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Nov 11
Magical Girl pelo autor de... Lobo Solitário?
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Lancaster |
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14
Categorias: mangaka

Pois é essa a declaração recente que Kazuo Koike, o roteirista da clássica história de samurais Lobo Solitário, declarou aos quatro ventos, de acordo com websites como a ANN e a Deculture. Será uma história chamada Mahou Shoujo Mimitsuki Mimi no QED. Sua premissa é simples: nas suas palavras, em um tempo como o de hoje, com os avanços da tecnologia, não há mais lugar para a magia; com isso, é necessário trazer a magia de volta e uma menina é escolhida para esse fim. Embora não tenha sido anunciado o nome da artista dessa história, sabe-se que será uma mulher – que por acaso é estudante de engenharia.
Mas que ninguém espere desse material uma Sailor Moon ou Sakura Card Captors da vida, graças a Deus. Quem acompanha Kazuo Koike no twitter pôde vê-lo se desmanchar em elogios e se tornar um grande fã de nada mais, nada menos do que Madoka Magika – a série que arrasou o mundinho perfeito e cor-de-rosa das magical girls da mesma forma que Watchmen feriu brutalmente o universo dos Super-Heróis, com direito a um macguffin ardiloso no terceiro episódio (não vou soltar spoilers, mas a série não é o que parece a princípio). A série causou uma impressão profunda no autor, que foi enganado como todos os desavisados, foi pego de supresa com a virada e se sentiu criativamente estimulado desde o começo até o final do material – a ponto de dizer que a série fez seu sangue ferver de excitação. "Competir com Madoka Magika? É esse o desafio que persigo aos meus 75 anos!"
É verdade que Magical Girls não são a praia deste blog (o gênero nasceu dentro do segmento shoujo e acabou sendo absorvido pela ala masculina moezeira da força – leia-se, ambos fora da curva do Maximum Cosmo), mas Koike – cujo nome sempre vai ser lembrado como um expoente do gekiga (o quadrinho japonês adulto e mais realista) merece mais do que um crédito de confiança. Afinal de contas, seu currículo fala por si. Vamos ver aonde isso leva.
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Comentários:
Alexandre: na verdade acredito que essa iniciativa deve ter mais impacto no ocidente a longo prazo, aonde Lobo Solitário alcançou um status de supra-sumo imenso.
Tinha ouvido falar desse Madoka e quando começaram falar que a coisa não era bem o que parecia fiquei achando que era mais uma viagem das pessoas, mas agora com este comentário de Kazuo Koike vou com certeza conhecê-la.
Fico feliz também por mais uma série deste grande mestre estar por vir, e mais ainda por ele ainda estar neste espírito de querer se superar e fazer coisas novas, uma verdadeira juventude.
Alexandre, voce tem o endereço do twitter do Kazuo?
Alexandre: @koikekazuo
Tudo bem que exageram bastante em relação a Madoka (como em tudo), mas com isso me parece que o impacto foi fundo mesmo.
Alexandre: Na verdade acho que o sucesso de Madoka tem um quê de zeitgeist; mas é como já li em uma matéria do Subete Animes: poderia ter ferido o moe de morte, mas acabou por reforçá-lo. Achei a análise acurada.
Mas Koike não veio das J.C.Staffs da vida. Isso vai fazer diferença.
O final pode parecer meio decepcionante, mas Madoka é um produto de marketing e como os responsáveis pela série não são burros não poderiam encerrar a série desse jeito. Agora já sabemos que haverá uma série de filmes para o cinema com o final diferente.
Vamos comparar com EVA. O final de EVA quase pôs tudo a perder, mas é lógico que naquele momento, 15 anos atrás a massa de otakus (no sentido literal da palavra) era bem menor do que hoje em dia, então aquele era um final aceitável. Madoka já deixou bem claro que terá diversos spin-offs, se cada um souber explorar um pouco do brilhantismo da série original eu já fico contente. Espero que um final aterrador venha em algum desses produtos, algo que abale mais do que aquele final após o terremoto.
P.s. Acompanhando a série Fate/Zero deu pra perceber que o roteirista de Madoka é um gênio, eu dou meu voto de confiança.
E sobre o Kazuo Koike, bem, eu acho que ele é capaz de produzir algo muito bom. Espero poder ver esse material aqui no Brasil em breve.
Esse anime/mangá tem OBRIGAÇÃO de ser melhor do que Madoka pelo menos na personagem principal. Só um engenheiro (ou aspirante a) sabe bem o que se passa no seu mundo. Comparar um universitário, engenheiro com uma noção de responsabilidade, pressão e necessidade de ser ótimo no que faz com uma garota de ensino médio que anseia... Coisas que uma garota de ensino médio desejam+ suas idealizações; é realmente uma diferença abissal.
A personagem do mestre Kazuo certamente carregará muito mais responsabilidade nas costas do que Madoka sonhará... E isso para mim será o diferencial entre uma personagem "sem sal" para uma personagem com um plano de fundo bacana. É cedo para dizer algo, mas eu fico otimista.
Rapaz, eu bati o olho hoje a tarde nessa noticia e imediatamente fui atrás desse anime.
Aacabei de assistir o último epsodio, estou sem palavras para descrever a obra com justiça... A série foi magistral do ínicio ao fim. Não ha o que ser mudado, inclusive o final que como o do anime de EVA tem uma mensagem fortíssima para o seu público (pelo menos a de Madoka é muito mais positiva)
E aproveito e ja cobro um daqueles seus textos gigantes sobre Madoka e o panorama atual do Japão.
Alexandre: tem certeza que é realmente positiva? Lembre-se que em Madoka, nada é realmente o que parece.
Mas isso é ótimo porque, se o pai do Lobo Solitário conseguir manter o mesmo nível alto de suas obras anteriores (e não cair na fossa do inferno, como outros autores famosos como Frank Miller...) então teremos mais um exemplo da máxima de que NÃO existem personagens ou gêneros ruins, o que existe são ESCRITORES ruins!
Alexandre: mas isso também é um grande desafio. Se bem que, julgando pela atitude do velhinho, ele não tem medo de encará-los.
Mas lendo a analise do Subete Animes e refletindo mais um pouco eu pude perceber porque Madoka tinha tudo pra ferir o Moe e não o fez.
A primeiro momento eu achava que a série iria simplesmente dar uma porrada sem precedentes na forma como o japonês encara a sociedade que é o índividuo como elemento de afirmação da sociedade, onde aqueles que não se adaptam são simplesmente banidos.
A forma como as relações entre as Magic Girls foi desenvolvida me pareceu ter esse objetivo, Kyoko e Homura eram o expoente máximo dessa aparente mensagem mas no final foi somente mais um artificio, assim como o usado em Ultimo para criar tensão no roteiro.
Mas o final ainda é um ponto que me deixa divido, por um lado eu vejo o seu caráter reafirmador do Status Quo mas por outro a mensagem de esperança talvez seja necessária em uma sociedade que esta em frangalhos devido a crise e o Tsunami.
Alexandre: por outro lado eu acho que sim, eles deveriam ter dado a porrada final. Seria necessário para se partir para uma próxima etapa, mesmo que doesse. O problema é que enquanto o moe for um porto seguro, os estúdios não vão se desamarrar dele.
Nada contra o fator artístico, a moral de enredo ou o desejo de superação e auto-superação, mas espero que o autor não se esqueça do princípio elementar do J-Pop:
"É divertido?"
Digo isso porque é muito comum um grande mestre, justamente por ser um grande mestre, perder o enfoque e acabar com uma queda-do-cavalo no currículo, já vi muito disso em minha vida de fã. Humildade é um virtude, saber ficar calado é uma arte.
A série original de Evangelion não se esquivou de se despedir do telespectador otaku com um baita murro da cara dele, e isso não a salvou de ser tornar "O cavaleiro do Apocalipse". O tiro saiu pela culatra porque aquele final ousado deu a EVA a imagem de "grande obra de arte" que só serviu para fazer os otakus empinarem o nariz.
Eu pessoalmente acredito que os responsáveis pela série Madoka fizeram o correto. Não perderam de vista que uma obra J-Pop é, acima de tudo, uma obra para diversão, que deve usar da inovação para renovar seu público e não para mudar o mundo. Se virasse um obra digna de prêmio internacional, isso só serviria para deixar os moezeiros deslubrados, e aí é que eles não iriam largar o osso mesmo.
De todo modo, o simples fato de Madoka Magika não ter dado a porrada não significa que a porrada não será dada, uma vez que preparou o terreno para isso. Eu acho que é melhor que tenha sido assim porque soa como um manifesto para que outras obras sigam adiante no que Madoka começou.
Kazuo Koike atendeu ao chamado, e outros certamente o acompanharão. É por isso que dizem que o tempo é o senhor da razão.
Minha opinião, após assistir ao anime devido a sua notícia, é que, se Kazuo Koike realmente conseguir criar uma obra que competirá com madoka, mesmo que usando de outro viés, teremos que lembrar de madoka e da garota mágica de koike como: Evangelion (ou gundam) e gurren laggan (ou mazinger) do gênero magical girls. Só saberemos realmente disso depois que estas duas obras entrarem em comparação factual: qual das duas usou seu conceitual e qual deles usou construção, ou desconstrução e revolução ou reafirmação do estilo de anime magical girls! Madoka tanto construiu quanto desconstruiu e fortaleceu o moe (o moe foi levantado a um lugar de honra depois de madoka,mas,ainda assim,dará a luz obras que separaram os fãs e autores das obras de magicals girls no futuro).Madoka é a ''adolescencia do genero moe'' e,dependendo de koike,será que veremos a maioridade?
Alexandre: não vejo como adolescência do moe porque isso é uma contradição em termos. Foi uma desconstrução – e toda desconstrução precede um desmonte. Foi assim com o cinema de faroeste e com os quadrinhos americanos de super-heróis (que não morreram, mas vivem eternamente na UTI por conta de necessidade comercial; os americanos não tem como substituí-lo de verdade). Mas uma coisa é verdade: acredito que nesse momento uma nova ordem está começando a se articular – ou rearticular, na verdade; e tanto Gundam Age quanto o novo remake de Patrulha Estelar pra mim são sinais de algo de novo acontecendo.
Estava respondendo ao post sobre Yamato e já ia perguntar sobre um artigo de Madoka.
Alias, "Steins; Gate" e "Tiger & Bunny" também foram bons animes desse ano que me pareceu uma "safra" bem melhor do que os últimos e desastrosos anos.
Alexandre: Tiger & Bunny é interessante, admito. Steins; Gate, eu não considerei dessa forma.
Sobre o projeto do Koike, eu só posso desejar sorte. E espero que ele traga uma protagonista que quebre o paradigma que o japonês criou no que se refere a heroínas.
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