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Chibi-Maruko Chan, Ojamaru e Crossovers na Saikyo Jump

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Lancaster | PERMALINK | 2

Categorias: Saikyo Jump

Chibi Maruko-Chan

Muitos leitores podem não levar a sério, mas o quadrinho infantil é absolutamente essencial para a renovação do público leitor. Você pode não gostar de animes como Beyblade e Os Super Onze (Inazuma Eleven), mas antes de mais nada, eles não são para você, que já superou essa fase. Os leitores de quadrinhos infantis, quando chegarem mais ou menos aos onze anos, partirão para outras publicações, mais adequados a sua faixa etária, como a Ciao no caso das meninas ou a Saikyo JumpShonen Jump no caso dos garotos. E de salto em salto, de revista em revista, eles permanecerão lendo quadrinhos pelo resto da vida.
Foi por conta disso que a editora Shueisha lançou recentemente a revista Saikyo Jump, que além de continuar com a série Dragon Ball SD e outros spin-offs infantis de séries bem-sucedidas na Shonen Jump (como Chopperman, Rock Lee no Seishun Full Power Ninden, Vongola GP Kuru! e Gourmet Gakuen Toriko), sem falar de alguns materiais de franquias famosas de jogos como Digimon e Monster Hunter, continua introduzindo novidades, de acordo com o bom blog espanhol Hablemos de Shonen, para chamar a atenção de uma garotada que gosta dos animes da Jump principal mas divide seus interesses com videogames e outras formas de entretenimento. A primeira, mais interessante para os fãs da Jump principal, é uma história que traz os dois personagens bebês de Beelzebub e Inumaru DashiMackaroofamosos por andar sem fraldas pelos cantos com o birrinho de fora, mas os japoneses não se preocupam com essas frescuras (são só bebês, afinal! Por que a paranóia?). A segunda são duas estreias que vem de outras fontes: a série Ojarumaru, baseado em um bem-sucedido desenho animado exibido na NHK, e uma novela curta baseada no monstruosamente bem-sucedido Chibi Maruko Chan, que começou na revista para meninas Ribon, da mesma Shueisha, e que ganhou duas séries de animação – a primeira de 1990 a 1992, com 142 episódios, e a segunda a partir de 1995, que continua até hoje e já caminha para o marco de 800 episódios; independentemente de suas origens em uma revista feminina, é um desses materiais "para toda a família" e conta inclusive com uma tira diária no jornal Chunichi Shinbun – além de uma continuação chamada Hitorizumou, publicada na revista para leitores adultos Big Comic Spirits, da Shogakukan, aonde acompanhamos uma não mais tão pequena Maruko-Chan em plena adolescência. Enfim, é material de penetração popular monstruosa. Sua presença na Saikyo Jump, assim como a adaptação de Ojarumaru, mostra a importância que a editora dá ao projeto dessa revista, que tem a dura missão de competir com publicações como a Corocoro da Shogakukan, número um do segmento, com suas adaptações de videogame. Vamos ver para onde isso leva.


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Comentários:

Nome: Animaster 21/04/11 07:44
Seria interessante que mangás voltados ao público infantil (dos 7 aos 12 anos, para ser mais preciso) fossem lançados no Brasil, com propaganda na TV, jornais, revistas e internet. Dessa forma, os pais saberiam quais são os mangás voltados para os menores de 12 anos. O mesmo procedimento poderia ser feito wm relação aos animes destinados à essa faixa etária.
Só assim, é que o público brasileiro saberia diferenciar mangás e animes infanto-juvenis daqueles voltados para os adolescente e adultos. É uma sugestão que vale a pena ser posta em prática.

Alexandre: na verdade todo tipo de mangá deveria ter sua estratégia de marketing adequada, para atingir o seu público.
Nome: Kuroi 23/04/11 08:27
Ehr... segundo conta a lenda o anime de Beelzebub quase não saiu pq queriam cobrir o bilau do Beel e o autor não deixava.

Alexandre: acredito. Mas de modo geral hoje em dia os japoneses se preocupam mais com o fator exportação do que antes.

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