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Dez 29
Estética versus Procedência
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Lancaster |
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8
Categorias: transcrição cultural

Como os leitores mais velhos de meu blog devem saber, eu não acredito que um material seja classificável por procedência, e sim por ditames estéticos básicos. Por isso mesmo acho que um quadrinho pode ser produzido na estética mangá fora do Japão, uma animação pode ser produzida na estética anime fora do Japão, e vice versa. Mas vou deixar um pequeno pensamento para vocês.
Esse é um material americano (aviso: o embed foi proibido, mas basta clicar no "watch on You Tube" que isso se resolve. Ah, sim: o material não é para menores de idade, então tenham cautela antes de acessar).
Esse é um material japonês (aviso: novamente, esse material também não é para menores de idade, então que ninguém diga que não avisei).
Fica a pergunta: vocês, leitores, tem certeza que o japonês é o anime e o americano é o cartoon aqui?
Pensem nisso.
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Comentários:
Eu gosto de Desenhos Animados!
...e é engraçado que mesmo sendo para "adultos" os palavrões continuam censurados.
Perfeito.
Mas, de qualquer forma, concordo com a intenção do Lancaster com o post... na minha opinião, dizer que "só se pode fazer anime/manga no Japão" é que nem dizer que "só se pode filosofar em alemão" ou que "só se pode ser impressionista na Alemanha".
Nesses três casos (e em vários outros), a existência de uma forte tradição, somada a certas peculiaridades inerentes a cada cultura, incluindo - mas não se restringindo a - idioma, exposição, e até um ethos próprio, facilita a compreensão (em um sentido mais... "ontológico", na falta de palavra melhor) de algo pelo indivíduo. E isso que explicaria a predominância dessas culturas nos casos citados.
Versão "tl;dr": Anime/manga PRECISA ser feito no Japão/por um japonês? NÃO. Mas que ajuda, ajuda.
concordo plenamente com você, meu velho. o que importa é a estetica e não de onde vem, japão ou eua. abraço.
Mesmo porque, quando se fala em estilos, normalmente o que marca é "mangá" "europeu" (normalmente falando só da Itália e França, ainda) "americano" e no mááááximo "argentino" dependendo da situação.
Então se você faz um quadrinho na Austrália, como no caso do Hollow Fields, não cola dizer que é 'quadrinho australiano'. Não é uma escola, não representa uma linguagem...ao menos é o que penso.
Por isso também acho meio falcatrua toda essa discussão de quadrinho 'brasileiro'.
Sem falar que a maioria dos "mangas" brasileiros são diferentes dos "mangas" japoneses, há sim muita semelhança e influencia no entanto eles não são iguais pois contem traços diferentes e cultura diferente, por isso não vejo o porque da não utilização do termo gibi (ou outro termo) para as produções nacionais.
Vale salientar o caso das novelas onde no Japão são chamados de doramas, possuem diferenças das brasileiras mais pela sua cultura do que pela estética propriamente dita.
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