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Jun 17
Termina Edição Definitiva de Katte ni Kaizo
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Lancaster |
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Categorias: Gag Manga

Está sendo lançado no Japão, pela editora Shogakukan, o volume final da edição definitiva de Katte ni Kaizo, de Koji Kumeta – e quem acompanha esse blog já está careca de saber a história de como o autor foi sacaneado pela própria editora, tendo essa série – publicada na revista semanal para garotos Shonen Sunday – cancelada enquanto um desenho animado baseado nela estava em pré-produção. O autor se enfureceu, mudou de editora (passou para a revista Shonen Magazine da Kodansha), produziu a obra que lhe trouxe o sucesso – Sayonara Zetsubou Sensei – e por uma dessas vias tortas da vida, fez com que o estúdio de animação que produzia a adaptação desta série resgatasse a série anterior, estimulando a Shogakukan a lançar uma edição de colecionador desse material.
Essa edição derradeira, além de trazer uma história curta e fechada do autor, publicada originalmente em 1988, chamado "Esmague a Especulação Imobiliária" (o que já sinaliza que mesmo naquela época ele não era o seu autor normal da Sunday), traz também um bate-papo entre Kumeta e Mitsuru Adachi, o que não deixa de ser irônico: Em obras como Touch, Adachi pinta a adolescência (e a vida das pessoas comuns) com tons dourados, através de um senso de humor sutil; nada mais antípoda à obra de Kumeta, que manda a sutileza às favas para jogar um balde de lama na vida comum do japonês médio. Mas a própria Shogakukan sabe: terminando esse material, acabou a farra em cima da obra do autor, a menos que eles apelem para suas obras mais antigas e mais cruas, sem tanto apelo. E no fundo, acho que Kumeta está rindo muito com tudo isso.
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Comentários:
O humor das obras de Koji Kumeta mudou ao longo desses anos. Acho "Sayonara Zetsubou Sensei" bem purista (não querendo dizer que seja algo ruim) se comparado a "Yuke!! Nangoku Ice Hockey-bu" e "Katte ni Kaizou", mangás oriundos de uma época em que não existia a hipocresia do politicamente correto, tão presente nos dias atuais.
Alexandre: ele não é purista. Na verdade é um humor mais cerebral se olharmos bem. Eu diria que Kumeta se sofisticou, apenas isso.
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