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Ago 14
Da Série "FC": A Sombra de Tropas Estelares na Animação Japonesa
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Categorias: ficção científica
Se há um escritor de ficção científica que pode ser considerado o melhor de todos no consenso geral certamente é Robert A. Heinlein. Todas as vezes que fãs, leitores ou estudiosos desse gênero literário são chamados a opinar, em primeiro lugar avulta a figura de Heinlein. Ele nasceu nos Estados Unidos em 1907 e sua obra é uma das mais vastas e premiadas já escritas. Brilhante e polêmico, seu trabalho se caracteriza por não deixar o leitor indiferente. Nunca. A imensa criatividade lhe garantiu o sucesso que sempre o acompanhou na carreira, demonstrando grande adaptabilidade aos novos tempos.
Mas não seria ainda mais surpreendente pensar que, sem Heinlein, o mundo da animação japonesa poderia nunca ter alcançado o seu ápice?

Muitos dos criadores da linguagem do mangá foram leitores fervorosos de Heinlein. Sem ele não teríamos duas pedras fundamentais da animação japonesa: as franquias Gundam e Macross. Sim, todos já devem saber que foi o livro Tropas Estelares que inspirou Yoshiyuki Tomino na criação da mais famosa e reconhecida série de animação do Japão. Mas poucos sabem que foi o Studio Nue, onde surgiram os criadores do conceito visual de séries como Macross, Orguss e Crusher Joe, o responsável pela versão ilustrada do mesmo livro – muito antes de se tornarem famosos pelo trabalho nas séries já citadas. Baseado nas idéias desenvolvidas por esses notáveis criadores, os estúdios Sunrise, muitos anos antes de Paul Verhoeven realizar a esdrúxula adaptação cinematográfica do livro, lançaram uma série em seis partes para o mercado de vídeo intitulada Uchuu no Senshi (Soldados do Espaço). O Studio Nue foi encarregado de prover o design da Infantaria Móvel.
Tropas Estelares, originalmente publicado em 1959, fala de um futuro em que a Terra vive sob o regime de uma federação interplanetária, onde só tem direito a voto quem servir às Forças Armadas. A história é focada no treinamento e preparação de jovens recrutas para lutarem na guerra contra formas de vida insetóides, que ameaçam destruir o antigo sonho terrestre de expansão no universo. O livro foi ainda vencedor do Prêmio Hugo, famoso pela excelência na premiação de autores no campo da ficção científica. A adaptação em anime de Tropas Estelares foi simbólica para os estúdios Sunrise, considerando que as
suas séries mais consagradas beberam nessa fonte. Mas o que inicialmente parecia um projeto dos sonhos acabou caindo no abismo que parece reservado a todos os trabalhos de Heinlein quando transpostos para uma nova mídia.
Não que o resultado final tenha sido ruim: diga-se que o projeto referido simplesmente não está à altura do livro, devido a uma adaptação rasa e superficial – diferente de outros trabalhos que o estúdio já tinha realizado.
Tropas Estelares foi um dos livros mais polêmicos e discutidos dos anos 50, e a ousadia não é exatamente o ponto forte do inexpressivo diretor Tetsuro Amino. Isto, por si só, já diminuiu consideravelmente o impacto do que poderia ter sido o melhor produto derivado da obra de Heinlein. Um diretor muito mais gabaritado teria sido certamente o veterano Ryosuke Takahashi, responsável por duas séries fortemente embasadas nos conceitos originários do livro: Armored Troopers Votoms e Fang of the Sun Dougram. O mais adequado para este blog seria tratar exclusivamente do OVA de Tropas Estelares, mas isso não bastaria para explicar o significado desse livro para o amadurecimento da indústria de animação no Japão.
O gênero Real Robot representou a chegada de uma era onde os animes deixaram de ser tratados como veículo de publicidade para mangás ou para a venda de brinquedos. Ao invés disso, esse gênero passou a se apoiar em roteiros mais densos e em tramas contínuas.
Os popularíssimos robôs gigantes já não eram mais super-heróis de aço, transformando-se em instrumentos de uso bélico, deixando transparecer apenas sutilmente a herança dos antecessores.
Imagine o quanto tudo seria diferente se Osamu Tezuka não tivesse visto os filmes de Walt Disney e Max Fleischer; se Unno Juza (o primeiro grande autor japonês de ficção científica, a quem se deve agradecer pelo surgimento da imaginação fantástica e criativa de pessoas como Hayao Miyazaki e Leiji Matsumoto) nunca tivesse lido Júlio Verne e H. G. Wells. Exemplos como esses poderiam ser citados às centenas, mas é preferível resumir afirmando que se não houvesse esse contato direto desses grandes autores com as obras que os inspiraram, os gêneros que eles consagraram não seriam os mesmos. E como tudo que diz respeito ao conhecimento humano, é preciso conhecer as origens para compreender melhor o significado de tudo que vemos hoje.

Vamos, seus macacos! Vocês querem viver para sempre?
A principal diferença entre o livro e sua adaptação animada é que aquele não objetivava simplesmente contar uma história: servia de veículo também para a visão política de Heinlein, pela qual o autor foi severamente atacado pela crítica – é bom dizer que, apesar de ter servido à marinha americana, Heinlein nunca chegou a combater por causa da sua tuberculose. Grande parte do livro se passa em sala de aula, aonde o protagonista Johnnie Rico e outros personagens debatiam com os professores de história e de moral – e de modo geral, estes últimos funcionam como uma espécie de alter ego do autor.
O tema principal do livro é o de que a responsabilidade social requer estar preparado para o sacrifício individual. Vale lembrar que a gênese de Tropas
Estelares se encontra em um manuscrito rejeitado de Heinlein de um de seus romances juvenis, que foram posteriormente reescritos incorporando temas mais maduros. Talvez a natureza da animação esteja mais ligada à essa primeira fase do livro, já que a interação entre os personagens permanece intacta, mas o discurso político foi quase totalmente suprimido. Para começar, o Johnnie Rico do livro é filipino, enquanto que no OVA se apresenta loiro e aparenta nacionalidade argentina. Curiosamente, o mesmo acontece no filme de Verhoeven. O interesse amoroso de Rico por Carmencita tem uma breve passagem pelo livro, como motivação para ele se inscrever nas Forças Armadas. Mas na animação ela tem uma presença muito mais marcante, sendo a sua grande inspiração para abraçar a carreira militar.
Surpreendentemente, o anime foge do clichê de episódios de ação frenética. Estes acontecem quando mostradas as batalhas com os famosos exoesqueletos Powered Armor, mencionados pela primeira vez no livro de Heinlein, mas também eram focados aspectos mais voltados ao comportamento humano, com maior interação entre os personagens. O livro foi pioneiro em explorar algo além de simples combates na literatura de FC militar, influenciando outras
séries de êxito, tais como Patlabor. Também foram deixados de lado os ataques anticomunistas de Heinlein, que chegou a acusar Karl Marx de ser “uma grande farsa”.
Além disso, as criaturas contra as quais os personagens estão lutando jamais são nomeadas no anime, nem tampouco temos ideia de suas intenções ou das estruturas sociais dessa estranha civilização: ao invés dos Insetóides, similares a aracnídeos de gigantescas proporções, temos uma espécie de água-viva, remanescente do conto Encontro com Medusa, de Arthur C. Clarke.
Para ser sincero, o livro também comete pequenos deslizes, alguns dos quais não foram reproduzidos na versão da Sunrise, tal como ocorre quando é negligenciada a existência de uma guerra ideológica. Para Heinlein, a guerra sempre é desencadeada pela pressão popular. O embate de idéias por si só não seria o bastante para levar ao conflito, os homens são selvagens e estão em guerra com uma forma de vida igualmente bestial.
No ano de 1958 a Guerra Fria ainda estava longe de ser encerrada e o comunismo possuía uma visão proselitista, objetivando converter o mundo à sua utopia de igualdade. Não foram praticadas deportações em massa, nem genocídio, apenas o degredo de alguns, como medida disciplinar. Havia a clara intenção de converter, não substituir. A crítica só faz sentido quando considerada dentro de um sistema onde o propósito do inimigo sempre é o de roubar a terra e seus bens, e não impor determinado sistema político e social.

As águas-vivas do anime não se apresentam como formas de vida autônomas, não podendo ser consideradas pelos mesmos critérios dos seres humanos: a guerra é fundada em razão da sobrevivência e autopreservação da espécie, algo similar a colocar o homem à prova contra as forças da natureza (de uma forma bem particular, como a que os japoneses retratam a ameaça de Godzilla em seus filmes).
Talvez esse seja o aspecto mais fascinante de Tropas Estelares: a sua capacidade de gerar discussões.
Mesmo que muitas das acusações pelas quais o livro teve de passar sejam falsas, é essencial avaliar as idéias propostas por Heinlein com cautela. Por exemplo, é possível interpretar o livro como instrumento de propaganda direcionada aos jovens, como afirmavam seus opositores. Este é um ponto válido, mas quem iria se opor se a mesma intensidade de propaganda fosse a favor de, digamos, da tolerância racial ou de um governo mundial democrático?

Os Frutos Dourados da Sunrise
No Gundam original, o combate era travado entre os dois lados de uma mesma moeda, sendo que seu autor, Yoshiyuki Tomino, pega emprestado muitos dos conceitos herdados por Heinlein para a execução de sua obra, principalmente no que diz respeito à adaptação em prosa que ele produziu para a série. A Federação Terrestre luta pelos interesses inerentes à própria Terra, enquanto o Principado de Zeon clama por independência para as colônias espaciais (estas próprias baseadas no design cilíndrico proposto pelo físico Gerard K. O’Neill em seu livro The High Frontier: Human Colonies In Space). Na série mais recente de romances Gundam Unicorn, de Harutoshi Fukui, um dos personagens cita a “lavagem cerebral” forçada dos soldados que ingressam no exército de Zeon. A intenção original de Tomino não era que o lado opositor
fosse tomado como errado; o verdadeiro vilão da trama é Ghiren Zabi e este claramente deturpa os valores do Principado em proveito próprio. E talvez tenha mais coisas em comum com as forças armadas de Tropas Estelares do que a própria Federação da Terra, com a qual compartilha o nome.
Alguns críticos de Tropas Estelares afirmam que os cidadãos da Federação Terrestre devem se submeter à lavagem cerebral, mas isso não pode ser vislumbrado em momento algum do livro. Lavagem cerebral não significa qualquer forma de doutrinação, como aquela utilizada nas classes de “História, Filosofia e Moral” do livro, ou no discurso de Zeon Zum Deikun em Gundam, mas, sim, o uso de métodos não racionais e contra a vontade de implantação de idéias, usualmente utilizando-se de privações físicas para a destruição temporária das faculdades críticas (Tomino utilizaria esse conceito alguns anos mais tarde com a facção dos Titãs, em Zeta Gundam). Mais uma vez o argumento contra Heinlein se prova sem fundamento e, aparentemente, Tomino foi capaz de absorver melhor os temas presentes no livro do que muitos de seus críticos.
Também ao se avaliar os designs mecânicos criados por Kunio Okawara para Freedom Fighter Gunboy (nome provisório da série Gundam nos estágios iniciais de produção) também é possível reparar que os Mobile Suits presentes na série eram originalmente planejados para serem ainda mais similares aos Powered Armors, inclusive em tamanho e funcionalidade.

A idéia provavelmente foi descartada por culpa da natureza comercial do projeto, que ainda era dependente do patrocínio de empresas de brinquedos para vender o seu produto. Antes do Gundam que conhecemos ter sido concebido, ainda houve outra tentativa de design aos moldes dos robôs mais tradicionais da década de 70, por demanda da indústria de brinquedos, mas Tomino o recusou e o resultado final se configurou em um meio-termo entre as duas propostas.
Quando Gundam gradativamente foi se tornando um sucesso irrefreável, a Sunrise abriu as portas para que concepção mais realista do gênero de robôs gigantes pudesse vir à tona, primeiro com a boa receptividade de Dougram e depois com o aclamado Armored Troopers Votoms, até hoje considerado como um dos designs mecânicos mais verossímeis da animação japonesa.
Ainda é válido citar um exemplo mais recente: Gundam 00 é uma série que nunca chamou a atenção desse blog, porque era voltado a um público diferenciado. A grande surpresa foi que, no lançamento para cinema do filme que dá continuidade à série, foi divulgado que os inimigos seriam de origem extraterrestre. É relativamente comum a presença de alienígenas nas produções japonesas, e em quase cem por cento dos casos, eles são humanóides e se diferenciam do homem apenas no modo de se vestir e na cor da pele. Mas neste filme, que possui o subtítulo de The Awakening of Trailblazer, eles se manifestam como formas de vida gigantescas e de aspecto monstruoso. Não se sabe se esta foi a intenção dos responsáveis pelo filme, mas é impossível não associar a imagem de Mobile Suits enfrentando monstros do espaço com Tropas Estelares, o que demonstra que até hoje as produções da Sunrise ainda
não se desvencilharam por completo desse livro, que tanto significou para que o estúdio se tornasse o gigante que é hoje.
O Mundo que nos Espera
Tropas Estelares é um livro multifacetado, admirado por muitos (eu incluso) e criticado por outros. É surpreendente o quanto envelheceu bem: com quase 52 anos, continua sendo um dos livros mais vendidos de Heinlein, talvez abaixo somente do seu maior clássico: Estranho Numa Terra Estranha. Tropas Estelares foi acusado de ser militarista, fascista, libertário, enfim, uma quantidade exorbitante de adjetivos nada lisonjeiros. Heinlein resistiu fortemente a cada uma dessas críticas, pois não foi homem de abrir mão das convicções, por mais polêmicas que pudessem ser na época. De fato, talvez por isso mesmo o livro tenha se tornado leitura obrigatória até os dias atuais. Independentemente de concordar ou não com suas ideias, Heinlein é e continuará sendo um dos maiores, se não o maior, escritor de ficção científica de todos os tempos.
É uma vergonha que o mercado brasileiro tenha virado as costas para seus livros. Faz anos que nenhum deles é republicado por aqui, e o próprio Tropas Estelares só ganhou impressão brasileira na esteira do filme de Paul Verhoeven, quarenta anos depois da publicação original. Mas, no mundo da ficção científica, é inevitável que ao lado do bom venha o ruim; e neste caso, o ruim é
horrível. Verhoeven admitiu ter deixado o livro de lado depois de ler os primeiros capítulos, afirmando que se sentiu “entediado e deprimido”. Robocop, do mesmo diretor, é um filme deliberadamente banal e inteiramente tolo. Mas os efeitos especiais são divertidos e o espetáculo, por vezes, é instigante, revelando-se impregnado de irresistível humor. Mas não há mágica para converter algo de ruim em bom, mesmo quando se tratar de ficção científica. Este foi o principal erro do filme Tropas Estelares.
Existe um ingrediente extra, exigido pela FC, que faz com que as virtudes narrativas e dramáticas não sejam suficientes por si mesmas. É necessário ter conhecimento da causa, evidenciando que o autor entenda razoavelmente de ciência. Não significa que esse conhecimento deva ser detalhado e completo: basta que haja referências incidentais de forma correta, ou, pelo menos, evitando os absurdos lógicos. Não significa não tomar certas liberdades; mas tem que saber que essas liberdades poderão ser adotadas sem parecer um ignorante em ciências. Por exemplo, a boa dosagem de conhecimento científico presente na produção da Sunrise. Meu conselho é que se leia o livro, veja-se a animação e passe longe dos filmes, desfrutando também dos produtos de excelente qualidade que os estúdios Sunrise nos proporcionaram na maior parte dos anos 80.
Mais uma vez deve-se enfatizar: a animação japonesa é a mídia que mais se aproximou na reprodução de obras de ficção científica, com todos os méritos. Hollywood teria muito o que aprender com ela.

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Comentários:
E eu não o incluiria como um dos melhores autores de Ficção Científica não. Costumo encontrar bem mais frequentemente nomes de gente como Asimov e Clarke, as vezes do Philip K. Dick, e principalmente do Ray Bradbury ocupando esse posto.
Onodera: Acredito que esteja considerando somente o Brasil ao fazer uma declaração dessas. Heinlein, Clarke e Asimov sempre foram considerados "Os Três Grandes" da ficção científica. Ray Bradbury sem dúvida é popular, foi o único além dos três citados que teve um resumo de sua biografia incluída na Eciclopédia Britânica, mas pessoalmente, acho que ele passa longe de ser o melhor. K. Dick caiu nas graças da contracultura, mais ou menos o mesmo caso do William Gibson.
É interessante perceber o quanto essa obra influenciou a produção japonesa em animação, e ver que muitas franquias de sucesso beberam dessa fonte.
A série de artigos sobre ficção científica está bacana. Mas pretende-se analisar apenas animes mais antigos ou abrangerá a produção mais recente também?
Onodera: Minha especialidade sempre foram os antigos, mas a medida que um trabalho atual atrair minha atenção, com certeza eu vou escrever algo a seu respeito por aqui. Naoki Urusawa é um forte candidato.
Com toda a certeza, uma das "heranças" que os animes mechas posteriores tomaram de uchuu no senshi é essa cautela com a trama política (quase um medo de se tornar muito complexo ou crítico) e sinceramente, esse é um dos pontos que me desanima nesse gênero, transformando aquilo que poderia ser ficção cientifica em pura "ação com robôs", e isso é algo em que discordo no seu post, os robôs continuam sendo heróis de metal, porém agora possuem uma trama rala para fazer garotos de 13 (e 30) acreditarem que aquilo que eles assistem tem algum conteúdo (salvas algumas exceções).
Onodera: Eu costumo recomendar o anime apenas para quem já leu o livro. É como se todo o conteúdo estivesse no livro, mas é divertido ver uma representação visual de situações lá presentes e, é claro, os Powered Suits. Duas coisas que o filme não tem a oferecer. Bem, em Votoms, os robôs são realmente tratados como veículos de guerra, chamados apenas de AT, inclusive o protagonista controla vários durante a série, e eles são exatamente iguais aos usados pelo lado inimigo. Eu não tenho acompanhado as produções mais atuais do gênero, algumas me fazem querer passar longe só de ver abertura...
E concordo com os posts anteriores, para o cinema, aquela foi a melhor alternativa visual, acredito que não havia nem mesmo tecnologia suficiente para retratar os exoesqueletos (se você assistiu o 3º filme, sabe do que estou falando)
Onodera: Isso pode até ser verdade, mas acho que a ausência das Powered Suits é um problema menor, acontece que entre o filme e o livro, as semelhanças ficam por conta somente dos nomes de alguns personagens.
No geral, acho o filme de Holywood exatamente como Robocop, diversão pipoca e nada mais. Apesar de raso, ainda sim, o anime é bem mais fiel ao livro, principalmente pelo clima retrô. Gostei muito mais da solução para o ataque de New Buenos Aires (a versão do filme não engulo a explicação até hoje!).
E sim, Tomino bebeu totalmente a fonte de Starship Troopers, quando li o livro me veio as cenas de Gundam a mente.
E gostei que você vai fazer coro com o Lancaster em explorar matérias sobre a sci-fi dos mangás e animes. Afinal graças ao tema que virei fã das animações niponicas.
Onodera: Mas eu gosto de Robocop. O problema é que eu busco manter uma postura crítica mesmo com relação as coisas de que gosto (é especialmente difícil quando se trata de Shotaro Ishinomori, mas... eu tento!).
E espero que nos próximos textos fale de Legend of the Galactic Heroes, talvez o maior épico espacial do gênero.
Onodera: Tenho enorme curiosidade em conhecer melhor, infelizmente vi muito pouco. O problema é que a extensão de LOTGH torna isso uma realização distante no meu atual ritmo de vida... Mas com o tempo, podem vir surpresas.
Onodera: Não sou arrogante a ponto de pensar que não mereço críticas. Mas por favor, faça validar o que disse com argumentos que o sustentem, ou então não tenho razão alguma para te ouvir.
Tropa estrelares na época(filme) eu achei a ideia muito interessante, mostrarem aquela federação que lembra muito uma ditadura qualquer e o filme me lembra de alguns longas dos anos 80 nível B kkkk.
Vou até caçar nos sebos esse livro para ler.
Que bom que não sou só eu que pensa que aquele filme foi uma droga XD
Agora fiquei com curiosidade sobre o livro Tropas Estelares, tanto que vou lê-lo.
Muito bom o texto. Nunca vi o anime e nem sabia que existia. Mas, pela abertura, percebe-se que o diretor é bem fraco.
E tenho também tenho que falar que o longa-metragem de Tropas Estelares, apesar de carregar pouco do livro, é um filmaço! A ironia trash da propaganda de guerra é um ponto engraçadamente divertido da obra.
Até mais!
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