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Fev 07
Relançadas Obras Curtas de George Akiyama
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Categorias: underground

George Akiyama é famoso por ser um autor controverso na história dos mangás. Em 1970, na então revista nº1 do mercado – a Shonen Magazine semanal da Kodansha – ele abriu sua série Ashura com uma cena de canibalismo que levou a edição de 2 de Agosto a ser banida em várias áreas do Japão, fazendo com que a carreira dele na publicação fosse bem breve. Defenestrado da Magazine, correu para a rival Shonen Sunday e criou o esquisitíssimo Kokuhaku, aonde os personagens se dirigem ao leitor e confessam algum segredo negro (o autor, em um prodígio da cara de pau, confessou ser um assassino em um capítulo para na semana seguinte deixar claro que tudo não passava de uma pegadinha), e ele simplesmente encerrou a série do nada, anunciando que se retiraria da carreira, para três meses depois ele aparecer com uma série nova nas páginas da Shonen Jump da Shueisha – que novamente não foi uma boa idéia. Deu para ver que seu público não era o mesmo dos lucrativos quadrinhos para garotos, e em 1975 ele criou a série Haguregumo para a revista adulta Big Comic da Shogakukan, que vem sendo publicada até hoje sem sobressaltos e até ganhou um longa animado nos anos oitenta. Não que ele não tentasse novamente: em 1984, nos anos dourados da Jump, ele lançou a bizarra série Amagonzui, relançada ano passado – e que foi chutada rapidinho pelos leitores, tendo só um volume. Agora, está sendo lançado um volume chamado Dostoievsky Dogs, reunindo suas histórias curtas dos anos 70, que mostram claramente como ele foi um autor difícil para os quadrinhos de massa daquele período (e deve ter sido um pesadelo para seus pobres editores, mas por outro lado, se ele não fosse realmente bom, acham que ele não teria sido enxotado do mercado como um todo até hoje?).
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Fev 07
Anunciado o Final de Alive: Last Evolutionary Boy
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Categorias: Monthly Shonen Magazine

Alive: The Last Evolutionary Boy, de Tadashi Kawashima (batizado nos Estados Unidos como Alive: The Last Evolution) é uma série de ficção científica envolvendo uma invasão alienígena cujo ataque é baseado em uma indução de suicídios em massa ao centro da invasão (o Japão, claro); aqueles que conseguem resistir acabam ganhando superpoderes como efeito colateral, e o que vem a seguir é caos, destruição e claro, superpoderes em ação. A série quase ganhou um desenho animado em 2008, mas a produtora enfrentou problemas econômicos e o projeto foi abortado. Agora, a revista Shonen Magazine Mensal da Kodansha (o terceiro maior almanaque de quadrinhos do mercado japonês em vendagens, tendo ultrapassado a Shonen Sunday semanal da Shogakukan nesse posto), em cujas páginas Alive é serializado, anunciou não apenas o lançamento do volume 20 em 17 de Fevereiro, como também a conclusão da série (que encerrará com 21 volumes) ainda este ano. Para os fãs de ficção científica, elementos pós-apocalípticos (cá entre nós, uma geração inteira associou animação japonesa a isso fora do Japão), superpoderes, personagens traumatizados, e claro, destruição em massa.
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Fev 06
Karakuridouji Ultimo e Heroman, de Stan Lee
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Categorias: Artigos e Reviews

Sinceramente, eu acho que os mangás Karakuridouji Ultimo (publicado pelo almanaque Jump Square, da Shueisha) e Heroman (que sai na Shonen Gangan da Square Enix), ambos com a assinatura de Stan Lee, são os quadrinhos mais com a cara da Marvel no mercado – incluindo aí tudo que a Marvel tem produzido nos últimos anos.
Eu tenho um certo prazer em dizer isso. Virou lugar comum jogar pedras em Stan Lee e dizer que ele é ultrapassado, que se tornou datado, e que ele não é capaz de fazer mais nada que preste. E
realmente ele parece ter chegado ao novo século mais com um perfil de entertainer do que de criador, como atesta aquele reality show que passou em canais de tv por assinatura por aqui.
Mas as pessoas se esquecem que já no final dos anos oitenta – longe de sua fase áurea – ele entregou a obra-prima chamada Parábola, estrelada pelo Surfista Prateado, e que por mais que os fãs de quadrinho europeu esbravejem quando eu digo isso, foi o melhor roteiro que Moebius teve em mãos em toda a sua vida (incluindo aí o datado Incal com roteiro de Jodorowsky, que fez coisa muito melhor posteriormente em termos de texto com seu Metabarões). Aliás, o próprio Moebius disse isso, nos extras da edição que foi lançada por aqui pela Abril, em um passado muito distante. Mas a geração de velhuscos fãs da Metal Hurlant jamais aceitaria uma declaração como essa – que a melhor história desenhada por um de seus ídolos foi uma história de super-herói que ainda por cima não é desconstrutiva, como Watchmen. Se Lee encerrasse sua carreira ali, essa história seria lembrada para sempre com a pompa e a circunstância com que ela deveria ser lembrada. Mas é claro, Stan Lee não parou e seu desligamento da Marvel foi seguido por um processo de tentativa e erro. Todos criticam seu "Stan Lee reimagina o Universo DC" por ele fazer mais do mesmo, mas sejamos honestos, ele faz ali o que sempre fez com precisão: apresenta conceitos amarradinhos para séries de aventura. Todos eles funcionam, nada mais, nada menos. Por que a grande rejeição?
Porque Lee, nos Estados Unidos, vive preso a uma arapuca que ele mesmo criou ao introduzir "dramas humanos" a personagens que vivem histórias que não tem começo, meio ou fim. Ele deu um golpe de morte na Era de Prata (a verdadeira Idade das Trevas dos quadrinhos americanos, cujas consequências se fazem sentir até hoje, mas isso não é assunto para este blog) e fez com que seus leitores envelhecessem com os personagens. Só que Lee escrevia para garotos, ponto. Lee gostava de ser contemporâneo e introduziu elementos mais maduros nas suas tramas, mas o seu leitor sempre foi por excelência um garoto que comprava um gibi ao acaso com os dez centavos que sobravam do troco do sorvete na loja de conveniência da esquina de seu subúrbio – e ele sempre soube disso. Lee nunca escreveu efetivamente para adultos e suas tentativas nesse sentido jamais funcionaram muito bem. Repetindo, ele sempre escreveu para garotos – e cadê os garotos?
Escrevi longamente sobre isso em um artigo anterior que pode ser visto AQUI (e nesse caso específico eu peço uma olhadinha em nome dos pontos que apresento neste post), e não vou me repetir. O ponto é que o verdadeiro público de Lee foi exilado dos quadrinhos americanos nos anos 80, e eis a armadilha: os nerds que tomaram de assalto as gibiterias nessa época cultuam Lee por ter criado os personagens em torno do qual suas vidas orbitam...

... mas ao mesmo tempo não são mais garotos de dez anos, nem de longe; não há como o trabalho de Lee possa fazer conexão com eles, porque ele nunca escreveu para essa gente e ninguém ali vai entender isso. Então dentro do cenário dos quadrinhos americanos, Lee vive aprisionado em uma gaiola de ouro – porque apesar de tudo esses nerds que o exilaram foram aqueles que construíram sua imagem e o puseram no Olimpo. Não foi a toa que na década de 80, quando os quadrinhos amadureceram de vez nas gibiterias americanas, Lee se voltou para a televisão, produzindo e roteirizando animações como Defensores da Terra (que passou no Brasil via SBT, lembram?). Seu público estava lá, nas manhãs de sábado, comendo cereais coloridos com leite.
O mangá devolveu os quadrinhos para o grande público nos Estados Unidos, e não podemos esquecer o que significa o SHONEN de revistas como a Shonen Jump, a Shonen Sunday e a Shonen Magazine. Olhando por esse sentido, a guinada de Lee para os quadrinhos japoneses nada mais é do que um passo natural. Os americanos tentam levar pessoas normais para as gibiterias, através de iniciativas e eventos, mas não adianta: lá você não é ninguém se não desenhar um personagem da Marvel ou da DC. Você é um "independente", e dentro do cenário americano, isso tem uma conotação outsider – em miúdos, dentro da mentalidade de high school americana do cenário local de quadrinhos, os autores da Marvel e DC são o equivalente nerd do time de futebol americano da escola, e seus personagens são as cheerleaders que só os bam-bam-bans levam para a cama; fora desse clubinho, você é o loser da classe, e se levarmos em conta quem é o público de gibiterias por lá… isso é horrorosamente patético.
Mas no mundo real, a coisa muda de figura.

Cadeias de mega-livrarias como a Borders e a Barnes and Noble têm seções imensas de mangá que chegam a ser seis vezes maiores do que toda a seção de quadrinhos convencionais americanos – e mesmo lá, Marvel e DC perdem espaço para editoras como Top Shelf e várias outras. Lá, Lee pôde voltar aos braços de seu verdadeiro público afinal de contas, com uma escala no Japão.
E como ele está se saindo? Bem, os desenhos animados em produção ainda não saíram, e é cedo para falar da recepção de Karakuridouji Ultimo nos Estados Unidos, mas já dá para se falar da série e, admitamos: o one-shot que apresentou seu Karakuridouji Ultimo ao mundo nas páginas da revista Jump Square II (uma revista só de histórias fechadas, que é publicada poucas vezes ao ano), foi horroroso; mas isso aconteceu por conta de uma colisão entre duas formas de narrativa. Foi a paulada necessária para que Lee se tocasse que não era possível escrever mangá como se escreve um quadrinho convencional americano; seu texto parecia redundante, descrevendo aquilo que era visualmente apresentado pela narrativa visual afiada de Hiroyuki Takei (criador de Shaman King). Parecia uma edição número zero supérflua, dessas que vem como brinde nas edições da revista Wizard (no Brasil, Wizmania, publicada pela Panini). Por isso mesmo, o texto da série passou a ser feito em parceria – os diálogos finais passam pela mão da equipe japonesa, mas é visível que Lee fez seu dever de casa antes de apresentar tudo o que se tornou sua marca registrada: personagens com vidas comuns prejudicadas por segredos que complicam seu cotidiano, e estes segredos os jogam contra ameaças maiores do que a própria vida. Sempre foi assim com Lee, sempre foram estas suas regras, é pegar ou largar.

Para quem não sabe, a trama gira em torno de vários bonecos – os Karakuridouji – todos com seu superpoder e cada um deles ligado a um humano. Nada muito diferente (em termos conceituais) de títulos como Zatch Bell e Rozen Maiden, embora cada um dos três tenha sua própria identidade independentemente de temas comuns. Mas seu próprio background apresenta elementos que embora já tenham sido digeridos no meio dos quadrinhos americanos, ganham vigor novo ao ser
jogados em outro contexto. Os mal-entendidos gerados pela manutenção dos segredos são mais constrangedores porque simplesmente há mais liberdade aqui do que nos tempos em que Gwen Stacy rompeu por Peter Parker por pensar que ele agrediu seu pai. O "melhor amigo que se torna maior inimigo" tem um histórico impensável para os quadrinhos Marvel dos anos 60 e 70 – e surge de uma virada particularmente cruel. De quebra, os grupos de heróis com conflitos internos que já foram digeridos e padronizados por décadas no universo de malha colante acabam gerando um choque na transposição de mídia, porque rompem com o tradicional conceito mangático do Nakama – o laço de união acima de tudo que norteia as aglomerações de personagens dos quadrinhos shonen, unidas pelo poder da amizade e similares.
Em miúdos: Ultimo funciona muito bem, obrigado, e é o melhor trabalho de Stan Lee desde "Parábola". Se descontarmos essa história, talvez seja o melhor trabalho do autor desde os anos setenta.
Heroman por sua vez é voltado a um público mais jovem ainda – e é assim que ele deve ser visto. E uma vez que diferentemente de Ultimo ele é ambientado nos Estados Unidos, esses aspectos são mais visíveis.

Para um leitor de quadrinhos de super-heróis velho de guerra, a impressão superficial que se tem é que Peter Parker é apaixonado por uma Gwen Stacy cheerleader que é irmã caçula de Flash Thompson e filha de Norman Osborn (ah, vocês viram os filmes e desenhos animados do Aranha e já devem saber quem é todo mundo), mas o Joey que tem sua vida transformada ao poder comandar o mecha Heroman do título (muito como nos mangás de robô dos anos 60, como Tetsujin 28 e Robô
Gigante), numa olhada melhor, não é um nerd estudioso como Parker. Na verdade, ele remete mais às descrições de como era a vida de Steve Rogers antes de se tornar o Capitão América, enfraquecido, trabalhando discretamente como cozinheiro em uma lanchonete e sendo amolado por valentões na escola – e valentões existem em todo lugar no mundo, mas parece que nos Estados Unidos eles são uma instituição tão nacional quanto a torta de maçã, o Partido Republicano, a NRA e a Revista Veja. Aqui é o clichê do garoto pobre e da menina rica, temperado por uma invasão alienígena e pela mão de Lee em criar vilões diferentes a cada aventura. E novamente funciona, em seu mérito em criar aventuras fechadas, amarradas, e um cast de personagens que desperte simpatia não a velhos de barba na cara, mas a garotos, pura e simplesmente. Não adianta um marmanjo reclamar de "heróis adolescentes chatos", porque o que eles realmente querem do gênero está nas amarras de seu mundinho, em seus mega-crossovers, suas guerras civis, seus reinados sombrios. Por mais que eles reclamem, que queiram ver seus personagens voltados para adultos, sendo vistos de forma "séria", sempre haverá um componente infantil na imagem de um homem vestido com uma roupa de morcego.
O que não impede que se façam coisas espetaculares com isso de vez em quando – eu acho o filme "Cavaleiro das Trevas" um filmaço. E para ser justo, muitos dos mangás para adultos simplesmente partem dos mesmos temas apresentados nos mangás para garotos. Mas se pensarmos bem, quando isso acontece em almanaques como a Young Jump e a Young Magazine, eles estão cumprindo um papel de transição. Cinco, oito anos mais tarde, os leitores dessas revistas estarão acompanhando dramas de gênero em revistas como a Business Jump e a Afternoon da Kodansha. E não se tratam dos materiais de livraria "autorais" como os quadrinhos literários trazidos pela Companhia das Letras. Falo do entretenimento adulto de massa, que no Japão faz parte um ciclo natural de leitura. É uma amarra que os quadrinhos precisam vencer nos Estados Unidos para quebrar sua gaiola de vez.
Nos Estados Unidos, os super-heróis perderam sua razão de ser. No Japão, eles estão em seu devido lugar como mais um entre vários gêneros (não adianta dizer que eles não existem. Zetman, de Katsura, é o quê?). E foi através dos quadrinhos japoneses que Stan Lee, o mais importante nome na história do gênero, conseguiu voltar verdadeiramente para casa.
(Ah, sim, o website Comic Book Resources está publicando uma entrevista com Lee sobre seus mangás. Está em inglês e não pretendo traduzi-la, mas para os interessados, o link está AQUI).

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3
Categorias: Cross Game

Pois é, gente, a companhia foi boa, mas as histórias são como peixes frescos: tem prazo de consumo, senão deixam de ser frescos e começam a feder. Na edição nº 12 deste ano da revista semanal para garotos Shonen Sunday, da Shogakukan, estará sendo concluída a série de beisebol Cross Game, de Mitsuru Adachi – uma série particularmente importante na sua carreira, porque após anos no automático (como está acontecendo com Rumiko Takahashi por exemplo) em séries que se não arranharam sua reputação, também não são lá grande coisa – como Niji Iro Togarashi e Katsu! – ele simplesmente retornou a sua forma dos anos 80 ao oferecer uma espécie de revisão e desconstrução dos temas e posturas de sua obra mais famosa, Touch (de 1981), redefinindo seu trabalho daqui para a frente. Eu vou ser breve, porque devo tecer alguns comentários assim que a série for definitivamente concluída, mas os fãs do autor não tem por que ficar tristes: ele está produzindo a série Q&A para a Shonen Sunday mensal, em seu trabalho mais cômico até agora. E para quem não vê muito sentido em ler um mangá de beisebol e se pergunta o que Cross Game tem de tão especial, eu deixei um artigo sobre a série AQUI. Leiam e divirtam-se.
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6
Categorias: Dragon Age

E saiu a nova edição da revista Dragon Age da Fujimi Shobo (um dos braços da Kadokawa), trazendo não apenas o fim do hiato da série High School of the Dead de Daisuke Sato, como também mais informações sobre a versão animada da série: será uma produção do estúdio Madhouse. O anime será dirigido por Tetsuro Araki, da versão animada de Death Note, com roteiro adaptado por Yosuke Kuroda, o mesmo por trás de Gundam 00 e Honey & Clover. O character design adaptado será de Tanaka Masayoshi, o mesmo responsável por Toradora.
E vou aproveitar a ocasião para desenvolver um pouco mais algumas posições que foram colocadas
nos comentários quando anunciei o lançamento da série. Por que eu não tenho realmente incômodo com esse material, que está sendo lançado no Brasil na Panini?
Em primeiro lugar, é um material de zumbis clichezão, em todos os sentidos. E horror no Brasil tende a vender bem. Segundo: ele entrega sua intenção até no título em inglês, para aqueles que curtem o gênero mas não lêem mangás. Terceiro: a apelação pode incomodar a algumas pessoas, mas… diabos, dêem a olhada em websites como o Putrescine e vocês vão ver que os fãs de mortos-vivos costumam consumir coisa muito, muito pior. Do ponto de vista de quem viu muita tranqueira do gênero na adolescência (e isso está sendo determinante no meu julgamento pessoal desse caso; mangá é uma mídia, e uma mídia é um copo de vidro; preencha com a bebida que você bem entender), posso dizer que HSD é fichinha. Quarto, vivemos em um país onde qualquer coisa com os nomes de "zumbi", "vampiro", "maldição", "lobisomem" e outras coisas esvazia das prateleiras das locadoras (se eu fosse a Panini, teria até colocado um subtítulo em português do tipo "Colégio dos Mortos-Vivos").
Independentemente de se gostar ou de desgostar do material, acho que foi uma decisão bem acertada da editora trazer esse material pra cá. O único ponto abertamente contra é o hiato, e se pensarmos que em alguns volumes Black Lagoon vai ser alcançado pela cronologia japonesa, eu não vejo problema nenhum.
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Categorias: Comic Bunch

E olha que eu falei da autora outro dia mesmo: a comédia Rikon Doukyo, de Cocco Kashiwaya, ganhará uma continuação em mangá na revista semanal para leitores adultos Comic Bunch, da Shinchosha, e aparentemente se chamará Rikon Doukyo 2nd Season. Será publicada a partir da edição 13 da revista deste ano, que sairá em 26 de Fevereiro. Além disso, a série ganhará sua versão televisiva em maio. No final a série tinha cara de produto feito para a televisão mesmo: casal se separa, mas por força das circunstâncias acabam sendo forçados a continuar vivendo juntos mesmo após o divórcio. Algo me diz que a segunda série deve ser mais longa do que a primeira, afinal, teremos uma série de televisão impulsionando o material.
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Categorias: Rumiko Takahashi

Que ninguém diga que a veterana Rumiko Takahashi não é produtiva. Enquanto desenvolve suas séries de carreira para a revista semanal para garotos Shonen Sunday, da Shogakukan, produz one-shots (histórias curtas e fechadas, usualmente na faixa das 30 a 50 páginas) e eventualmente séries paralelas para outras revistas da editora. As suas várias histórias curtas, publicadas em revistas como a Big Comic Original e a finada Young Sunday, costumam ser compiladas sob o selo Rumiko Takahashi Theater – mais conhecidas como Rumic World no ocidente – e agora está sendo anunciado um novo volume da série, que tende a ser eventual mesmo (ela só surge quando a autora faz um determinado número de histórias curtas). O material será lançado em 20 de Fevereiro, no Japão, e realmente vale uma boa olhada: eles de modo geral são histórias uninucleadas, bem-escritas, com um ritmo mais lento – mas mais arguto – de desenvolvimento de personagens em poucas páginas, e geralmente são mais interessantes do que os últimos trabalhos de carreira da autora, como Inu-Yasha e, claro, Rin-Ne.
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Categorias: Comic Blade

Kozue Amano é um autor competentíssimo, mais conhecido no Ocidente pela série Aria (continuação da menos conhecida Aqua, publicada pela Square Enix. Amano rebatizou a série quando mudou de editora, e eu já reparei que ela não é a primeira série da Enix a ser abortada brevemente e ter seu autor bandeando para outra editora. Sinal de que lá não é um local muito vantajoso para os autores, ainda mais aqueles em começo de carreira, que usualmente engolem todo tipo de sapo?), que acompanhava um grupo de gondoleiras adolescentes em uma marte terraformada que acabou gerando cidades similares à Veneza, com um ritmo muito mais calmo de vida em relação a uma Terra totalmente tecnologizada. Agora, Amano reprisa a bem-sucedida fórmula de "meninas e água por todos os lados" com Amanchu, na revista Comic Blade da Mag Garden. A série Amanchu acompanha tranquilamente as experiências de uma garota apaixonada por mergulho, e o segundo volume da série será lançado no dia 10 de Fevereiro, com direito a uma exibição de artes originais na Estação Cultural Sanseido, em Chiba, como parte da divulgação do material. Fica o registro.
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