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Mar 07
Larga meu Pé, Hibari-Kun!
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Lancaster |
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7
Categorias: exposições

Quando foi postada no Maximum Cosmo a primeira notinha sobre o lançamento da edição definitiva de Stop!! Hibari-Kun – comédia maluca publicada nos anos oitenta na revista semanal para garotos Shonen Jump, da Shueisha – o interesse sobre o material foi esquisitamente grande. Claro, as capas atuais de Hisashi Eguchi para a série impressionam e muito, mas olhando o material original, vemos que na época o traço dele não era tão desenvolvido como hoje (e a versão animada reflete isso). O ponto é que a série (cujo tema é um pobre rapaz que tem que escapar das investidas de uma garota que, além de ser a menina mais bonita e popular da escola… é um travesti, mas ele é um dos poucos que sabem disso e não pode abrir o jogo em
público) acabou se tornando um paradigma – e se existem hoje títulos como Prunus Girl e personagens como Hideyoshi Kinoshita em revistas para o público masculino, Stop!! Hibari-Kun tem um bocado de culpa no cartório; a série acabou adquirindo um status cult ao longo dos anos e ganhou uma versão animada muito bem-sucedida à época. Claro que eu tenho uma teoria sobre o crescimento do culto ao travestismo na cultura pop japonesa nos últimos anos (ele até já existia, mas cresceu enormemente em um momento de completa apoptose social no Japão), mas é melhor deixar quieto – antes que isso dê muita dor de cabeça.
Agora Hibari-Kun completa trinta anos desde sua primeira publicação na Jump, mas com corpinho de quinze (tenho certeza que a personagem diria isso, é a cara dela). E em comemoração a esse evento, teremos a exposição intinerante Hisashi Eguchi Pop Art Exhibition: a primeira é em Tokyo, de 11 a 16 de Março na galeria Rain Forest; em seguida, a exposição irá para Kyoto, na galeria Antenna. Em meio a tudo isso, teremos duas gravuras disponibilizadas para venda no website da Freestyle, que promove o evento (e okay, elas são bacanas). Serão exibidas não apenas imagens relacionadas a seu trabalho mais famoso, mas também a seu trabalho como ilustrações em capas de discos, cds e ilustrações publicitárias. Para quem estiver no Japão, vale a olhada – O tempo tornou Eguchi um ilustrador de mão cheia.

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Comentários:
Alexandre: bom, acho que essa era a intenção inicial do autor, mas era o início dos anos oitenta e a série era um gag mangá. A piada era óbvia: o protagonista não conseguia se estabelecer com a garota que ele queria porque outra garota puxava seu tapete na hora h, e ele não podia simplesmente explicar o motivo pelo qual ele jamais iria querer se enroscar com a outra garota por motivos de força muito maior. E como era gag mangá, o princípio da coisa era o moto-contínuo mesmo.
...e como eu queria ter esta hq em mãos analogicamente...
Obrigado, Hisashi Eguchi.
Estou assistindo atualmente "Baka to Test to Shoukanjuu", e o Kinoshita é um dos meus personagens favoritos, rio muito das piadas envolvendo a aparência dele. Pelo menos ele é espada, apesar de tudo.
Alexandre: Bom, a Hibari não era espada não...
Será que esses caras não querem dar uma aula para os mangakas de hoje?
Alexandre: olha que o traço do Hibari-Kun era bem largado... o autor evoluiu depois disso; na verdade ele comentou que para fazer o capítulo final (que só existiu em forma de storyboard) para a edição definitiva do material, teve que fazer um esforço para produzir uma arte que lembrasse o estilo que ele custou pra superar.
E ainda não acredito que isso é um homem. Preciso ler esse material. XD
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