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Abr 10

Da Série "Steampunk": Patapata Hikousen no Bouken, de Yuichiro Yano (baseado em Jules Verne)

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Lancaster | PERMALINK | 11

Categorias: Steampunk

O bloco de animação televisiva conhecido como World Masterpiece Theater (Sekai Meisaku Gekijo), produzido pela produtora Nippon Animation (ainda na época em que a companhia atendia pelo nome de Zuiyo Eizo), é uma verdadeira instituição na história da animação japonesa e tem um peso imenso no laço afetivo e cotidiano que envolve o povo japonês e sua cultura da animação. Esse bloco foi exibido de 1969 a 1997 no canal Fuji TV (inicialmente sob o nome de Calpis Comic Theater, até 1974; o bloco só ganharia o nome pelo qual é mais lembrado em 1979, apesar de boa parte de suas séries mais importantes terem sido exibidas antes disso) e teve como característica a adaptação de clássicos da literatura juvenil ocidental em forma de série Secret of Cerulean Sandanimada. Muitos grandes nomes surgiram da produção dessas séries, e muitas delas se tornaram clássicos da animação japonesa – ou ao menos grandes sucessos de seu tempo. Nomes como Hayao Miyazaki e Isao Takahata afiaram suas garras nessas produções, e estiveram por trás de obras importantes como Heidi, Marco e outros materiais que marcaram época. Alguns desses materiais chegaram até nós; já na reta final do bloco, a adaptação de Peter Pan foi exibida na Rede Globo a partir de sua versão americana, nos anos noventa. Mas foi na Europa aonde esse material fez mais estrago, no bom sentido da palavra: sua natureza de adaptação de clássicos representou uma porta aberta para a difusão desse material e, não menos importante, foi um dos itens de perpetuação fundamental de toda uma relação de interesse e identificação japonesa contemporânea com a cultura europeia do século XIX. Porque ela existe e não deixa de ser interessante de certa forma perceber que em certos aspectos, os japoneses se tornaram mais europeus do que os próprios europeus, baseados não no que a Europa é, mas em como ela é percebida por eles.
Parece uma declaração questionável e até generalizadora, mas uma olhada atenta mostra que não é bem assim. É possível perceber essa atração pela Europa em vários aspectos na cultura pop japonesa, que podem ser encontrada na moda japonesa, suas gothic lolitas com roupas de boneca, com bandas que se inspiram em trajes de época (dêem uma olhada NISSO, por exemplo – e vocês Patapata Hikousen no Boukensabem que este não é o único exemplo que pode ser encontrado nesse sentido), e mesmo na arquitetura – com direito a alguns extremos como o misto de cidade e parque temático de Huis Ten Bosch, que reproduz nos mínimos detalhes uma cidade… holandesa. E por mais que possa parecer, isso não chega a ser uma crítica; melhor estar em um lugar assim do que em meio às obras de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Le Corbusier e companhia ilimitada, que eu não sentiria a menor pena em picar até virar poeira.
O ponto é que os desenhos da World Masterpiece Theatre não apenas marcaram época, mas fizeram história. Até hoje são constantemente reprisados. Em listas de popularidade, são constantemente relembrados, mesmo hoje em dia. O bloco retornou em 2007 e já rendeu mais três séries (com uma nova pronta para sair do forno ainda este ano), mas convenhamos que os tempos são outros: não dá mais para adaptar O Pequeno Lorde ou Os Robinsons Suíços e esperar que isso agrade um garoto que tem todo o Harry Potter na estante e está consumindo toda uma leva de material infanto-juvenil moderno e pop. E Patapata Hikousen no Boukenpara que se tenha em mente que essa não é uma questão de ambientação, procure nas livrarias livros como Aviador, de Eoin Colfer, ou Rumo aos Anéis de Saturno, de Philip Reeve. É questão de zeitgeist.
O Estúdio Gainax – ainda encabeçado pela mente criativa de Hideaki Anno, ao lado de seu fiel escudeiro Yoshiyuki Sadamoto – entendeu isso e em 1991, de posse de um projeto inacabado do próprio Hayao Miyazaki para uma adaptação televisiva de 20.000 Léguas Submarinas, de Jules Verne, produziu a série Nadia: The Secret of Blue Water, um dos favoritos de todos os tempos deste que vos escreve, um marco do steampunk na animação japonesa e um misto de ponto final e elegia a todo esse período dourado de adaptações clássicas. Fatalmente falaremos desse matérial nesta série de artigos, então não me detalharei muito sobre ele, mas não foi à toa que o World Masterpiece Theatre fecharia suas portas apenas alguns anos depois do Nadia da Gainax ter feito sucesso na televisão japonesa. Em tom de fim de infância, Anno e Sadamoto declararam o Secret of Cerulean Sandfim de uma era – e abririam as portas de outra em seu trabalho seguinte para a televisão, Neon Genesis Evangelion. Mas este é outro assunto e dele já falamos AQUI.
O ponto é que uma vez que a era das grandes adaptações acabou, só restaria a nostalgia dessas produções – voltada a aquilo que chamo de "crianças de trinta anos", ou seja, adultos que continuam consumindo material infantil, com o mesmo teor que estes materiais costumavam ter quando estes eram crianças – e que não corresponde ao que se faz no material infantil de hoje. Isso não chega a ser um juízo de valor; há material interessante com esse perfil. Só que ele só vai atrair a atenção de um público mais jovem na cabeça de quem produz, acreditando piamente que tudo o que material do tipo precisa para agradar a um garoto é uma espanada e uma nova roupagem.
Patapata Hikousen no Bouken, animação do estúdio Telecom Animation Film exibida em 2002 no canal por assinatura japonês WOWOW, é um típico produto que reflete esse desencontro. Ela reproduz passo a passo a velha fórmula dos animes da World Masterpiece Theatre, em especial os assinados por Hayao Miyazaki, sem errar. É adaptação livre de literatura juvenil clássica – no caso, A série é adaptada de dois livros de Jules Verne: Em Frente a Bandeira (Face Au Drapeau) e A Espantosa Aventura da Missão Barsac (L'etonnante Aventure de la Mission Barsac). Tem méritos. Tem qualidade, apesar dos desníveis de sua animação. Tem um bom roteiro.

Patapata Hikousen no Bouken

Em suma, dá prazer em assistir, mas é duvidoso que atinja em cheio um garoto nos dias de hoje.
O fato de ser uma adaptação não tão fiel assim não é problema – de modo geral, as adaptações da Theatre não eram; e em defesa da Nippon Animation, basta lembrar que a parte mais emocionante do desenho animado de Peter Pan não foi a parte canônica, e sim a "saga do espelho negro" – que ocupou a segunda metade da animação e que mesmo não tendo nada a ver com o livro original de Barrie, foi uma aventura emocionante que marcou a lembrança de quem a assistiu. O grande mérito dessas adaptações sempre foi menos a história original do que o grande talento daqueles que as adaptavam – ou Jules Vernemelhor dizendo, dos que a recriavam.
E quanto à Patapata em si? Bem, a história é ambientada na Inglaterra do final do século XIX. A menina Jane Buxton, na infância, vive em um lar aristocrático aparentemente feliz, mas em verdade conturbado pela rivalidade entre os irmãos mais velhos George e William, que só não explode por causa da estima que ambos nutrem por ela. Quando o patriarca da família escolhe seu herdeiro, no entanto, tudo desmorona: William vai embora sem dar mais notícias. George parte numa expedição para o oriente médio e de repente os Buxton recebem uma carta do governo declarando que o rapaz foi executado por traição. O que resta da família cai em desgraça por conta de um crime associado ao seu patriarca (cometido na verdade por misteriosos piratas aéreos que aparentemente têm uma grande ligação com o passado dos Buxton), acaba falindo e, no começo da adolescência, a agora jovem Jane, que se tornou uma inventora auto-didata a partir do estudo dos livros de George, recebe uma mensagem do oriente médio com uma substância azul flutuante no envelope. Sem saber direito o que está acontecendo, mas com a certeza de que seu irmão está vivo, ela parte – ao lado do mordomo da família – em uma longa jornada que envolverá encouraçados gigantes que navegam nas areias do deserto, saqueadores que pilotam estranhos carros, máquinas voadoras e, claro, um grande segredo por trás disso tudo a ser revelado.

Patapata Hikousen no Bouken

É interessante observar que a história original de Verne foi de modo geral moída – e nem estamos ligando para isso. Jane Buxton não era a menina inventora doce, mas forte e assertiva que nos é apresentada na animação. Há uma substância flutuante misteriosa (uma areia azul que serve para batizar o nome internacional da produção, Secret of Cerulean Sand – e que acaba traçando um inevitável paralelo ao Secret of Blue Water da Gainax), bem próxima à Cavourita de H. G. Wells (do livro Os Primeiros Homens na Lua). As máquinas misteriosas de "Barsac" estão lá, mas são menos os proto-helicópteros gerados pela mente inventiva de Verne e mais naves flutuantes – não é preciso ir muito longe para entender o que as propele, na verdade.
Secret of Cerulean SandPor outro lado, a história se passa claramente em um universo alternativo – mesmo calcado em uma época real – e nos damos conta disso quando observamos o exército colonial inglês no oriente médio. Eles cruzam o deserto com gigantescos encouraçados prontos para navegar pela areia e enfrentam saqueadores que se valem de carros especiais para atacar aldeias. Como bom steampunk assumido que Patapata é, temos um bom acervo de máquinas especiais para a alegria dos fãs do gênero. Ninguém vai se sentir decepcionado nesse sentido.
Outro bônus precioso para a história é sua excelente construção de personagens – talvez até um pouco demais, na verdade: o verdadeiro capítulo 1 da série é o capítulo 2; o primeiro capítulo é o momento Ivory e Merchant da série e nele somos praticamente despojados de aspectos tecnológicos ao sermos colocados dentro da história dos Buxton. Somos apresentados à infância dos dois irmãos mais velhos de Jane – que, como descobriremos mais tarde, serão, cada um a seu próprio modo, pivôs de uma tragédia familiar que será concluída com máquinas gigantescas no meio de tudo. A raiz da catástrofe estava sendo plantada dentro de casa, e não há apenas um culpado nessa história. Mas embora esse primeiro capítulo adicione profundidade aos personagens, talvez ele tenha sido desnecessário – tudo que era necessário inferir sobre eles nos é reapresentado no segundo, quando a história começa.

Steampunk

Vale a pena dedicar algumas palavras à Jane Buxton dessa versão. O conceito novecentista do Edisonade (o garoto inventor e aventureiro, presente tanto no Secret of Blue Water quanto no Steamboy de Katsuhiro Otomo), encontra uma variante interessante nessa reinvenção da personagem. Como dito antes, ela é reminescente de personagens miyazakianas como Nausicäa (do longa homônimo) e Fio (de Porco Rosso) – e embora o maior desejo de sua família fosse o de vê-la se tornar uma pequena dama, ela acaba se tornando uma jovem inventora praticamente contra a vontade de todos. O que acontece a partir daqui é um tanto episódico a princípio, e é fácil lembrar-se das velhas animações que eram exibidas nas manhãs do SBT nos anos oitenta; ela Patapata Hikousen no Boukenencontra pessoas, conquista o respeito e amizade delas, acaba seguindo viagem e acaba encontrando seu objetivo – e aqueles a quem ela procura, amarrando assim as pontas soltas da trama.
De quebra, temos uma grande arma diabólica a ser destruída no final da história. Isso é herdado de Em Frente à Bandeira e se tornou um clichê clássico do gênero. Houve um mash-up das duas obras de Verne, seguido de sua recriação total, mas não podemos dizer que o resultado não funciona. É um material que só peca pela irregularidade da animação (já no terceiro capítulo podemos sentir que o orçamento do material é tão apertado quanto um tubo usado de pasta de dente), mas no fim das contas isso acaba jogando a seu favor: o visual soa simples e datado, mas ajuda a reforçar o aspecto nostálgico da série.
No final essa é a força e a fraqueza de Patapata Hikousen no Bouken; na prática ele é, em espírito, um filhote dos velhos animes da World Masterpiece Theatre, mas um filhote temporão. A série ao menos conseguiu ser exibida em diferentes países da Europa, mas a verdade é que ele deve apelar mais aos pais dos garotos de hoje do que a estes garotos em si; estes, doa a quem doer, vão preferir assistir a um Yu-Gi-Oh! ou Beyblade da vida.
Talvez seja a hora de reinventar de forma eficiente a linguagem desse tipo de adaptação, afinal de contas. Se foi possível fazer isso com um Sherlock Holmes nos cinemas, por que não fazê-lo com os animes?


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Comentários:

Nome: Panina Manina 10/04/11 09:19
Ainda nem li o que você escreveu, mas eu adoro esse anime!
Gostei muito.
Interessante e sim, com algo de inocente naquela ação. Série bem gostosa de assistir.

Pena é a qualidade da imagem disponível por aí.

Alexandre: eu gosto muito desse anime, mas talvez seja esse o problema – um anime infantil que até onde vi se acerta melhor com espectadores mais velhos. O que não o diminui, mas o faz menos visto do que poderia.
Nome: Pedro Bouça 10/04/11 11:45
Putz, botaram um "elemento mágico" em uma história do Verne? Ele ODIAVA esse tipo de recurso! Caiu de pau na livro da Lua do Wells precisamente por conta da cavorita...

Alexandre: fizeram isso no Nadia também, se bem que Nadia não era uma adaptação do 20.000 Léguas Submarinas, era uma história própria que se valia de personagens criados por Verne, o que é diferente. Mas Nadia é fruto de um projeto de adaptação jamais feito por Miyazaki desse livro, e como esses elementos de Nadia também aparecem em Laputa, que também surgiu desse projeto jamais feito para a Nippon, só podemos assumir que Miyazaki teria feito isso na sua adaptação.
Nome: Warty 11/04/11 12:15
E por mais que possa parecer, isso não chega a ser uma crítica; melhor estar em um lugar assim do que em meio às obras de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Le Corbusier e companhia ilimitada, que eu não sentiria a menor pena em picar até virar poeira.

"é japonês, é melhor".

Esperava mais de você.

Alexandre: não, não é "É japonês, é melhor." Não sou esse tipo de idiota de mente submissa e me sinto insultado em que pensem isso de mim. Sempre fui o maior crítico dessa visão.

Mas também não vou defender algo daninho por ser nacional. E a arquitetura desses homens é um acinte a idéia de uma sociedade integrada em seu mundo.

Le Corbusier (que não é brasileiro, mas é a matriz ideológica da arquitetura de Costa e Niemeyer) declarava a intenção do fim da rua – para ele, a rua pertence ao tráfego. "Cafés e pontos de recreação deixarão de ser os fungos que sugam a pavimentação de Paris" – ele disse; sintetizaria essa intenção em uma declaração sua feita em 1929: "Precisamos matar a rua!"

Brasília é a concretização dessa visão. Pode notar que a arquitetura de lá é feita como uma espécie de experimento social em forma de arquitetura: cada conjunto de pessoas tem seu canto específico. É um experimento altamente propício a ditaduras; todos são planejados para que os diferentes grupos não se cruzem. Basicamente a arquitetura de Niemeyer nega o humano; ele o isola em áreas e assim evita seu contato.

Mas a Rua é fundamental! A Rua é a bagunça, mas é o caos criativo – nela as pessoas se cruzam, se encontram, trocam ideias. Os grandes movimentos culturais e sociais nasceram na rua, em mesas de bar, com pessoas trocando idéias que se difundirão na multidão. Brasília na verdade estimula o conceito de segregação social porque sua arquitetura segrega grupos, os qualifica e quantifica.

E se o meio influencia o homem, posso dizer claramente: Brasília é o habitat perfeito para uma ditadura. Porque lá é um local afastado aonde sua própria estrutura interna isola quem quer ficar isolado de demais grupos. Isso estimula um senso de poder gerado por impunidade – quem pode te cobrar não está lá. Brasília é o convite ao "e daí?" – e digo mais: se a capital fosse uma capital de verdade, acessível em estrutura e natureza às pessoas, talvez não tivéssemos uma ditadura de vinte e um anos em nossa história. Se o meio interfere no homem, repito, o regime militar encontrou um teto maravilhoso para procriar em Brasília. Ela transmite segurança a quem se acha intocável.

(e na verdade, acho uma das coisas mais simbólicas do mundo o fato do edifício dos três poderes remeter a uma balança em que um dos pratos é invertido. É uma declaração visual de que justiça é o cacete, só um dos lados tem o prato voltado para cima e provavelmente não é você ).

A arquitetura construtivista orgânica dessa gangue na verdade é um convite ao conceito de "ordem social imposta". Não acho que foi a toa que Lúcio Costa pediu intervenção dos militares para a demolição do Palácio Monroe, que sempre foi um símbolo democrático do Rio de Janeiro, em nome de sua cruzada contra o estilo eclético – com apoio de O Globo, inclusive. Tanto que sou a favor de escolhermos alguma obra importante do Lúcio Costa no Rio e picá-la para reconstruir o Monroe em cima, na boa. Podem conferir isso no google, eu espero

E depois de tudo isso que venho falando há anos, vem me acusar de provincianismo estúpido? Eu digo mais, acho que é do Brasil que temos que ter uma resposta a essa arquitetura da segregação social – precisamos de uma geração de arquitetos que cuspa em Niemeyer e Lúcio Costa. Que rompa. Que queira ver o que eles fizeram no chão. Que busquem uma "arquitetura da humanidade", feita para pessoas, não para andróides. Que pense no bem-estar e conforto dos que neles moram (o Niemeyer fez dos Cieps algo impraticável ao transformar salas de aula em verdadeiras baias, aonde o barulho da sala ao lado impede que o professor da outra sala dê aula, e de quebra se recusou por anos a alterar o projeto porque ele deixava as salas de aula abafadas, sem boa circulação de ar, só por causa do ego dele. Ou de um museu como o de Niterói aonde os artistas tem que se adaptar a arquitetura interna do lugar, tornando niemeyer praticamente um co-autor; os artistas acabam perdendo espaço). Que valorize o ambiente ao redor – sim, o verde, ao invés de transformar tudo em um disco voador cercado em um estacionamento de concreto de todos os lados.

E sim, prefiro uma cópia de uma cidade com tulipas e janelas de madeira, por mais que algum teórico da comunicação venha me falar de kitsch, do que um monte de concreto com uma coisa branca feita por quem nem mais pisa no lugar aonde vai construir algo. Pelo menos em padrão de vida, que é o que interessa, a cidade-fake é melhor.

Agora, se você acha que isso é se deslumbrar por tudo o que vem de fora, vá em frente, acredite no que quiser. Mas não vou defender esses sujeitos só por provincianismo. Porque muita gente só puxa o saco desses caras por ser "reconhecidos internacionalmente", então são bons.

E isso é tão provinciano e ridículo quanto dizer que só por ser japonês, ou americano, ou o que for, é melhor. Talvez seja até pior.
Nome: Panina Manina 11/04/11 03:53
Uma coisa é você admirar uma obra do Niemeyer por fotos, a distância. Outra é ver ao vivo.

Como escultura, tem seu valor, mas como arquitetura? Um horror. Os espaços são muito mal aproveitados, com toda a humildade da minha opinião, sério mesmo.

Até desafio alguém a ir no Rio de Janeiro e ir ver a Cidade da Música.
Por fora e por dentro.
Desafio a ver aquilo e não concordar que é um crime arquitetônico e um atentado a Música e ao dinheiro público.
Nome: Panina Manina 11/04/11 04:04
Poxa, eu tenho essa mania de falar antes de ler o que foi escrito... agora li o que escreveu. Se eu já sentia isso, não conseguir expressar tão bem quanto você fez.

Vou pedir licença para pegar esse "texto" emprestado e ver a opinião das pessoas.

Alexandre: À vontade.
Nome: Pedro Bouça 11/04/11 07:44
Bem, Miyazaki adicionou elementos "mágicos" até no Laputa, baseado em Jonathan Swift, onde isso ia contra o conceito básico, então deve ser mania dele mesmo...
Nome: Júlio Nunes da Silva Filho 11/04/11 11:16
Prezado Lancaster:
Como sempre, mostras mais uma vez, a demonstração de seu excelente bom gosto; sabes como posso conseguir Patapata Hikousen no Bouken com legendas em português?

Alexandre: não.

Aproveitando o mote, recebeu meu e-mail?

Alexandre: recebi, mas estou resolvendo um monte de coisas... :\

Sobre o seu comentário sobre Oscar Niemeyer para o Warty, assino embaixo, embora o pessoal do brutalismo paulista seja muito pior que nosso "arquiteto-mor"

Alexandre: E você acha que Brutalismo é algo que só tem por aí? O Brutalismo faz juz ao nome...

Atenciosamente
Júlio Nunes da Silva Filho
Nome: Animaster 12/04/11 10:43
Bem que poderiam colocar algum artigo sobre o Debate Público da Classificação Indicativa, que é de interesse de todos, já que isso afeta a classificação etária dos animes, mangás, games, DVDs, programas da TV aberta e paga, livros, revistas, quadrinhos de outros gêneros, animações de qualquer nacionalidade, filmes, propagandas, etc. É uma forma de mostrar que os fãs de animes e mangás são contra a censura e a favor de uma classificação etária mais razoável, sem as restrições que fazem com que animes como Inuyasha (classificação:12 anos) só possam ser exibidos na íntegra depois das 8 da noite, por exemplo. Além de discutir os critérios para a classificação etária, nesse debate podemos discutir a questão do horário, que poderia ser mudado para que muitos animes possam ser exibidos antes das 8 da noite, por exemplo. Leia mais no blog abaixo:
http://www.papodebudega.com/2011/04/ainda-da-tempo-debate-publico-da.html
Esta é uma oportunidade para mudarmos a situação dos animes no Brasil, entre outras coisas.
Nome: Rodrigo Candido 13/04/11 02:46
Discrepâncias a parte, fiquei curioso por esse anime. Afinal, versões diferentes e distorcidas de histórias clássicas não são necessariamente pra agradar o autor da obra :) Quem não gostar, continue com seus originais embaixo do braço e bola pra frente !
Nome: Jet Fidelis 16/04/11 04:53
Gostei muito do que vi. Pelo pouco que conheço das obras da Nippon Animation (o que passou no Brasil + pesquisa do Youtube), pelo que li e vi desse anime que você comentou, achei o clima mais para Nadia, do que para "Theater".

Alexandre: essa impressão é por causa do plot. Mas basta você ver os primeiros episódios e vai mudar de opinião.

Nadia foi outro caso: ele partiu do que poderia ter sido um material da Nippon originalmente mas no fim das contas, como eu disse, é como um ponto final para esse tipo de material.


Aliás, preciso ver o restante de Nadia, um dos meus maiores pacados é ter visto só metade dos episódios da série.

Alexandre: Nadia merece uma matéria mais especial da minha parte. Mas isso significa que você não viu a assustadora fase filler que quase pôs toda a série a perder...
Nome: Júlio Nunes da Silva Filho 20/04/11 10:02
Lancaster, para a série Steampunk você pretende fazer uma analise de Kishin Heidan, dirigido por Takaaki Ishiyama, com design de Masayuki Goto?

Alexandre: dificilmente. Kishin Corps é abertamente dieselpunk. Se eu falar dele, vou acabar tendo falar de outras coisas, como o (excelente) OAV de Robô Gigante. Eu já ando com tempo apertado...

Atenciosamente
Júlio Nunes da Silva Filho

P.S.: gostou das sugestões do meu e-mail?

Alexandre: não é bem por aí que nós vamos a princípio...

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