vampire Kisses Volume #1
8. Legend Volume #9
9. Finder Volume #1
10. Sandwich Prince – Single Volume41ª Semana:
1. Kagakushitsu e Douzo Volume #1
2. Mitsu x Mitsu Drops Volume #7
3. Nagatacho Strawberry Volume #1
4. Bleach Volume #28
5. Vampire Kisses Volume #1
6. Shinshi Doumei Cross Volume #9
7. Hell Girl Volume #1
8. Finder Volume #1
9. Death Note Volume #2
10. Aishiteruze Baby Volume #142ª Semana:
1. Mitsu x Mitsu Drops Volume #7
2. Kagakushitsu e Douzo Volume #1
3. Vampire Kisses Volume #1
4. Shinshi Doumei Cross Volume #9
5. Finder Volume #1
6. Nagatacho Strawberry Volume #1
7. Legend Volume #9
8. Death Note Volume #2
9. Bleach Volume #28
10. Death Note Volume #1
Vampire Kisses desapareceu mais uma vez na 43ª semana e voltou aos vinte mais vendidos na semana seguinte como o 11º lugar – em uma semana que foi invadida pelos lançamentos do mês que tomaram as dez primeiras posições, ou seja, ele foi o primeiro lugar entre os títulos que já estavam sendo publicados na 44ª semana do ano.
Só para quem está chegando aqui agora: Vampire Kisses é uma série para meninas com roteiro da escritora Ellen Schreiber, com arte da premiada Priscilla Hamby (vulga Rem), que conta a história de uma garota gótica em uma cidade tediosa que acaba namorando um vampiro – e como de costume nesses casos, arrumando dores de cabeça que vem no pacote. A série é um produto derivado de uma série americana de livros para adolescentes e será publicada no Brasil pela editora NewPOP.
Fonte: Manly Manga and More
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Antologias americanas de Mangá apresentam Graphic Novel conjunta
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Categorias: mangá global
A editora Eigomanga, sediada em San Francisco, na California, publica regularmente duas antologias de mangá – a Rumble Pak, para garotos, e a Sakura Pakk, para meninas. Apesar de tudo, as publicações não tem lá tanto destaque, sendo lembrada mais por serem raras antologias dedicadas exclusivamente à artistas locais. Mas os seus pontos de venda são limitados e seus artistas infelizmente são, na maioria dos casos, bem inferiores aos seus conterrâneos que publicam em editoras como a Tokyopop (Vampire Kisses, Bad Kitty, Van von Hunter), Yen Press (Maximum Ride e Nightschool, que
dividem espaço com coreanos e japoneses na antologia Yen Plus), e principalmente a Seven Seas (Hollow Fields, Arkham Woods, Aoi House), a mais prolífica no setor; em termos artísticos, a linha Pak da Eigomanga (especialmente a Rumble) é praticamente um par de "fanzines de banca", a despeito de um ou outro artista mais talentoso que destoa do conjunto (como Sylvia Chang, principal capista da Sakura Pakk – e não à toa).
Mas isso não quer dizer que eles não queiram seu lugar ao sol: usualmente separando (de forma correta, aliás) seu públicos-alvo em duas revistas, a Eigomanga decidiu fazer um volume "de amostra", reunindo uma seleção dos melhores de cada publicação em um único volume, Sakura Pakk Versus Rumble Pak. O formato entretanto é questionável: ao invés de se valerem do formato-padrão utilizado de forma bem-sucedida para os mangás em sua forma de livro, eles preferiram lançar uma edição especial de capa dura, 21,6 X 28 cm, a um custo de quase trinta dólares, diminuindo assim o interesse de um leitor casual que olhe para a edição em meio aos mangás de oito, nove dólares que são o padrão do mercado americano.
Sakura Pakk Versus Rumble Pak chegará às livrarias no dia 25 de Fevereiro de 2009.
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Categorias: Vampire Kisses
Eu teria postado isso mais cedo se tivesse chegado antes aos rankings alemães de mangá (a notícia é do último dia 12 de Outubro), mas com o lançamento no Brasil de Vampire Kisses, das americanas Ellen Schreiber e Rem por aqui, esse dado está longe de ser "velho": No competitivo mercado alemão, as próprias editoras fazem seus rankings de mais vendidos em separado. E no ranking da Tokyopop alemã, surpreendentemente, Vampire Kisses ocupou o topo por duas semanas – e isso, ascendendo da sexta posição da semana anterior (o número entre parênteses).
Semana 37:
1. (6) Vampire Kisses Volume #1
2. (1) Finder Volume #1
3. (3) Love Berrish Volume #1
4. (2) Orange Planet Volume #5
5. (7) Hell Girl Volume #1
6. (4) Shinshi Doumei Cross Volume #9
7. (5) Bleach Volume #27
8. (9) St. Dragon Girl Volume #4
9. (8) WarCraft: Legends Volume #1
10. (12) Mitsu x Mitsu Drops Volume #6
Semana 38:
1. (1) Vampire Kisses Volume #1
2. (2) Finder Volume #1
3. (3) Love Berrish Volume #1
4. (6) Shinshi Doumei Cross Volume #9
5. (4) Orange Planet Volume #5
6. (5) Hell Girl Volume #1
7. (10) Mitsu x Mitsu Drops Volume #6
8. (7) Bleach Volume #27
Ele só foi derrubado na 39ª semana, por uma bateria de estréias, inclusive de um novo volume de Bleach (o volume 27 já estava na lista há tempo e estava entrando na decrescente). Mesmo assim, não saiu da lista e permaneceu na frente dos novos volumes de Prince of Tennis, Ichigo 100% , Aishiteruze Bayby, Boku to Kanojo no XXX e Claymore. Em todo caso, isso não deixa de surpreender: alguém imaginaria um dia em que um mangá não-japonês poderia chegar na frente dos medalhões japoneses?
(Bom, se pensarmos bem, Mônica Jovem em estilo mangá, com 260.000 de tiragem, vende mais do que qualquer mangá japonês no Brasil...)
Fonte: Manly Manga and More.
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Categorias: Vampire Kisses
Para aqueles que acreditam que se não é japonês, não é mangá – ou melhor, para aquelas, já que o lançamento é dirigido essencialmente ao público feminino – essa é uma boa oportunidade de rever seus conceitos: a
NewPOP editora (braço editorial da Anime Pró) está lançando Vampire Kisses, da escritora juvenil norte-americana Ellen Schreiber e sua conterrânea Rem. A história gira em torno de uma menina gótica que vive em uma cidade tediosa e cujo namorado é um vampiro – algo na linha dos best-sellers de Stephanie Meyer e similares. O universo dos personagens já esteve presente em cinco romances e agora faz sua primeira migração de mídia, em uma história inédita – muito como o recente movimento de Dean Koontz com seu personagem Odd Thomas ou com a série de livros de fantasia Avalon Collection, de Rachel Roberts.
Deixando na portaria qualquer questão de gosto pessoal (sejamos honestos, alguém aqui acha que eu tenho cara de público-alvo desse material?), não há como negar que este é um produto sem sombra de dúvidas muito bem-feito, valorizado pela arte de Rem – pseudônimo de Priscilla Hamby, que foi a vencedora do Concurso Internacional de Mangá da antologia Morning, da editora japonesa Kodansha, em 2007. Ela é um dos nomes mais proeminentes da nova geração de artistas não-japoneses de mangá que finalmente está chegando em nossas praias – e ajuda a mostrar que o mangá não pertence mais apenas ao Japão. Só por causa disso, já é um lançamento digno de nota.
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