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Mar 20
Anunciado Final de Kekkaishi
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9
Categorias: Kekkaishi
E é com certo pesar que eu trago, logo no meu primeiro post, a notícia do final de uma das minhas séries de mangá favoritas atualmente: Kekkaishi, de Yellow Tanabe. A série de mangá shonen (ou seja, voltada a leitores jovens do sexo masculino), que vinha sendo publicada na revista Shonen Sunday, da editora Shogakukan, desde 2003, deve ter o seu último capítulo publicado na edição de 6 de Abril da revista, segundo o site da própria Sunday. No total, Kekkaishi irá contar com 35 volumes encadernados.
A história de Kekkaishi concentra-se em torno de Yoshimori Sumimura e Tokine Yukimura, dois jovens de famílias rivais cuja missão é proteger uma região que possui “energia mística” do ataque de demônios, conhecidos como
Ayakashi, que desejam apossar-se desta energia para ampliar seus poderes. Para derrotar as Ayakashi, Yoshimori e Tokine contam com uma habilidade especial de criar barreiras místicas e implodi-las, destruindo aquilo que estiver dentro; aqueles que possuem estes poderes são chamados de Kekkaishi (de onde vem, obviamente, o título do mangá).
Apesar do enredo parecer apenas mediano, ele ganha alguns pontos de originalidade, por exemplo, com a figura ambígua do irmão de Yoshimori, Masamori Sumimura, cujo papel na trama nem sempre é bem definido. A personagem Tokine também conquista simpatia, especialmente (acredito) do público feminino, por ocupar um papel de liderança na história: ela é mais velha, maior, mais inteligente e mais habilidosa do que Yoshimori. É claro que voltamos ao bom e velho clichê quando se torna claro que Yoshimori tem mais poder espiritual, ou seja, é mais forte do que ela. Ah, sim, o romance também marca presença na história – por sinal, com uma fórmula mais comum nos shoujo, o amor entre amigos de infância. Eu me pergunto se isso tem a ver com o fato de a autora ser uma mulher.
Kekkaishi também está sendo publicado no Brasil, desde 2010, em regime mensal – este mês, pode-se encontrar o volume oito nas bancas por aí afora. E isto faz com que a notícia do final da série em terras nipônicas seja particularmente interessante para nós, modestos leitores brasileiros.

Aqueles que tinham esperanças de ver uma série interminável, daquelas que colecionamos ao longo de alguns bons anos de nossa vida, provavelmente estarão desapontados; eu mesma tenho minha cota de insatisfação, já que o modo como a autora explorou o tema me faz crer que ainda haveria fôlego para maiores desenvolvimentos. E, embora o último volume ainda seja uma realidade distante para nós, ele eventualmente chegará – e então, eu me pergunto se estaremos de volta ao mesmo cenário monopolizado por duas ou três séries que encontramos hoje, cenário este para o qual Kekkaishi foi uma saída bastante original.
Por outro lado, 35 volumes é um número bastante consistente; e há de se
cumprimentar Tanabe por ter encerrado a série de maneira enxuta, sem tentar arrastá-la por mais dez ou quinze volumes de histórias paralelas – o que é, de fato, mais justo com a obra e com os leitores. Desta forma, o mangá não sofre da inevitável perda de qualidade que ocorre quando manter os capítulos circulando se torna mais importante do que fazer a história caminhar (e, particularmente, caminhar na direção de um bom desfecho). E os leitores, por sua vez, não sofrem do gasto mensal (não muito justificável) de dinheiro apenas para completar uma coleção que, em si, não apresenta mais interesse.
Também vale mencionar que Kekkaishi recebeu uma adaptação para anime em 52 episódios entre os anos de 2006 e 2008, produzida pelo estúdio Sunrise. Logo de cara, dá para notar a variação nos traços, mas o enredo também acaba por sofrer alterações, o que é compreensível no caso de uma adaptação concluída antes que a obra original fosse finalizada. O que há de se considerar é a possibilidade de que, havendo boa aceitação de Kekkaishi no Brasil ao longo dos dois anos de publicação que ainda tem pela frente, este anime seja trazido para cá. O número de episódios faz dele uma opção interessante, já que dispensa a compra de direitos sobre várias temporadas; o modo como a história é construída acaba fazendo com que ele alcance um público mais abrangente; e a presença conjunta do mangá e da versão animada funcionaria como um sistema de suporte mútuo: aqueles que conhecem o mangá provavelmente irão se tornar audiência do anime, e vice-versa.

Seja como for, temos de concordar que a Panini agiu no momento certo trazendo Kekkaishi para o Brasil; uma série de duração média, que, embora não tenha um alcance tão grande quanto os grandes hits, apresenta potencial para agradar a uma faixa considerável de público e, ainda por cima, não traz qualquer possibilidade de atrasos na publicação - já que, com o encerramento da série no Japão, não tem como a edição brasileira alcançar a de lá. Sinceramente... melhor do que a encomenda, não? (por Clara Mangolin)
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Comentários:
"eu mesma tenho minha cota", só depois que vi o "por Clara" no final que entendi!
Alexandre: eu sei, e é provisório; ela tem que ser habilitada ao acesso e isso depende do webmaster. E não tenho como contatá-lo no domingo. Depois a gente corrige isso.
Clara: Eu imagino o susto que ele levou...
[rindo por dentro]
Alexandre: Li e respondi. Mas o blog está esquisito hoje – não está avisando que chegou mensagens. :\
Aí a Sunday semanal acaba junto. XD
Alexandre: aí eles arrastam o Adachi da Sunday mensal em desespero. XD
Clara: Kenichi tem bem menos chance de acabar do que Kekkaishi tinha desde o começo.
Na verdade, o sucesso de Kekkaishi era menor.
Não sou muito fã desta série não, mas admito que a musiquinha de abertura me agradou bastante!
Clara: Obrigada pelas boas-vindas, Jussara! Vou ser sincera e admitir que a adaptação de Kekkaishi pra anime também não é das minhas favoritas. Provavelmente, o que eu gosto mais nela é que, em relação ao mangá, tem um traço mais estilizado. Mas ainda assim, sempre vale a pena assistir, nem que seja apenas para ver o que foi mantido e o que foi alterado, não é?
o manga vai acabar com quantos cap??
Clara: Oi Alex! Bom, como foi anunciado que o último capítulo será publicado na Sunday de 06 de Abril, podemos dizer que corresponderá ao capítulo 344 da série, se não houver nenhum problema.
Pra mim ele é o título que sustenta a Sunday semanal (Conan é uma instituição, e parece óbvio que a maioria dos leitores desse título leem apenas o volume encadernado).
Kenichi e Kekkaishi vendem na mesma casa, tiveram animes com praticamente o mesmo número de episódio. Mérito de Kekkaishi por ter menos volumes e ter alcançado isso. A não ser que Kenichi renda muito mais com licenciamentos.
Isso em termos de Japão. Se olhar mundialmente (que parece ter um certo peso), Kenichi fica numa desvantagem maior.
Enquanto isso, Rumiko Takahashi... XD
Clara: Bom, eu me abstenho de comentar Conan. Na verdade, eu tenho até medo de faze-lo, por que já é uma presença tão estabelecida, que a Sunday não seria a Sunday sem ele. Mas, quando eu me refiro a Kekkaishi ter tido menos sucesso do que Kenichi desde o começo foi no sentido de que, embora Kekkaishi tenha uma aceitação mais ampla por públicos diferenciados (o que, imagino, garante uma venda razoavelmente consistente e estável), Kenichi foca um fandom específico. Ele acerta um público mais específico, de maneira mais direta. O que, no final das contas, é geralmente a melhor e mais segura maneira de garantir o sucesso que uma publicação.
Gosto de muito de arte dela, é versátil e definido.
Bem vinda á vc a primeiro post!
Clara: Olá Juliana! Obrigada pelas boas-vindas! E, sim, eu também acho uma pena que Kekkaishi vá acabar. Embora, na verdade, eu não seja exatamente uma fã do traço de Tanabe nesta série...
Clara: Obrigada pelas boas vindas (estou recebendo tantas, já me sinto em casa)! Bom, eu não estabeleço comparações entre Bleach e Kekkaishi por que eu acho que são séries, de certa forma, com perfis muito distintos - até no que se refere à público. Bleach se tornou um sucesso generalizado, mas não tanto por causa da história em si quanto graças a um aparente interesse "apropriado"; por exemplo, as garotas se apropriam da série pra fazer enquetes sobre qual personagem é mais bonito (?). Kekkaishi realmente tenta laçar os leitores pela história - e vamos admitir que nem o protagonista é lá essas coisas, do ponto de vista feminino. Enfim, se você não quer uma série infinita, eu diria que essa vale a pena!
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