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Abr 22
A Volta de Psychometrer Eiji
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Clara Coelho |
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Categorias: Young Magazine

E esta é uma notícia com um gostinho saudosista: depois de quase onze anos, Psychometrer Eiji está de volta. A série original, com roteiro de Shin Kibayashi (sob o pseudônimo de Yuma Andou) e desenhos de Asaki Masashi, foi publicada na Shonen Magazine, da editora Kodansha, entre 1996 e 2000. A nova série - uma continuação entitulada apenas Psychometrer - irá estrear na Young Magazine, também da editora Kodansha, de 25 de Abril; esta continuação ainda conta com Kibayashi a cargo do roteiro (agora em dupla com sua irmã, Yuko, sob o pseudônimo único de Agi Tadashi) e Masashi como desenhista.
A história de Psychometrer Eiji gira em torno de Asuma Eiji, um delinquente juvenil com um dom especial – a psicometria. Isso significa que ele é capaz de ver o passado de seres e objetos apenas tocando neles. Eventualmente essa habilidade é descoberta pela policial Ryoko Shima, que o convence a usa-la para ajudar na investigação de um assassinato. Já houve uma adaptação para dorama deste mangá, com duas temporadas de 10 e 12 episódios respectivamente; ela contou com diretores que já trabalharam na adaptação de outras obras de Kibayashi para dorama, como Yukihiko Tsutsumi (que dirigiu duas temporadas de Kindaichi Shounen no Jikenbo) e Ryuichi Inomata (na direção de Tantei Gakuen T).
É difícil dizer quais serão os caminhos tomados por esta continuação. Mesmo o fato de ser considerada seinen (ou seja, voltada para homens adultos), enquanto a série original era um shonen (ou seja, voltada para homens jovens), não pode levar diretamente à conclusão de que haverá maior presença de
violência ou apelo sexual, ou de que as questões já presentes de interesse entre Eiji e Shima, ou entre Eiji e sua irmã-adotiva mais nova, Emi Asuma, serão finalmente desenvolvidas de modo mais profundo (por que até agora, tudo ficou mesmo no nível do subentendido).
Por outro lado, a mudança de pseudônimo sim, é um bom indício de quais possíveis desenvolvimentos serão encontrados em Psychometrer. Afinal, enquanto Yuma Andou produziu o mangá shounen Shibatora, basicamente uma história de detetive aos moldes de Sherlock Holmes, Agi Tadashi foi responsável pelo enredo dos seinen Kami no Shikuzu e Psycho Doctor Kai Kyosuke, que embora contenham elementos de mistério, são caracterizados principalmente por conter uma boa dose de drama psicológico.
Em todo caso, de um autor tão plural que é, em si, pelo menos seis autores diferentes - isso sem mencionar o desenhista que o acompanha há 14 anos (e sim, vou ficar devendo um artigo apenas para falar do trabalho de Masashiro, especialmente em Denshi no Hoshi), é difícil prever o que virá a seguir. A única coisa da qual não há duvidas e com que podemos contar é, com certeza, da qualidade do trabalho.
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