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Nov 12
Patrulha Estelar de Volta à Televisão!
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Lancaster |
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11
Categorias: Patrulha Estelar
Sim, isso mesmo: está pipocando pela imprensa especializada a notícia de que, ano que vem, teremos uma nova versão de Patrulha Estelar (Uchuu Senkan Yamato) – a obra imortal de Leiji Matsumoto (e um dos grandes culpados por eu me apaixonar tanto pela dobradinha anime/mangá quanto pela ficção científica). Após tentativas fracassadas, parece que dessa vez a coisa pode emplacar: a série se chamará Uchuu Senkan Yamato 2199 e, ao invés de se tentar investir na nostalgia do design clássico, foram chamados dois nomes de peso: Yutaka Izubuchi, cujo currículo é povoado por designs mecânicos em
séries como Gundam, Patlabor, Jin-Roh e principalmente Gasaraki (além do mangá Rune Masquer, publicado no almanaque mensal Comic Ryu da Tokuma Shoten), mas que teve maior destaque como criador e diretor na série Rahxephon (que na verdade é um Neon Genesis Evangelion passado a limpo; nunca vai ter o mesmo impacto criativo de seu inspirador, ou ter o mesmo nível de leitura, mas como experiência média de espectador é mais satisfatório, há de se admitir); e Nobuteru Yuuki, character design de animações como Record of Lodoss War, Vision of Escaflowne, Five Star Stories e a versão para televisão de Terra E (Toward the Terra). Leia-se, a qualidade técnica está garantida – e embora Yuuki pudesse reinventar completamente o visual dos tripulantes da Argo (não adianta; a essa altura da vida jamais vou chamar a Yamato de outro nome, nem vou chamar Derek Wildstar de Susumu Kodai), pelo visto ele optou ou foi orientado a tomar os visuais de Matsumoto como um norte básico para que ele ajustasse seu próprio estilo à série. A julgar pelo trailer, funciona. Só torço para que não façam dos Gamilons uma "inteligência alienígena sem corpo" como fizeram no longa-metragem para evitar o risco de ridículo ao se exibir
homens pintados de azul na tela grande. Animação não tem as mesmas limitações que se esperam de uma versão live-action, e liberdades criativas com obras pregressas tem lá seus limites.
Em todo caso, foi anunciado que o que será exibido nos cinemas a partir de 7 de Abril no Japão não será exatamente um longa-metragem, mas os dois primeiros episódios da série, combinados em uma versão para cinema de 50 minutos e exibidos apenas em dez cinemas japoneses. Ou seja, o "longa" é apenas uma parte do esforço de divulgação da nova série para televisão, que será tocada em conjunto pelos estúdios XEBEC e AIC.
Enfim, pode dar certo. Se deu com Jornada nas Estrelas sob a competente batuta de J. J. Abrams, porque não pode funcionar com a Patrulha sob as hábeis mãos de Izubuchi e Yuuki? Não pode ser pior do que as desastrosas tentativas de Matsumoto de fazer sua versão de "propriedade do criador" da série (Great Yamato, Dai Yamato Zero-Go), já que Patrulha foi criada sob encomenda para a produtora de Nishizaki, ou mesmo das tentativas do próprio Nishizaki de ressuscitar a franquia sem o dedo do criador (Yamato 2520, alguém?). Ao menos, temos mãos sabidamente competentes por trás do projeto – e que podem trazer à Derek, Lola e companhia um verdadeiro sopro de ar fresco.
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Comentários:
Alexandre: com certeza! Mas justamente por isso a chance de decepção é maior. Eles tem um grande desafio a encarar.
Alexandre: verdade. Mas não sei se no atual estágio da indústria algo novo chamaria atenção – poderia passar batido enquanto o pessoal fala da musa do saimoe da vez. Alguém falou alguma coisa sobre o desenho animado de Hyouge Mono? :\
Mas falando em tentativas deastrosas, teve o mangá Great Yamato e o OAV Dai Yamato Zero-Go. Ambos provas incontestáveis de que a hora da aposentadoria para o Leiji já passou há muito tempo.
Alexandre: corrigido, obrigado. Mas curioso: de todos os materiais da enoki com a griffe Matsumoto que passavam na Animax, o único que realmente prestava para mim foi o Super Submarino 99 – que na verdade não passava de Patrulha Estelar debaixo d'água, mas era o único a preservar o espírito da coisa ao invés de ser mera caricatura de si mesmo. Mas depois fui saber que o mangá original de Super Submarino 99 é de 1971 – anterior à Patrulha Estelar, arrisco dizer que foi um protótipo. Ou seja, o melhor do lote foi justamente um pré-Patrulha, não um pós-Patrulha. O que já diz muita coisa.
Só não gostei que o capitão barbudo me pareceu um personagem muito apagado(pelo menos no filme).
De qualquer vou esperar essa releitura, não vi a série original, mas pelos conflitos do filme tem um bom potencial.
Alexandre: bom, o filme é legal e esse "heroísmo piegas" é uma das coisas mais bacanas do Patrulha original.
Mas embora eu acredite que o filme seja importante para a nova série, duvido que eles se afastem tanto de alguns conceitos originais como o longa metragem fez.
Deixo aqui uma curiosidade, a primeira revista sobre anime de todos os tempos, nasceu da mesma maneira que a famosa New Type, embalada num sucesso de um anime de sci-fi (no caso da New Type, Gundam). Nascida as vespera do lançamento do filme Farewell (Saraba) Yamato, a Animage exibia na capa no seu primeiro número de julho de 1978, o próprio Yamato visto de frente e no número 2, Trilena numa versão alternativa da famosa ilustração da personagem Deusa/Semi-Deusa.
Lancaster, você assistiu Guilty Gear?
Alexandre: não.
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