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Set 30
Nova Edição de Stardust Memories
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Lancaster |
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8
Categorias: ficção científica

Yukinobu Hoshino é talvez o maior nome em atividade quando falamos de quadrinhos de ficção científica no Japão – sua única obra a ser lançada aqui foi um desvio atípico de rota em seu trabalho: El-Alamein e Outras Batalhas; mas sua verdadeira seara é a ficção científica hard, com muita pesquisa por trás e grande embasamento científico. Agora uma de suas principais obras está sendo relançada pela Shogakukan Creative, selo de projetos especiais da editora Shogakukan: Stardust Memories, que traz quatorze histórias curtas publicada ao longo de vários anos. O que diferencia essa nova edição é seu tratamento especial: será um volume único com todas as páginas coloridas recuperadas e formato A5 – além de uma nova capa especialmente produzida pra ocasião e uma história extra do autor, "A Deusa da Noite", jamais republicada desde 1978 (o que torna esse um item obrigatório para os fãs do autor). O pequeno tijolo custará 1500 ienes e terá cerca de trezentas páginas muito bem recheadas. Mas como bom quadrinho adulto de gênero, duvido que esse material realmente chegue ao Brasil um dia, infelizmente. Pense bem: quantos de vocês leram El-Alamein quando o material saiu no Brasil?
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Comentários:
Aliás, eu só me dou mal com manga. Todas as séries que eu comprava/compro foram canceladas, paralisadas, atrasadas ou "trimestralizadas".
Me sinto um ET quando vou à banca e não me relaciono com nada do que tem lá.
Só o scan me salva...
Bem, com sorte sai uma edição francesa. Talvez depois do 2001 Nights de 100 euros...
Eu me lembro justamente de umas edições do 2001 Nights em inglês, só que muito, mas muito antigas. Acho que estavam até espelhadas.
Alexandre: estavam, mas isso não é demérito pra mim.
Espelhado, vale dizer. Mas bem espelhado pelo menos.
O enorme volume de Two Faces of Tomorrow é semelhante, exceto pelo tamanho. Parece mesmo uma lista telefônica!
Edição publicada pelo British Museum! Chique!
Valeu.
Alexandre: saiu pela NewPOP. E já faz muito tempo, aliás.
Na minha cabeça, espelhamento é coisa de manga publicado há mais tempo. Mas desconheço a situação dos títulos atuais publicados nos EUA, então, não sei se essa analogia procede.
Bom, só pra constar, acabei de postar o pedido na amazon. Tanto para o 2001 Nights quando pro Two Faces of Tomorrow, que o Pedro comentou.
Não tenho mesmo esperança desses mangas virem pra cá, então, achei melhor tentar do jeito que dá.
Agora é torcer pra chegar...
Eu fazia muito tempo que eu não visitava o blog, pela periodicidade, mas fiquei muito feliz de abrir e ver várias notícias, já que eu admiro muito seu trabalho. Nunca tinha comentadopor achar que não tinha nada acrescentar, mas aproveitei essa pequena discordâncias para aproveitar e te parabenizar e perguntar se tem chance da ação magazine chegar em minha cidade, Manaus.desculpa qualquer erro de português que esse comentário foi escrito no celular. Abraços.
Alexandre: bom, falando quanto ao espelhamento: isso só vale para os fãs realmente, mas na hora do crescimento perde. E não há realmente perda, porque o senso de narrativa é preservado – os japoneses pensam em conceitos de "pra frente" e "para trás", como nós; só que seu conceito é espelhado. O espelhamento é a única forma de preservar em um leitor ocidental o senso narrativo do original. Pessoalmente, acho que remontar – a opção daqueles que defendem a inversão mas querem preservar a arte – bagunça todo o senso narrativo e é uma mutilação bem maior.
No entanto a grade para o espelhamento foi perdida graças a imposição do sentido oriental. Acredito que isso tenha mantido os mangás bem mais discretos do que poderiam em nosso mercado – em um mercado onde Mônica Jovem vende 400.000 exemplares, nada justifica que uma parte respeitável dos títulos em bancas opere na base dos 20.000. Alguns fãs martelaram que a Ação Magazine deveria ser em sentido oriental e eu mesmo repito: não rola. Não se quisermos ser auto-sustentáveis. O material japonês já vem com custos amortizados de sua publicação original e pode suportar vendagens menores ao ser publicado em outros países. Material local, não.
Quanto a Ação: queremos chegar a todo o país. A revista atrasou um pouco, mas agora é resolver com a distribuição – nossa parte, já fizemos.
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