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Abr 01
Cinco Perguntas sobre Ledd
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Lancaster |
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11
Categorias: mangá global

O ano tem sido agitado no terreno dos mangás Brasileiros. Além da Ação Magazine, temos a nova investida no continente de Arton, que já ambientou histórias como Holy Avenger: Ledd, de J. M. Trevisan e Lobo Borges. E recentemente, o autor teve uma conversa bem-humorada conosco e estamos finalmente liberando as novidades. Eu dei uma olhada no material e ele segue caminhos bem interessantes, trazendo o espírito da fase mais cômica de autores como Akira Toriyama (criador de Dragon Ball Z, mas que também é famoso por obras de comédia como Dr. Slump). Assim, sem maiores delongas, vamos à entrevista.
1) Por que uma comédia?
Boa pergunta. Quando comecei a trabalhar em Ledd a proposta era outra. Uma coisa que eu admiro nos mangás é a capacidade de variar climas dentro de uma mesma série ou história. Em One Piece, por exemplo, você tem todo o exagero e o escracho, mas também se depara com cenas emocionantes e dramáticas. Era isso o que eu queria para Ledd, pendendo mais para o drama. Mas depois de escrever quatro edições inteiras, percebi que eu tinha talento para fazer rir. É algo que eu nunca explorei direito, mas que estava dentro de mim esperando o momento certo de aflorar. Decidi descartar todos os roteiros e toda a arte já feita e começar do zero. De drama o mundo já está cheio. Nosso objetivo agora é fazer rir. Coincidentemente, vi também em Bakuman como um dos editores dos personagens principais fala sobre como os mangás mais engraçados tem mais chance de sucesso. Serviu como um reforço do que eu já imaginava para essa nova abordagem de Ledd.
2) Qual o novo enredo? Em que canto do universo de Arton a série se passa?
Fiz uma pesquisa em fóruns e comunidades do Orkut e descobri que Hershey é o reino mais querido do cenário. Há quem o despreze por ser aparentemente simplista, mas fico feliz em saber que tanta gente tem a mesma visão que eu. Por isso a história começa lá. Hershey, para quem não sabe, parte de uma ideia simplesmente genial: um reino com a economia totalmente baseada num doce chamado Gorad, que é uma espécie de chocolate. Ele é feito a partir de uma fruta que só existe ali e daquilo dependem todos os os cidadãos do reino. A história começa quando um nobre, o Rei Lollo, da cidade de Milkybar (eu adoro essas referencias) resolve pegar todo o Gorad do reino para si. Mais tarde descobrimos que seu objetivo é ainda mais insidioso: graças à influência de um clérigo de Nimb (o Deus do Caos, da Sorte e do Azar) chamado D. K. Razy, resolveu-se em Valkaria que o próximo Rei-Imperador do Reinado será escolhido de maneira inusitada: Todos os candidatos serão pesados em uma balança e o mais gordo será o escolhido! Rei Lollo quer comer todo o Gorad de Hershey e assim se tornar o maior governante de Arton! Nos dois sentidos! Hahahaha! Mas é claro que Niele e Ledd não vão deixar.
3) Por que ressuscitar Niele após sua morte em Holy Avenger?
Olha Alex, qual personagem fica morto por muito tempo? Acho que as pessoas pensam demais no que o mangá pode contribuir com os comics e quais destas características podem ser transpostas, mas em Ledd quero inovar. Creio que é hora de fazer exatamente o contrário. Os comics trabalham em cima de fórmulas de sucesso comprovado há décadas e décadas. Por que não inverter a via dessa estrada e levar isso para o mangá? Respeito Holy Avenger e o trabalho tanto do Cassaro quanto da Erica, mas a série terminou e faz parte do passado. Ledd é o futuro. E no futuro precisamos de um Niele viva, saudável e em forma.
4) A arte está a cargo de quem?
Eu lembrava o nome dele mas juro que me deu um branco. Tinha alguma coisa a ver com bicho. Lobo alguma coisa. Sei lá. (risos)
5) R$180,00, capa dura e papel couché. Não acha isso caro demais para seu leitor usual?
Não acho não. Os álbuns serão trimestrais e sairão com uma qualidade simplesmente incrível. Está na hora de pensar grande. A economia não para de crescer e quem ganha dinheiro quer receber qualidade de volta. E eu tenho que pagar minhas contas também! (risos)
6) Quem são os novos personagens?
Não quero divulgar muita coisa porque não quero estragar a surpresa, mas tem um grupo de personagens que eu preciso apresentar. Como capangas, o Rei Lollo tem um grupo de guaxinins lutadores de artes marciais. Eles se vestem de preto e são muito atrapalhados. Sério, você não imagina cada confusão que essa turminha apronta! O Rei Lollo os chama de "guaxininjas"! Quando tive a ideia não consegui parar de rir!
7) Vai haver o intercâmbio de mídias como aconteceu em Holy Avenger, que ganhou suplemento de rpg?
Não sei, mas acredito que não. O RPG nacional passa por uma crise enorme e infindável desde o estouro da bolha em 2005. Ledd tem personagens vencedores, uma história vencedora e um formato vencedor. Não creio que valha a pena associar algo tão bem planejado e incrível a algo que caminha a passos largos em direção a extinção. Eu sempre achei que o grande pulo para sairmos deste buraco estarrecedor era seguir a tendência gringa e adotar o mesmo sistema do fantástico D&D quarta edição, Mas ninguém quis me ouvir e agora estamos pagando por esta teimosia. Acho que estamos muito perto do momento em que o RPG de mesa será esquecido e enterrado, substituído pelos RPGs eletrônicos. Talvez seja este o caminho para Ledd também.
E para não dizer que esquecemos do primeiro de abril: são sete perguntas, não cinco. ;) E, sim... este post inteiro também é apenas uma brincadeira de Primeiro de Abril! O verdadeiro post vem mais adiante. ;)
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Comentários:
Mas enfim, veremos como tudo isso vai ser.
E como ainda é 1 de Abril. Tudo isso poder ser uma grande piada! =D
180 reais...nem imagino qual o público alvo...mas é por isso que estou fazendo PAS e não vendendo mangá...
Mas falando sério agora, quando o Cassaro vai finalmente republicar Holy Avenger na íntegra? O cara é todo aberto pra perguntas de leitores e internautas, responde a tudo, MENOS ISSO!
E o pior: eu tava gostando do enredo. Se fosse sério eu compraria (não a $180,00, é claro)...
...Mas aí eu vi que a mesma pessoa também levou a sério a entrevista (que era uma óbvia gozação de 1º de abril), e afirma ter gostado do suposto roteiro de Ledd, com rei Lollo, guaxininjas e elfas expressivamente seminuas (e que conforme pode-se pela VERDADEIRA entrevista com o Trevisan no dia seguinte, é só um ajuntamento de absurdos pra formar uma grande piada -- o roteiro de verdade, graças a Deus, tem nada haver com isso).
E ainda achou que com todos esses elementos, a história poderia ser focada "em um público mais velho" apenas por causa do suspeitíssimo valor de 180 R$.
Foi aí que eu vi que os fatos eram mais expressivos do que qualquer coisa que eu pudesse dizer =D
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