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Abr 03
Mulheres são de Vênus...
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Clara Coelho |
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5
Categorias: Young Gangan
Foi anunciado na Young Gangan que o mangá Arakawa Under the Bridge, de Hikaru Nakamura, vai receber uma adaptação para dorama e uma adaptação para filme Live-Action. Arakawa é um seinen (mangá voltado para o público masculino adulto) de comédia romântica, que vem sendo serializado na própria Young Gangan - revista publicada pela Square Enix - desde 2005.
A história em Arakawa gira em torno do personagem Kou Ichinomiya, um jovem rico e bem sucedido que vive segundo um código de jamais ficar em débito com alguém. Isto até o dia em que uma jovem o salva de um afogamento; a partir de então, ele aceita namorar e viver com ela, como forma de retribuição. O problema é que a tal garota, Nino, vive embaixo da ponte e acredita ser uma extraterrestre (mais precisamente, uma venusiana).
Bem, está aí um exemplo de mangá que deu certo. Arakawa já está em seu 11º volume encadernado, e recebeu duas temporadas de anime ainda no ano passado: Arakawa Under the Bridge e Arakawa Under the Bridge x Bridge, ambas com 13 episódios; uma marca considerável. Além disso, é raro ver obras sendo adaptadas para tantos meios diferentes em tão pouco tempo, exceto por aquelas poucas que se tornam hits mesmo a nível internacional. Mas por que, eu me pergunto, Arakawa (que, vamos concordar, não segue nenhum dos padrões estabelecidos para séries shounen/seinen de sucesso. Na verdade, não segue padrão nenhum) ganhou a simpatia dos leitores? E a resposta que encontrei, quando eu mesma li a obra de Nakamura, foi que (muito embora ele não tenha um traço genial, e o humor seja algumas vezes bastante ingênuo) ele é realmente habilidoso em lidar com questões delicadas de maneira leve.
Tomemos o próprio mote do mangá, por exemplo: nunca dever nada a ninguém. Este tipo de pensamento parece ser algo sintomático na sociedade atual; confiar nos outros, depender dos outros, torna-se cada vez mais difícil e indesejável, sendo até mesmo considerado um sinal de fraqueza ou incompetência. E Nakamura trata dessa questão abordando-a de maneira cômica, exagerando a representação desta ideologia até o extremo da insanidade (o que tira um pouco do peso de ser um "tema sério").
E agora, o que esperar das versões em dorama e filme? Bem, há um lado positivo e um lado negativo que precisam ser ressaltados. Vamos começar pelo negativo: sendo duas adaptações que (muito provavelmente) serão finalizadas antes da própria obra original, não podemos contar lá com muita fidelidade no enredo. Modificações terão de ser feitas, isso é um fato; e o filme em
Live-Action é aquele que sofrerá mais rearranjos, cortes e emendas, pela questão prática de ter de concentrar uma obra razoavelmente extensa em apenas duas horas de filme, talvez menos.
Também há a possibilidade de que o final do dorama e do filme seja deixado em aberto, de modo a não entrar em conflito com o final que eventualmente será criado para o mangá. Particularmente, acho mais adequado criar um final alternativo; quem lê o mangá não se sentirá ofendido por isso - pelo menos, não no caso de Arakawa, que não é um mangá que criou "legiões de fãs fiéis" - e aqueles que assistirem apenas ao dorama ou ao filme não ficarão com aquela impressão de "mas é só isso?" (para não dizer coisa pior).
Agora, o lado positivo, e que talvez acalme um pouco aqueles que não apreciam a adaptação de mangás para versões com atores reais: Arakawa é um dos exemplos em que este tipo de transição tem poucas chances de dar errado. Vejam bem, apesar de ter uma boa dose de absurdo, ela quase não trabalha com o irreal, com a fantasia - talvez a única exceção seja o caso de Hoshi, personagem cuja cabeça aparece sob a forma de uma estrela. Então, em tese, todas as cenas desenhadas por Nakamura podem ser recriadas sem cair no ridículo. Por outro lado, cair no ridículo de fato não seria o fim do mundo - afinal, boa parte da graça de Arakawa reside justamente no ridículo (das situações e da forma de agir e pensar das personagens).
Assim, contando com uma produção que esteja sensibilizada para a obra de Nakamura, capaz de caminhar nesta linha entre o nonsense e o reflexivo que o mangaká traçou, eu apostaria na chegada de um bom dorama e um bom filme em breve.
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Comentários:
btw, boa série.
Essa falta de "padrão" deixou a série bem divertida.
Eu ainda não li o mangá, mas no anime tem aquela divisão de episódios por tema, sendo que na primeira temporada tem um total de 107 epp dentro dos 13 epp.
Acho que por mais que fale de coisas sérias, não é nada muito profundo, mas é algo legal para se divertir sem se perder na obra.
Sobre o live-action... ah sei lá XD [brincadeira =X]
Live-action faz parte da cultura deles então é algo mais particular. Para nós, (pelo menos para min =X)é as vezes estranho ver um live-action e os elementos que o compõe, e me interessar completamente por tudo mesmo sendo fã de animes.
Acaba sendo uma coisa que tem resultado para eles mesmo não agrando os fãs por todo mundo, fico curioso para saber como vai ser o live de uma série tão estranha =X aqueles ends com pessoas vestida como os personagens já me dão muito medo o.o
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