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Abr 01
PCP: The Perfect Crime Party, de Ashirogi Muto
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Lancaster |
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14
Categorias: Artigos e Reviews

Eu cresci lendo os livrinhos juvenis da Editora Ática (que hoje foi incorporada pela Scipione). Eles foram muito importantes para me despertar o gosto pela leitura e de certa forma, ainda tenho uma certa reverência por eles. É verdade que eu passei cedo para o lado da literatura séria ainda na primeira metade da adolescência, mas isso se deve tanto as coletâneas de contos e crônicas de uma coleção como Para Gostar de Ler quanto pelos livros juvenis da Coleção Vagalume. Até hoje eu tenho essa sensação, de que o universo da literatura juvenil brasileira era um universo mais vivo e audaz do que o universo adulto e respeitável da nossa literatura contemporânea. Por mais que eu leia e respeite a qualidade de um Rubem Fonseca, por exemplo, acabo sempre retornando a um
autor como Marcos Rey e sua trinca de detetives adolescentes Ângela, Gino e Leo (O Mistério do Cinco Estrelas, Um Cadáver Ouve Rádio [meu favorito] e o mais fraco deles mas ainda assim muito bom, O Rapto do Garoto de Ouro), com um prazer que vai além de simples nostalgia, até hoje – e não custa dizer, esses livros juvenis, em diferentes gêneros, me abriram desde cedo a mente para a idéia de que jovens que nasceram no Brasil e tem nomes como João e Maria podem viver aventuras com elementos fantásticos sem ser ridículo. Procurem um livro chamado Spharion, de Lúcia Machado de Almeida, e imaginem isso desenhado por um Takeshi Obata, por exemplo.
No Japão esses caminhos traçados pela literatura juvenil já foram bem incorporados pelo quadrinho japonês desde os tempos do onça. Se pensarmos bem, quadrinhos de garotos detetives como Kindaichi e Detetive Conan; dramas de esportes como Touch (não custa dizer que existem vários livros juvenis abordando o universo dos esportes e que Ikki Kajiwara escrevia contos sobre esporte em uma revista para garotos quando foi descoberto por um editor), até mesmo dramas cotidianos, tudo isso encontra contrapartes em livros para leitores jovens que podem ser vistos por aqui.
E talvez o maior atrativo deles seja que não há essa presunção de infantilização do leitor, mesmo nos mais infantis conceitos. Eu citei Um Cadáver Ouve Rádio:
é uma história urbana que mesmo protagonizada por um trio de detetives adolescentes, conta com um senso vago de barra pesada; a vítima do assassinato que abre o livro é morta com uma peixeirada nas costas, da mesma forma que costuma acontecer nos noticiários policiais. Mas mesmo em materiais voltados a um público mais jovem ainda – e por isso, com um tom um pouco mais fantasioso e menos violento – podemos encontrar esse senso de familiaridade, e de que o autor não está lá para passar sermões ou apresentar seus personagens como "jovens exemplares". Em um livro como O Gênio do Crime, metade da graça é ver os protagonistas esculhambando uns com os outros ("O Gordo não tem umbigo!" "É mesmo, a gordura fechou em volta"); hoje em dia, em outras mídias, transformariam brincadeiras como essa em algum tipo de manifesto pentelho contra o bullying, com moral da história, para tranquilizar os pais sobre aquilo que seus filhos lêem.
Graças a Deus o Japão não chegou a esse ponto e ainda podemos encontrar histórias em quadrinhos como Detetive Conan (que convenhamos: é o que seriam os quadrinhos do Mickey sem censura) ou o título que nos interessa aqui: PCP – The Perfect Crime Party, de Ashirogi Muto, publicado na grade da revista semanal para garotos Shonen Jump, da Shueisha.
Os Perpetradores do Crime
O conceito é bem simples e poderia ter saído de qualquer um desses livros juvenis: em uma escola primária japonesa qualquer, o garoto Makoto Domoto tem como hobby fazer crimes perfeitos – que na verdade, não passam de trotes inofensivos, mas imensamente elaborados. Ele acaba cooptando o colega Minoru Tokunaga para ser seu parceiro de golpes, formando assim o seu "Partido do Clube Perfeito" – e reparem que "partido" aqui tem uma conotação quase terrorista. Rapidamente eles encontram o membro final da gangue: Mai Annojo, uma menina que como pede o clichê das trincas de garotos detetives, é a garota inteligente, calculista e atenta a detalhes.
O que subverte tudo é que eles não são os detetives. PCP, na verdade, tem a estrutura de um filme de assalto. Eles essencialmente planejam todos os detalhes de forma minuciosa na frente do leitor, e é claro que na hora h, todos os imprevistos possíveis acontecem de uma tacada só. O humor nasce daí e revela o outro e mais desconcertante trunfo do roteiro: PCP é uma história inacreditavelmente... realista.
Explicando melhor: apesar da sorte incrível dos protagonistas e de sua imensa capacidade de não serem pegos, não há exatamente fantasia no que eles fazem,
nem concessões amigáveis à plausibilidade; a sensação é que a câmera simplesmente acompanha os personagens caminhando no mundo real e fazendo trotes que por mais complicados que pareçam, poderiam ser feitos por um garoto que não estivesse nem aí para regras. Ninguém chega ao extremo de um personagem como Parker Lewis (do seriado homônimo dos anos noventa), que parece ter um bunker tecnológico para enganar a diretora tirânica. Eventualmente eles encontram um rival, um garoto chamado Akechi, que tem perfil de garoto detetive e quer pegá-los, mas mesmo a rivalidade deles parece mais amigável do que seria de se esperar; afinal de contas, os trotes planejados por Makoto, Minoru e Mai são desconcertantes, mas não fazem mal a ninguém.
O Livro Criminoso para Garotos
Apesar de suas posições na Jump, talkbacks resmungões do autor já deixaram claro que há pouca possibilidade do material virar animação justamente pelo fato de que os trotes e armadilhas dos garotos são imitáveis, e que volta e meia
alguns pais reclamam do exemplo que sua série dá. Bem, uma coisa é escrever séries para os pais se sentirem tranquilos ao deixarem os filhos ler, sem se importar com o conteúdo; outra é escrever séries para os próprios garotos ao qual se dirige. Se alguém mostra um roteiro com personagens que cometem atos transgressores e ouve algo como "é esse o exemplo que você daria a seu filho?", eu diria simplesmente: "ora, cumpra sua função de pai e mostre que isso pode ser divertido mas é fantasia, e que na vida real você pode não ter tanta sorte", ao invés de esperar que a televisão, os quadrinhos ou os livros cumpram o seu papel de pai só porque você não tem paciência, por estar cansado do trabalho. Exigir certa responsabilidade social da mídia é uma coisa, entregar o papel de pai à mídia de entretenimento é outra bem diferente.
Por outro lado essa atual tendência de "material inofensivo" tem sido emburrecedora. Uma série como a citada – e genial – Parker Lewis jamais seria exibida na televisão americana de hoje (talvez seria com o perfil da temporada final da série, onde conseguiram finalmente castrar o roteiro e retirar tudo o que ele tinha de inteligente e transgressor; não admira que ela tenha sido cancelada depois disso). O padrão de hoje é a Disneychannelização da cultura pop juvenil – material feito para ser limpo, inofensivo e asséptico. Personagens
adolescentes tem que ser modelos de comportamento, sem ter o direito de ser simplesmente adolescentes. Crianças na faixa dos onze, idem. Justamente em uma das idades mais divertidas da infância, quando você tem mais mobilidade e autonomia do que antes, mas ainda tem direito de agir como um garoto.
Eu tenho que citar o Conn Iggulden, que escreveu um material precioso: o Livro Perigoso para Garotos (e sim, tenho a minha cópia guardada aqui para quando eu tiver filhos um dia). Ele se saiu com essa: “Eu sou pai e acredito que muitos de nós nos tornamos cientes de que a cultura super-protetora não está trazendo nenhum benefício aos nossos filhos. Os garotos precisam aprender sobre o risco. Para aprender eles precisam cair às vezes, ou – e isto é importante – acabarão enfrentando riscos piores por conta própria. Se por medo nós evitarmos que eles brinquem nos brinquedos mais desafiadores dos parques de diversão ou se cancelarmos as suas viagens turísticas da escola, nós não estaremos criando garotos seguros, mas sim
aquele tipo que acaba passeando sobre a linha do trem.”
Eu aproveito o gancho e estenderia isso à catarse.
Os pais tem medo de deixarem os filhos serem influenciados pelo que lêem, mas isso só acontece quando os pais são omissos. Tive a sorte de ter pais presentes. E eu li um livro duro sobre a guerra como Nada de Novo no Front aos onze anos de idade e não fiquei traumatizado por causa disso. Saber o que o filho lê e conversar com ele ao invés de afundar na frente da televisão é sempre uma boa pedida. Crianças não são burras – a produção voltada a elas não deveria ser pautada pelo medo. E em muitos aspectos, fico mais tranquilo ao saber que um garoto está lendo uma história sobre garotos engenhosos do que consumir "uma galerinha do barulho vivendo altos agitos" feita pra ser modelo de comportamento... ou, melhor traduzindo: melhor saber que ele sabe separar entretenimento de realidade do que escolher um material produzido deliberadamente para lobotomizá-lo.
Enquanto houver no mundo real uma história como PCP para se ler, eu me sinto tranquilo. Mas, infelizmente, essa é apenas uma brincadeira de Primeiro de Abril. PCP não existe: é apenas uma das meta-séries ficcionais que aparecem na série Bakuman, de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata. Quem lê Bakuman sacou de cara. A sobrecapa na verdade é um pequeno brinde que veio no Character Book do mangá, no verso da contracapa de verdade. E que ficou muito legal, diga-se de passagem.
De resto, só resta imaginar o que essa série poderia ter sido.
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Comentários:
Você expressou simplesmente tudo que eu penso sobre o entretenimento infanto-juvenil que vejo hoje!
Alias, meu livro favorito da série vaga-lume - que foi o primeiro que eu li, com 8 anos - é O Caso da Borboleta Atíria.
Alexandre: Da Lúcia Machado de Almeida, estou certo? Ela era muito boa, mas meu favorito da Vagalume sempre vai ser o Marcos Rey.
Existem um senso-comum que eu acho que é bom, tem coisas que não são para idade X ou Y (sou meio conservador aí
Você falou aí da pré-adolescência, eu acho que tem se perdido de dois lados, primeiro, uma "censura" inútil e super protetora (é preconceito contra tudo hoje em dia...teve até o caso do Monteiro...melhor nem comentar), e por outro lado uma desvirtualização de valores absurda...nem preciso citar exemplos...acho.
De toda a forma, eu acho que os livros juvenis e tal tem que ser mais críticos, cínicos, e menos senso comum.
Eu gosto de senso comum....algumas horas...outras não. Mas tentar fazer tudo se encaixar nesse "pente" que nossa sociedade tenta passar, acaba criando um monte de coisas iguais, que não fazem a gente pensar, ou rir, ou criticar, de uma forma mais....cínica...não melhor, simplesmente de outra forma.
Tem tanto livro legal e que é "livre", tem tantos outros que é legal que hoje acham um absurdo por coisas minúsculas.
Eu não quero nem só de um nem só de outro, quero dos dois, e acho que precisariamos pensar melhor (como sociedade) o que realmente estamos fazendo certo nessa proteção.
O que estamos deixando passar e não deveríamos, e vice-versa.
Quer sentença de morte mais clara?
Alexandre: sim, e pode reparar: na última temporada, a série mudou de nome – deixou de ser Parker Lewis Can't Lose e se tornou só Parker Lewis. E se tornou uma porcaria, mesmo. Não tem outra palavra.
Se eu não lê-se bakuman cairia fácil nessa, e se não fosse o preço de Ledd(porra, 180 reais a cada três meses não ia ter otaku pra comprar xD) também tinha caido mole mole...
Uma leitura edificante, mesmo que baseada numa mentira!
Você encarnou o espírito do Partido do Crime Perfeito (adoro o fato da tradução literal para o Português não afetar a sigla) neste trote de 1º de Abril!
Sensacional!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Vocês não me pegam mais.E a capa imprimida ficou ótima.
Embora chocado, ele conseguiu ver na dita-cuja o lado horroroso da vida e o quanto se devia valorizá-la.
Da constatação de uma pessoa que tinha tudo pra ser simplória e preconceituosa diante dum material tão "radical", tirou-se o segredo do sucesso até hoje da animação japonesa. ELA NÃO COBRE O SOL COM A PENEIRA, NEM TEM PAPAS NA LÍNGUA.
Criança é um ser transgresssor na sua descoberta de mundo. Quer a mamãe, mas não quer beijinho nem abraço nem colinho. Tampouco, quer passar nos desenhos animados e gibis o que já passa em casa e na escola, mesmo que a experiência além implique atirá-la às feras (nem que seja de forma implícita — da qual a famosa e seminal morte da mãe de Bambi é o exemplo clássico).
Não concordo quando você considera os pais como "ausentes": é justamente por eles estarem ali em cima dos filhos, com seus complexos, traumas e hipocrisias, que novos complexos, traumas e hipocrisias se reproduzem ad infinitum. E a televisão capta/reproduz/mantém todo esse estado de coisas. E, hoje em dia, com essa tal classificação de programas, tocada por uma Justiça hipócrita, leniente e injusta, estamos previamente condenados ao degredo de um mercado viciado e doente.
Outro problema, aqui no Brasil, é essa sociedade "dodói", que a pretexto de proteger crianças e adolescentes, as imbeciliza com programações a la Disney Channel: insípido, sem cheiro e sem cor. Ou seja, insosso.
Nem mesmo cenas de consumo de álcool ou fumo podem mais aparecer (dizem que é para evitar que os menores de idade sejam atraídos para o vício, mas muitos já viram tais cenas dos quadrinhos e desenhos animados e nem por isso se tornaram alcóolatras ou fumantes) ou cenas em que aparecem armas (como no caso da série Sailor Moon, numa cena da fase R em que a Chibiusa aparece pela primaira vez para Usagi. Naquela cena em que ela apontava uma pistola na testa da Usagi. Ou no caso de Pocket Monsters, num episódio em que um personagem apontou uma espingarda para Satoshi/Ash, e mais tarde esse personagem teve armas de fogo apontadas para ele pela Equipe Rocket. Não é por causa de tais cenas que o telespectador vai sair por aí apontando armas de fogo para os outros, basta perguntar para qualquer fã se ele faria tal coisa só porque viu no mangá ou anime, e a resposta dele seria, sem dúvida, um sonoro "não").
Enquanto os pais delegarem o dever de educar os seus filhos à mídia, a lobotomização e idiotização da infância e da adolescência continuarão a fazer suas vítimas. Aqueles que têm filhos (ou que venham a tê-los, já que evitar filhos é fácil, é só usar camisinha e anticoncepcionais) devem assumir a sua responsabilidade pela educação que eles recebem. No caso em questão, dialogar com os filhos, ler e assistir junto com os filhos (sem nenhuma vergonha de ler ou ver algo voltado para o público infanto-juvenil) e dizer que isto e aquilo só é divertido na fantasia e na ficção, e que na realidade não é assim, ou seja, fazendo com que seus filhos entendam a diferença entre o real e o imaginário.
Eis uma frase que resume o que eu quis dizer acima (e que eu vi num comercial na TV, não me lembro qual era, agora):
"Não basta ser pai, têm de participar".
Também sou uma grande fã dos livros do Marcos Rey e do Pedro Bandeira também. Foram os livros que me fizeram me interessar pelos clássicos da Literatura Universal. E concordo quando você diz que a leitura voltada para jovens parece ter histórias mais trangressoras do que a dita literatura adulta.
Também fico horrorizada com essa cultura de super proteção. Alguma séries infantis nem têm vilões, todos são amigos de todos. Uma boa exceção é ''Os padrinhos mágicos''.
Imagino que nos dias de hoje, onde tudo é considerado ofensivo e reclassificado ao bel-prazer pelo Ministério da Justiça, um conto como a ''A roupa nova do imperador'' seria considerado impróprio para crianças, por conter nudez.
Nesta linha sobre a hipocrisia atual da sociedade, há um trecho fantástico do livro "Contra um Mundo Melhor" de Luiz Felipe Pondé, onde ele discursa que "Em seu maravilhoso livro Frankenstein, Mary Shelley não imaginou, quando sonhou com sua horrorosa criatura (representando o futuro de um mundo produzido pela técnica e pela ciência), que ela fosse ser maníaca por saúde e alimentação. Mas poucos anos depois (Frankestein é de 1818), em 1831, Alexis de Tocqueville, aristocrata e intelectual francês, ao visitar a nascente democracia americana (viagem essa imortalizada em seu livro Democracia na América), percebeu a vocação irresistível da democracia (um regime pautado pelo gosto medíocre do homem comum) para o controle de todo hábito inútil. Por isso ele profetizou que a democracia, na sua paixão mesquinha pelo sucesso dos homens comuns, proibiria o tabaco e o álcool.
E quanto ao PCP, a primeira vez que eu li no Bakuman eu fiquei pensando "mas que história mais infantil e chata". Mas dai me atentei ao fato da veracidade dos golpes realizados, e prinicipalmente da faixa etária que lê a Jump, e percebi que a idéia era muito boa. Como o próprio Lancaster disse uma vez, por que será que nenhum desenhista brasileiro pensou em criar não o Naruto brasileiro, mas o Doraemon brasileiro? Deve ser porque é difícil pra caramba...
Alexandre: como eu disse no twitter, eu queria ter tido uma idéia como PCP, na boa.
Que texto bom! Gostoso de ler, ainda mais com as referências à Coleção Vaga-Lume! Ótima brincadeira de primeiro de abril!
Nenhuma mentira cabulosa, e o conteúdo foi bastante construtivo! Um bom texto para depois de uma semana movimentada.
Sem mais.
PCP é basicamente Recess (A Hora do Recreio) desenho com temática muito similar exibido no Disney Channel ,onde além do planejando travessuras, os personagens principais tentam se virar em uma ordem social com governo,sistema de classes e leis próprios que regulam o recreio.
Além disso temos o exemplo da Alex Russo protagonista de os feiticeiros de waverly Place que não é nenhum modelo de comportamento, pelo contrario, e sim uma anti-heróina egoísta e narcisista.
Alexandre: PCP não existe...
Mas A Hora do Recreio é apenas a Disney tentando competir no terreno de uma nickelodeon que não existe mais. Hoje a Nickelodeon é que se disneyficou.
Além do mais a protagonista tem que aprender uma lição a partir de seu comportamento, certo? Afinal os pais americanos não podem ficar desassossegados com o que os filhos assistem.
Mas o texto vale por si só! Parabéns!
Concordo com cada palavra.
Alexandre: matéria falsa de primeiro de abril é uma tradição do Maximum Cosmo. A ideia dessa foi escrever uma matéria no tom dos artigos sérios do cosmo, mas sobre um mangá que não existe. Agora, achar um novo trote pro ano que vem vai ser difícil...
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