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Fev 21

Almanaque Ação Magazine

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Lancaster | PERMALINK | 52

Categorias: Ação Magazine

Ação Magazine

O mangá nasceu no Japão e isso parece ser de conhecimento geral. A estética do mangá como a conhecemos viria a surgir nos anos cinqüenta, graças ao trabalho de Osamu Tezuka, para quem a narrativa era mais importante do que o traço. Para ele, se uma criança estudante do primário lesse um mangá, o deixasse no banco de uma praça, um faxineiro de meia-idade o encontrasse, lesse e não entendesse nada, significava que o mangá era ruim. Tal fato aponta para um fator crucial para o posterior sucesso da linguagem:
Tezuka entendeu que quadrinhos deveriam ser para todos.
Ele criou uma linguagem narrativa que combina o cinemático e o icônico, alcançando grande difusão. Atrás da aparente sofisticação da linguagem visual Shonen Sundaydos mangás, com suas linhas de movimento, decupagens, cortes de cena e uso calculado de composição dinâmica, se escondia uma grande simplicidade: a idéia é ler de forma veloz e imediata, sem obstáculos narrativos. Além disso, ele inspirou toda uma geração de autores a mirar seu trabalho não só em diferentes gêneros, mas também faixas etárias. O tempo fez com que gradualmente pessoas de todas as idades lessem quadrinhos.
Isso aconteceu enquanto os quadrinhos começaram a sofrer o impacto do macarthismo nos anos cinqüenta. Nos Estados Unidos, os quadrinhos se retraíram e se tornaram mais infantis graças à perseguição iniciada com a publicação do livro “A Sedução do Inocente”, de Frederick Wertham. Essa mentalidade se instalou nos setores mais conservadores da sociedade americana – e por tabela, dos países onde os Estados Unidos exercem forte influência cultural.
Os setores conservadores não estiveram sozinhos. Ariel Dorfmann, pensador chileno de esquerda, escreveu os livros “Os Amigos do Zorro” e, principalmente, “Para Ler o Pato Donald” – mostrando que esse tipo de cabresto mental pode vir tanto da esquerda quanto de direita. Livres desse tipo de mentalidade, o mangá exerceu um fator decisivo na cultura japonesa do pós-guerra, assumindo o lugar da literatura de massa. Mas ele foi mais longe: ele se segmentou a níveis Shonen Magazineaté então impensáveis, não importando a idade, gênero ou classe social. Temas difíceis passaram a ser abordados e ganharam o grande público principalmente a partir dos anos sessenta e setenta. O mangá, de braços dados com a animação, se tornaria uma indústria milionária.
Mas levaria tempo para que eles se espalhassem pelo mundo. E quem abriu suas portas foi a animação, que no Japão anda de braços dados com a indústria dos quadrinhos. Mesmo assim, ela começou a influenciar vários artistas ao redor do planeta. E isso teve consequências.
O mangá deixou de ser exclusivamente japonês.
Nos Estados Unidos a chegada dos autores locais de mangá veio graças a uma geração de leitores que já consumiam material japonês e não encontravam identificação nenhuma nos quadrinhos americanos, presos essencialmente ao gênero dos super-heróis. A publicação de material coreano, também no estilo mangá, ajudou ainda mais a expandir os horizontes da estética – mesmo na Ásia, era visível o fato de que o mangá não precisava se limitar ao país de origem. Na Alemanha criaram almanaques como a Daisuke e a Banzai, onde mangás germânicos dividiam espaço com séries japonesas. Na França, surgiram almanaques como a Shogun City – e mais recentemente, a Akiba.
E chegamos ao Brasil. A chegada de colônias de imigrantes japoneses e a Shonen Jumpconsequente difusão de sua cultura popular gerou muitos artistas que, antes da tendência se manifestar mundialmente, procuraram trabalhar dentro da estética, muitas vezes enfrentando objeções editoriais. Mas foi apenas com a popularização de animes (animações japonesas) e mangás desencadeada pelo sucesso de Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya, no original), que a tendência se estabeleceu no Brasil, chegando a gerar um sucesso comercial nas bancas, Holy Avenger, de Marcelo Cassaro e Érica Awano, que funcionou como um divisor de águas e durou quarenta edições – e se teve fim, é porque ela foi concluída, e não cancelada.
O mangá obedece a uma dinâmica do imediato. É publicado em periodicidades urgentes no seu país de origem, com uma narrativa visual veloz e de baixíssima densidade de texto. Mangás em geral tendem a se sintonizar com o contemporâneo, assim como as telenovelas. Seu sistema de produção estimula essa sincronia com os leitores – e ela se repete no Brasil como um reflexo dessa postura imediata, imposta pelo próprio ritmo de publicação japonês, que brasileiros acompanham através de traduções informais feitas por fãs na internet.
O discurso purista de muitos desses consumidores não impediu o sucesso da investida do veterano autor Maurício de Sousa na estética, com o campeão de vendas Turma da Mônica Jovem – que por outro lado, até o momento, é o Shonen Jumpúnico mangá no Brasil a se sincronizar em frequência com seus leitores – que sustentam tiragens de mais de 400.000 exemplares. De acordo com o editor Sidney Gusmann, Mônica Jovem vende mais do que a Revista Veja – o que pode ser apenas uma jogada de marketing, mas não é o tipo de coisa que se declara abertamente de graça.
Mesmo assim, há um grande obstáculo para se fazer mangá fora do Japão: o mangá não existe fora do processo industrial aonde ele está inserido. Ele é moldado por um conjunto de elementos: sua estrutura visual planejada para garantir projeção do leitor nos personagens; sua narrativa, que estabelece um olho interativo para o leitor em relação ao cenário; sua mecânica estrutural de folhetim, que provoca reação emocional no leitor e ânsia pelo próximo capítulo; e o sistema de feedback, que catalisa as vontades dos leitores e permite que o editor administre os rumos a ser ditados para o autor. Todos eles são de alguma forma determinantes para a efetividade dos mangás como máquina narrativa e de empatia. Com isso, o mangá reflete com mais presteza as aspirações, gostos e tendências imediatos da sociedade, enquanto o cinema e a televisão podem levar bastante tempo para perceber o mesmo.
Mangá é uma estética de quadrinhos definida por uma estrutura que enfatiza a transformação.
E ao mesmo tempo eles são produtos midiáticos de massa, da mesma forma que Global Mangaas novelas de televisão: todos podem assistir o último capítulo na sexta-feira e comentá-lo por todo o sábado. Segunda-feira, quando estrear o primeiro capítulo da novela, haverá um novo assunto a se comentar. É parte do processo: o mangá não existe fora de seu processo de produção – é ele quem o define. No Brasil, não vivemos a experiência plena da leitura do mangá porque o volume finalizado é simplesmente a etapa final de todo um processo do qual o leitor é parte essencial.
De modo geral, os mangás chegam até nós a partir da sua forma acabada – chamadas no Japão de tanko-hon (livros de bolso). Eles são publicados em nossas bancas com periodicidade mais tradicional, mas com uma qualidade gráfica bem mais modesta e menos perene do que as suas contrapartes japonesas. É importante ressaltar que no Japão, a serialização em almanaques com preço mais barato, é bem separada da versão em tanko-hon, esta sim colecionável.
Assim, no Brasil se perde o vislumbre de um dos elementos mais importantes dentro dessa equação: a feitura de um espelho do leitor. E ele sente falta disso.
Mas não por muito tempo.
Estamos anunciando orgulhosamente o surgimento da Lancaster Editorial e de seu projeto Ação Magazine. Ele foi anunciado durante o evento de imprensa da organização voltada a difusão de cultura japonesa Nippop, em Recife, com a presença do cônsul japonês Akira Suzuki, além da Assessora Cultural do Escritório do Japão em Recife, Satoko Nakamura.

Ação Magazine
Ação Magazine

O evento também marca a parceria da Lancaster Editorial com a Nippop, com o apoio do consulado japonês do Recife. Foi particularmente importante fazer esse anúncio no Nordeste: de modo geral, o papel da região tem crescido no país e já passou da hora dela receber a atenção merecida, inclusive como leitores de quadrinhos.
A ideia é não apenas trazer a cultura editorial dos almanaques no Brasil, mas também ser um veículo para novas ideias, novos personagens e novos conceitos de sucesso em um mercado economicamente crescente. Estamos também com uma prévia (cuja versão impressa foi distribuída no evento, mas pode ser lida na internet mesmo). É só clicar e ler AQUI.
Não pretendo falar muito sobre as séries que vem por aí. Especialmente porque a Ação já tem um website (ele está em construção, mas se quiser pôr nos favoritos desde já, pode dar uma olhada AQUI) e é melhor que as séries falem por si só. De modo geral, quase todos os títulos são ambientados no Brasil ou tem uma temática relacionada de alguma forma ou de outra com ele. Criar contextos reconhecíveis e apresentar elementos nossos, para um leitor que mora no Brasil, é importante para nós. Fantasia, Ficção Científica Steampunk, Esportes, aventura em geral – e isso é uma pequena amostra apenas; os planos a respeito da revista serão revelados aos poucos – e o Maximum Cosmo irá repassar pouco a pouco as novidades.
De resto, o que há a dizer? Estou empolgado – essa é uma empreitada ambiciosa, mas são as boas ambições que nos levam a frente. É um terreno que para nós é novo, perigoso e desafiador – mas que tem que ser desbravado. É uma oportunidade única – e sinceramente, em algum momento, a geração das revistas cujas capas foram exibidas ao longo desse post tomaram a iniciativa e foram pessoas de ação.
Então, sejamos também pessoas de ação e mãos a obra.

Ação Magazine

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Comentários:

Nome: Jussara Gonzo 21/02/11 01:00
"... trocando em miudos: Meu mangazinho vai sair, geeeentiiiiin!"

Hehehe, agora falando sério, meus parabéns, Lancaster! Parabéns mesmo!

Imagino que este seja um projeto que você já esteja matutando há MUITO tempo e eu rezo para que você esteja preparado para MUITOS problemas que você encontrará pela frente! Mas como eu não quero ser um deles, já vou pegar o meu banquinho e colocá-lo na porta da banca, à espera do primeiro número! (e também vou correr para adiantar minhas páginas de quadrinhos aqui... quem sabe, né? ;p)

Espero que a revista saia logo! E que tenha um coquetel de lançamento aqui em Sampa! Boa sorte!

P.S: Porra, você me enganou! Naquele seu antigo avatar do twitter vc até parecia bonitinho... :D

Alexandre: engordei muito após a cirurgia, durante o período de recuperação. E não consegui retornar ao boxe, em parte por estar ocupado trabalhando no projeto. Agora vou ter que emagrecer um bocado e isso não vai diminuir minha carga de trabalho... :/
Nome: Erick 21/02/11 01:15
Essa é sem duvida ''A CHANCE'' que todos que pensavam em um dia dizer que trabalham fazendo mangá estavam esperando. O resto é com o publico.

Estou divulgando onde posso e a maioria adorou o projeto, só houve grande preocupação acerca do preço.

Alexandre: os leitores saberão o preço no devido momento. :)
Nome: Saouri 21/02/11 01:19
Es una enorme empresa la que inicias con la editorial y revista, pero siempre hay que atreverse... y hasta que uno no se atreve, los demás no siguen el ejemplo.

Así que mucho éxito y que esta no sea la única publicación sobre manga que Brasil pueda regalar al mundo.

Alexandre: obrigado, Saouri. Muito. Para nós, este é apenas o começo. :)
Nome: Guilherme 21/02/11 01:25
Hey, isso é legal, digo, legal DE VERDADE.
Como eu faço para ganhar uma cópia da edição zero? :3
Outra coisa, tem data para sair? Li o texto duas vezes e não achei a informação.
Mais uma coisinha, na legenda da última imagem você escreveu "pas" em vez de "país".

Alexandre: fico feliz que tenha gostado. :) Ainda há poucas e algumas separadas para eventos e similares. Quanto ao preço, não podemos divulgar isso publicamente ainda. Mas vocês saberão na hora certa. :)
Nome: Gustavo Lopes 21/02/11 01:35
Já está no favoritos. ^^ Parabéns pela iniciativa e muito sucesso!

Alexandre: obrigado mesmo, cara. :)
Nome: EmersonValera 21/02/11 02:57
Eu como estudante da arte de desenhar mangá desejo tudo de bom para a empreitada amigo, espero que seja o ponto inicial para termos um mercado de quadrinhos forte aqui no nosso Brasil, qualidade para isso o produto tem e pelo visto esta nas mãos certas para dar certo, pois vocês entendem muito do assunto.

Esse é o momento!

Estou na torcida e farei minha parte comprando com certeza.

Alexandre: obrigado, Emerson. Temos que estar a altura das suas expectativas. E de todos, aliás. :)
Nome: Gustavo 21/02/11 03:55
Muita boa sorte no empreendimento, Alexandre. Comprarei a revista com certeza. :)
Nome: humberto 21/02/11 04:19
Grande iniciativa Lancaster. Espero de coração que a ação magazine tenha uma vida longeva (com certeza terá;). Um projeto como este não poderia ter saido de mãos melhores. Pode ter certeza que minha parte como leitor, de comprar a revista, sera feita assim que sair a revista e com muito prazer

OBS: Só por curiosidade Lancaster: será que voce poderia comentar mais detalhadamente como foi o evento de lançamento da revista e como foi a receptividade do pessoal que recebeu a edição n° 0?

Alexandre: o Evento fez parte do início das atividades da organização Nippop, com quem estamos fazendo parceria. Não há muito a dizer aqui – foi mais uma coletiva de imprensa. Além do mais, viemos de diferentes testes de mercado com a revista.
Nome: franklin wunderlich 21/02/11 04:36
estou realmente feliz por lido essa noticia!
parabens pela iniciativa e torço para que de certo!

não vejo a hora de ter a edição numero 1 em mão.
Nome: Ren Moraes 21/02/11 05:41
Então esse é o primeiro almanaque de mangá no brasil ?!?!

Agora eu lembrei de uns dois ou três encadernados de mangá nacional que rolou final dos anos noventa, mas como era o início da entrada do mangá no brasil, era só material tosco de fã, sacaneando cavaleiros e yuyu hakusho ( tinha até na capa um rabisco do koenma trocando de cabeça com o toguro . . .)


Cara, tudo que posso fazer e dar os parabéns pelo pioneirismo. Desejo pra valer que essa iniciativa dê certo, Lancaster. E , enfim veremos uma história completa de Expresso.

Alexandre: não poderia ser de outra forma, Ren. Eu não quis me tornar mais um anti-case no mercado de quadrinhos no brasil, com projetos que são lançados e acabam não tendo continuidade. Se eu tivesse encampado o projeto anos atrás, poderia simplesmente não haver perspectivas de futuro para ele no meu entender. Preferi esperar o momento certo e espero que os leitores que queriam ver Expresso entendam minha posição.
Sun-Tzu dizia: escolha suas batalhas sabiamente. Acredite, tinha horas que eu me incomodava em falar e não mostrar produção. Mas acredito que chegou o momento.
:)
Nome: Andre Santos 21/02/11 06:25
Estamos todos empolgados com o projeto.
Parabéns, Lancaster, Sakuda e cia!

Alexandre: Valeu mesmo, André! :)
Nome: Sthefan 21/02/11 07:08
Cada pequena matéria aumenta minha expectativa pela revista. Li o primeiro capítulo de Madenka em um post no blog do Fábio há um tempo e, além do traço bem feito, a temática folclórica (muito mal aproveitada no Brasil com algumas exceções) me interessou bastante. Expresso também. Gosto bastante do conteúdo crítico deste blog e quero ver como isso se reflete em uma produção artística.

Desejo muito o triunfo desta empreitada!

Obs. 1: Posso estar adiantando-me, mas espero que haja uma "página-cédula" destacável na revista ou um código individual para ser utilizado em votação online. Não gostaria de ter de recortar a capa para votar.

Alexandre: é um ponto a ser considerado. um código individual é uma boa ideia, mas depende muito das possibilidades oferecidas pela gráfica.

Obs. 2: (É só opinião pessoal) O logotipo está excelente, mas a palavra "Almanaque", espremida dentro do "A" da palavra "Ação", não se destaca e parece "estar sobrando". Sabendo que ela é necessária para identificar ao leitor o tipo de revista que é a Ação Magazine, não seria melhor colocá-la separada e por cima da palavra "Ação"?

Alexandre: acredite, experimentamos isso. Não funciona tão bem – e na verdade ele é para ser discreto mesmo, por uma série de razões.
Nome: Rodrigo Candido 21/02/11 08:14
Gostei da "pegada" dessa revista, e espero muito que o público compre a idéia :)
Parabéns Lancaster !!

Alexandre: Obrigado. :)
Nome: Marcelo Santarem 21/02/11 08:32
Mais uma vez, meus parabéns, Lan. Agora... não entendi a questão do "espelho" que inexiste no Brasil. Você está falando de identificação aqui?

Alexandre: isso mesmo. :)
Nome: Alguém 21/02/11 09:04
Isso está sendo muito comentado aqui: xxxxxxxxxxxxxxx

Pena que os leitores tradicionais talvez não irão gostar...

Alexandre: Sendo direto, as críticas válidas são importantes para nos manter na rota certa, mas sempre rolarão críticas infundadas – tanto de fãs puristas quanto de urubólogos e trolls profissionais. Eles não são o mais importante, porque eles não vão comprar – ou compram um para falar mal. O mais importante é o leitor de verdade, para quem temos que nos dirigir. Não somos fãs fazendo trabalho amador. Não estamos fazendo um fanzine. Sabemos o que estamos fazendo. E mais, este foi um preview.
Temos confiança nos que estamos fazendo. Os radicais passarão, nós passarinho. ;)
De resto, não passei seu link porque ali só há anônimos, escondidos atrás de números (e acho que sei bem quem é um dos detratores). Agradeço profundamente aos que nos defendem ali mesmo, mas não posso abrir o precedente de colocar um link aonde as pessoas estão ocultas – e há links pornográficos dependendo de onde se cave por lá. Já fiz isso para o Sankaku Complex em alguns casos mais extremos mas de modo geral eu evito essa prática.
Nome: AlphaZine 21/02/11 09:12
Lancaster Editorial? Essa eu não sabia. Cara! Não é só você, estamos todos enpolgados.

Espero poder contribuir com a revista no futuro. Tenhos uns rascunhos de roteiros que tenho que tomar vegonha na cara e finalizar.

Meu traço também está muito cru. Mas já vi muito mangaká de sucesso que desenha pior do que eu. XD

Sobrou alguma edição impressa desse preview? Eu quero uma.

Alexandre: há alguns, mas acho que podemos fazer algo bem interessante para os leitores que estão interessados... ;)
Nome: Yagami Kaoru 21/02/11 09:30
Eu estou realmente ansioso por esse trabalho!!!!!e torço para que se inicie uma nova era dos mangas aqui no brasil!!!

alias eu vi o expresso e gostei do seu traço!!!!voce desenha com um estilo meio retro e com linhas grossas!!!muito bom^_^

(imagino que voce tenha influencia do tetsuya chiba e outros autores classicos no seu trabalho neh!!!!)

Alexandre: não duvido que sim. Mas o traço da gente se transforma com o tempo. :)
Nome: Leo Feitoza 21/02/11 09:31
Muitos parabéns a toda a equipe pela publicação! Após anos como ilustrador, estou finalmente estreando nos quadrinhos, de forma que fico bastante satisfeito de isso ocorrer contemporaneamente ao lançamento de tão ambicioso empreendimento como a Ação Magazine.

Acompanho há anos suas colunas sobre o mercado de quadrinhos e era frequente que expressasse o seu inconformismo pela quase inexistência de uma indústria nacional de quadrinhos (tal como existe no Japão, na Europa, nos EUA, ou até mesmo na vizinha Argentina). Daí, nada mais gratificante do que partir para a ação depois de muito (e necessário) tempo de pesquisa, avaliação de mercado e lançamento de propostas. Principalmente quando se tem comprovado que iniciativas planejadas e pensadas comercialmente, quando bem sucedidas, acabam funcionando como inspiração para novos investimentos na área, é só lembrar de Turma da Mônica Jovem e Luluzinha Teen.

Quero acompanhar esses novos movimentos no mercado de quadrinhos nacionais tanto no papel de leitor quanto no de autor. Que a persistência sua e dos demais participantes da Ação Magazine sirvam como parâmetros a mim e a tantos outros quadrinistas Brasil afora.

Boa sorte!

Alexandre: obrigado. A Ação não foi um projeto que surgiu do nada, ele foi sendo maturado por anos e agora, é a hora do mercado ir para a frente.
Nome: Geekintheblack 21/02/11 09:49
Sabe o que mais me chamou a atenção nessa notícia? Foi a reação das pessoas aqui. Há mais ou menos, dois dias, li essa notícia em outro site e vi que algumas pessoas estavam não tão confiante com relação a essa públicação... Me deixou realmente triste, pois, desde 1994 acompanho esse mercado ( lá pela época da finada revista Herói) e nunca vi um projeto tão promissor como esse ( talvez só Holy Avanger tenha se aproximado...)!! O fator localidade e o processo de rotação de história são extremamente importante , e exige maturidade que só hoje os leitores brasilero possuem!! Espero que seja um verdadeiro sucesso editorial!

PS: Gostei também do local onde foi anunciado o lançamento do projeto. Leio muitos comentários de leitores nordestinos que se sentem destacados e até subjulgados por não ter o destaques em eventos e, inclusive, para lançamento de seus mangás. Sou carioca, ams acho q o país é muito grande paar que os principais eventos ocorram somente em SP ou RJ!!

Alexandre: eu penso seriamente nas pessoas de outros estados, acredite. Eu passei a infância viajando e entendo como é difícil se sentir desprestigiado – leitores de verdade merecem respeito, aonde estiverem.
Nome: Vorspier 21/02/11 10:48
UAU!! Me animei com o anúncio da Ação Magazine! Parabéns pelo projeto, Lancaster, estou torcendo imensamente para que ele dê muito certo!

E se precisar de ajuda do Japan Pop, pode contar com a gente que ajudamos a divulgar! ^^

Alexandre: com certeza! Vocês duas são especiais! :)
Nome: Pedro H. 21/02/11 11:00
A capa ficou excelente, muito bonita mesmo. Dei uma olhada na prévia e os desenhos estão muito bons também.

Espero sucesso na iniciativa (comprarei no lançamento). E quando eu ler a revista, vou colocar minhas críticas aqui no blog mesmo. Afinal, como você mesmo disse, o que falta é um feedback do leitor, desde que fundamentado.

Parabéns novamente pra você e aos outros quadrinhistas da revista.

Alexandre: obrigado, Pedro. :)
Nome: Douglas MCT 21/02/11 11:28
Não tenho problemas em repetir o quanto eu acho poderosa essa iniciativa.

Desde que a descobri, torço fortemente pelo sucesso dessa empreitada.
Mas minhas impressões você já conheceu no review de hoje.

Divulguei a AM pelo Facebook e pessoas do meio, como Guilherme Kroll, Danilo Beyruth, os gêmeos, Sidney Gusman (que repostou em seu próprio mural, o que gerou outras dezenas de 'curtições' e comentários) etc.

Acho que isso tem de ser divulgado ainda mais, porque é um projeto que tem tudo pra dar certo.
Está em boas mãos.

Conte comigo ;)

Alexandre: obrigado, Douglas. É importante para nós sabermos do apoio generalizado de todos. Queremos construir algo novo e isso é importante para todos nós.
Nome: Frank Delmindo 21/02/11 11:48
Desejo TODO o sucesso possível para sua empreitada, Lancaster! Sendo bem-sucedida, a Ação Magazine será um divisor de águas no mercado editorial brasileiro. E, quem sabe, um dia, este humilde quadrinista de rua de Manaus possa participar como colaborador.
Acompanho, interessadíssimo.

Alexandre: seja bem-vindo. :)
Nome: Felipe Onodera 22/02/11 02:34
Bem, essa é a primeira vez que eu me manifesto a respeito da Ação Magazine. Confesso que anteriormente fui um tanto cético quanto ao fato desse projeto ir pra frente, mas agora que ele finalmente viu a luz, devo dizer que admiro muito a sua ousadia, Alexandre.

Eu dei uma olhada em todos os títulos, mas prefiro não opinar antes de ver que tipo de desenvolvimento cada um deles deve receber. Como funcionará a questão da rotatividade? Se um título A não obtiver popularidade, ele será automaticamente substituído por um título B ou simplesmente vai desaparecer das páginas da revista? E quanto a diversidade de gêneros, as séries rigorosamente devem obedecer a algum critério especifico ou, no futuro, pode vir a ser incluso um gag mangá (mesmo a Jump teve os seus), por exemplo?

Agora, minha única reserva é quanto ao logo, porque imitar a Jump ao invés de criar um próprio? Acho que isso pode ser perigoso, até porque compromete a identidade da revista para que ela não seja vista como mais uma dentre tantos "genéricos".

Alexandre: acredito que um gag mangá seria posto em uma categoria a parte, eles cumprem uma função editorial nas revistas – reparem inclusive que eles tem menos páginas do que os demais títulos. Mas o espaço que temos ainda é contado. Posteriormente a coisa pode mudar.

Não vamos ainda falar sobre rotatividade. Mas quanto a suposta imitação da Jump, bom, a ideia não foi "imitar". Nos inspiramos em várias publicações japonesas para chegar a um denominador visual comum – e a ideia foi criar um logo distinguível nas bancas. Não acho que existam outras revistas com um logo de capa como este nas bancas brasileiras para que sejamos considerados "genéricos", e mesmo quando essas revistas chegam ao ocidente, tendem a alterar por completo sua identidade visual original (a Shonen Collection não tinha nada a ver com a Shonen Magazine, a Jump americana tem uma identidade visual que nada lembra a revista original nos Estados Unidos, a Shonen Sunday, como selo, tem uma identidade visual bem díspar na sua versão visual americana). Quis criar um logo totalmente reconhecível e imediato nas bancas, que tenha sua própria identidade visual. Nada foi pensado a toa – e parece estar funcionando, a bem da verdade.
;)
Nome: Quiof 22/02/11 09:10
você ainda vai postar algo nesse blog?
http://lancasteredit.blogspot.com/

Alexandre: não. Ele foi feito em caráter de testes e em breve ele será deletado.
Nome: JAGUARHX 22/02/11 09:56
Não tenho muito o que dizer,pois os elogios e comentários de todos aqui postados já expressou praticamente tudo o que eu queria.Portanto,parabens,gente.Boa sorte e que Deus proteja e ilumine os passos dessa empreitada.

Tenho vontade de,no futuro,publicar meus quadrinhos e talvez eu faça o perfil (ou não) de autor de histórias pra um almanaque tão legal quanto o de vocês.Por isto,gostaria de saber se vocês divulgarão,em um futuro próximo,os critérios para que autores de hqs possam entrar em contato e publicar suas histórias nas páginas dessa publicação?Coisas como:número de páginas,estilo de traço,temas,se o autor é conhecido ou reconhecido,se o autor precisa ter um número ''x'' de publicações não-fanzines,etc...

Desde já agradeço novamente a atenção!

Alexandre: Caro JaguarRHX – pretendemos sim, abrir as portas para novos autores, mas somos os primeiros a deixar claro que mais importante em um primeiro momento é estabelecer os artistas que já temos. Então nesse caso só abriremos as portas para avaliações em determinado momento do futuro. Nesse momento esclareceremos todas essas informações.
Nome: Jáder (Pitoresco-san) 22/02/11 12:41
Gostei do Tunado (Chevette Rox!!!). Só falhou um pouquinho no figurino dos personagens. Devia ter uns personagens usando camisa Polo, camiseta da Tommy Hillfiger, mulheres com calça skinny... (o cara com camisa do Batman ficou meio "deslocado" no ambiente).

Os figurinos dos personagens também ficaram meio folgados (eles tavam parecendo cabides em suas roupas). Pode até ter um ou outro magrelo, mas boa parte da galera do tunning ou é musculoso ou é gordinho. Mas roupa folgada, nunca.

E valeu o autor citar os nomes dos carros. Espero que continue usando carros de verdade na história.
Nome: Felipe Onodera 22/02/11 01:36
Eu compreendo que exista um padrão nos logotipos dos principais almanaques. Mas eu ainda tenho dificuldades em não associar o da Ação Magazine com o da Shonen Jump. Uma prova disso ocorreu de maneira até inconsciente, que foi quando eu vi uma miniatura da capa da revista e imediatamente pensei que se tratasse de uma Shonen Jump. Além disso, eu demorei alguns segundos para perceber que o texto estava escrito em português, meu cérebro imediatamente se programou para ler um texto em japonês e eu vi a mesma reação ocorrer a algumas pessoas para quem mostrei a capa. Eu espero que possa enxergar isso como uma crítica construtiva e saiba que eu não tenho intenção alguma de desmerecer o seu trabalho, que, aliás, merece todos os elogios e o apoio que tem recebido.

Alexandre: longe de mim pensar isso – você é um dos grandes parceiros deste website e conta com muito crédito comigo.

Mas curiosamente o que você falou parece ter vindo justamente de pessoas que lêem japonês – normalmente não vi isso acontecer.
Nome: Vigal 22/02/11 04:08
Parabens cara!
Gostei bastante da sua iniciativa agora sim vamos mostrar que o Brasil sabe fazer quadrinhos de verdade e que os que vivem bajulando o Japão,aqui no Brasil,vejam que nós temos talentos!Espero muito que vocês façam sucesso!

Alexandre: Obrigado. :)

A adorei que você apresentou a proposta em Recife,pois é a terra que eu moro e reparo que é esquecida pelo resto do pais.Quanto a isso tenho uma duvida:A revista vendera por aqui?

Alexandre: É algo importante para nós que nenhum leitor que queira a Ação em mãos fique sem a sua. Nos esforçaremos muito nesse sentido. :)

E tenho outra também: Os capítulos que aparecem na preview sera publicada na versão impressa?

Alexandre: Alguns, sim. Mas outros estão lá para dar uma ideia. :)

PS: Pode parecer meio idiota a primeira pergunta,mas é que muitos daqui ficam insatisfeito com a demora e com a falta de produtos que temos.

Alexandre: Eu compreendo. :)
Nome: Hadrian Marius 22/02/11 07:07
Parabéns pela iniciativa Lancaster. Que a Ação Magazine tenha uma vida longa e próspera!
Nome: Anderson 22/02/11 08:47
Agora sim! Agora vai pra frente esse mercado nacional! xD
Eu mesmo to divulgando e como todos aqui espero que dê certo! As pessoas subestimam a falta que fazem os heróis na ficção do nosso país!

ps: Pô! Nem sabia desse evento Nippop! Se soubesse tinha ido la pegar uma revistinha xD
Nome: Fábio Hideki Harano 23/02/11 12:38
Oi, Lancaster!

Estou muito ocupado com muitas coisas mesmo, incluindo muito trabalho, estudos e ferimentos recentes. Assim, não escreverei um comentário mais longo.

Só digo que não sabia que você estava em uma empreitada desse tamanho! Foi uma grande surpresa! Faz jus a sua descrição no orkut.

Cara, parece puxassaquismo meu, mas fico bastante espantado com a quantidade de conhecimento que você acumula e a dedicação dada não só ao Maximum Cosmo como também a leituras, busca por informações, análises, críticas e interpretações. E ainda mais essa agora!

Sobre os comentários de Felipe Yamato, concordo com suas tréplicas, Lancaster. Meu nível de Nihongo (Japonês) é bem inferior ao de Felipe, mas o suficiente para ler katakana, kanji simples e alguns complicados. E em nenhum momento confundi o logotipo do Almanaque Ação Magazine com o de outra revista ou mesmo achei que estava escrito em Japonês. Ou seja, para mim a identidade visual está bem singular.

Parece que este comentário não está sendo curto, mas na verdade gostaria de falar bem mais a respeito da revista.

No momento fico por aqui e, mais uma vez, parabéns por toda a grande empreitada! Firmeza aê! Muito kiai! Sanguinozóiu!

Alexandre: valeu, Fábio! :)
Nome: Jet Fidelis 23/02/11 12:39
Meus parabéns Lancaster. Eu mais do que ninguém sei que você é um cara muito persistente (pra não dizer, teimoso) e sempre tinha um ideal desde o tempo do estúdio de Quintino (meu estudio/casa para falar a verdade XD).

A pergunta que tenho a fazer é um pouco diferente das demais: Você sempre falou da importâcia do editor de quadrinhos tem em uma antologia. O próprio Bakuman mostra isso em detalhes, deixando claro que muitas publicações são diretamente influênciado por eles. Gostaria de sabe no papel de editor, se você vai seguir essa linha mais patriarcal e didática e se vai orientar desenhistas que demorariam meses para entrar efetivamente na Ação?

Alexandre: sinceramente, esse lado patriarcal é necessário. Não temos tempo de orientar todo mundo que bater a porta – caso os desenhistas valham-se de assistentes, estes terão mais chances de se adaptar ao formato narrativo. Toda revista que funciona tem uma linha editorial; ninguém pode fazer tudo o que bem entende. No Japão há o ponto de que o mercado é grande e você pode encontrar aonde faça aquilo que você gosta de fazer. Mas lembre-se que o sistema de almanaques, em 1959, começou com apenas duas publicações rivais. E elas eram bem infantis – os autores adultos só entraram no mercado nos anos 60 atendendo a uma demanda crescente de produção.

Mas não é saudável nem quando o artista se torna veículo do editor, nem quando o editor não tem voz de comando sobre o artista (Bakuman inclusive abordou o primeiro aspecto com os protagonistas em Tanto e vem abordando o último no novo arco).
Nome: Tiago 23/02/11 08:41
O mais importante é não desistir.

Alexandre: definitivamente é verdade. :)
Nome: Gustavo Novaes 23/02/11 02:05
Parabéns Lancaster \o/
Estava mesmo faltando alguém que tivesse iniciativa para iniciar um mercado de quadrinhos de verdade no Brasil ^^
Eu sou um aspirante a quadrinhista e já estava ficando bem desencorajado a tentar carreira nessa área, mas agora parece que as coisas podem mesmo ter chance de melhorar por aqui.
Vocês vão utilizar artistas já famosos no mercado (nacional ou internacional) ou vão buscar artistas amadores, vendo portifolios, etc?

Alexandre: inicialmente encomendamos projetos a quem poderia desenvolvê-los: procuramos autores e conceitos. No futuro, iremos buscar sangue novo, mas isso só no seu devido tempo.
Nome: Guilherme 23/02/11 09:54
Eu tava vendo comentários sobre a revista em outros sites e li uma coisa que eu não tinha percebido: Como é que o Adriano de Expresso pode ter nascido em 1886 e se formado em 1885?
Não me diga que ele fez uma máquina do tempo a vapor. o.0

Alexandre: isso foi um erro mesmo que não consegui consertar – está na versão impressa. Peço desculpas a todos e ainda pretendo remexer nisso, mas o momento é de correria.
Nome: Yukino 23/02/11 10:25
Lancaster, acompanho seu blog há mais ou menos dois anos. Sei exatamente como você escreve e sua opinião sobre os mais variados assuntos. É como se eu te conhecesse. Agora, posso ver como isso é importante pra você. É como tudo o que voce postou em todos esses anos se resumisse nessa única notícia. E que notícia, diga-se de passagem.
Parabéns pelo novo projeto, que mesmo se não obter o resultado esperado (bate na madeira), já é um gigantesco referencial no que se diz respeito ao mangá nacional. Sem sombra de dúvida, é a melhor iniciativa que já tivemos no ramo. E, sem querer puxar ainda mais o saco, acho que não poderia ser dirigido por uma pessoa melhor.

Alexandre: muito obrigado, Victor – acho que você tem razão: o blog sempre apontou meu caminho. :) A ênfase na parte de negócios, a visão do mercado japonês (e não-japonês) de almanaques, a necessidade de focar em algo que fale para todos e não para nichos. Isso é profundamente importante para mim.

Só quero dizer uma coisa, que acho acho que se não falo agora não terei outra oportunidade.
É cedo pra isso, mas lá vai uma sugestão: Você nao acha um pouco cedo demais para as temáticas abordadas? Digo, é claro que sei sobre sua vontade em fazer algo do tipo Shigeru Mizuki e despertar o sentimento cultural próprio nos leitores publicando mangás com temática histórica. Não que isso seja ruim, muito pelo contrário, eu realmente gosto de histórias desse tipo, mas tenho a sensação de que ainda não é isso que novos leitores estarão realmente interessados. Penso que, talvez uma história adolescente com temática escolar ambientada no Brasil e escrita por um autor antenado nas tendencias ou algum outro enredo de caráter mainstream seria "melhor aceita" pelos leitores. Não que a idéia do mangá para valorizar nossa cultura seja ruim. Pra te falar a verdade, ela é uma das funções que o mangá pode melhor desempenhar, e a apoio fortemente. Só estou achando um pouco cedo demais para colocá-la em prática de forma tão agressiva.

Alexandre: Não deixa de ser curioso: o Walbr (com "br" mesmo) me confessou que uma das suas inspirações com Madenka foi justamente Shigeru Mizuki... (e pensando bem Mizuki está na raiz de materiais tão diferentes quanto Inu-Yasha e Yu Yu Hakusho se pensarmos bem).
Mas nós nos esforçamos seriamente para não fazer dos títulos da Ação títulos certinhos demais. Títulos assim são feitos para os pais se sentirem tranquilos em deixar os filhos ler, não são títulos para os próprios leitores se pensarmos bem. Tunado é um bom exemplo dessa nossa intenção, e você nem imagina o que tem engatilhado a espera. ;) Além disso muito de nossa inspiração no tratamento desses materiais passa pelos videogames e outras fontes que deixem o material mais pop.


Desejo os melhores resultados possíveis nessa empreitada, boa sorte.

Alexandre: Muito obrigado. :)
Nome: Samuel 23/02/11 11:31
Por favor, maneira no uso dessa fonte que tenta simular os ideogramas japoneses, não a considero uma das fontes mais belas...
Nome: Ariel Daltrozo 24/02/11 02:03
Queria parabenizá-lo pela iniciativa! Li a revista e gostei muito. Na verdade é quase um sonho ver esse tipo de publicação no nosso país (e com essa qualidade)! Que possa ser um grande sucesso!
Nome: Saikyo 24/02/11 04:02
Ótima iniciativa!A maioria das histórias parecem interessantes, mas como dito ainda falta anunciarem o preço...

Só senti falta de algo mais voltado a comédia, ainda sim está equilibrado em cada gênero.

Torço que dê certo.
Nome: Dhieferson 24/02/11 10:01
Vai ter distribuição Nacional?
E cara eu quero a minha Ação Magazine...
Nome: ana carolina 25/02/11 07:29
AMEI A CAPA!!!
Sério, é muito impactante. Bem no estilo das semanais, que explode na sua cara com as fontes, frases de efeito...
Tem que chamar a atenção mesmo!!!!!
Ainda não pude ler o preview nem terminar de ouvir o podcast, mas semana que vem minha vida de internet ja deve se normalizar de uma vez.
De fato, também era um dos meus sonhos de ver isso, uma Jump brasileira. Também quero deixar claro que conte comigo para o que precisar - além de divulgação, para isso nem precisa pedir, heheh
Sucesso!!!!

Alexandre: obrigado, de verdade! :)
Nome: Paulo Pina 25/02/11 08:19
Só tenho uma coisa a dizer.
Esse projeto vai dar certo! E vai ser grande. Sucesso!
Nome: Fábio Hideki Harano 25/02/11 12:56
Caraca, Lancaster!

Acabei de ler a edição virtual e gostei bastante!

Não sei se você sabe, mas sou professor de História do Brasil em um cursinho popular e também ferrenho antinacionalista.

Acontece que, para nós que vivemos neste país que é o Brasil, é importantíssimo conhecer sua história, compactuando ou não com um ideal nacionalista xenófobo, circense, alienante e desagregador.

Assim, quando eu bati o olho em Arcabuz, já tive um bom pressentimento do que viria a ser a obra. Levando-se em conta toda a licença poética e heroificação do protagonista, parece que é uma história e tanto, boa para despertar o interesse nos estudos! Aliás, ao ler menções a samurai e cowboys na descrição da história, me lembrei dos Piratas do Tietê de Laerte.

E ao ler que Expresso era de sua autoria, imaginei algo parecido com Yamato ou Ginga Tetsudô 999, por causa do nome. Foi uma boa surpresa ver que trata-se de uma obra ambientada no início da República Velha, em plena época de política dos governadores. Esse é um período da história do Brasil visto muitas vezes como chato, parado e sem importância.

Parabéns pela iniciativa de, com esse manga, retratar a época e mostrar que muitas características se mantêm até hoje e repercutem em nossas vidas. Parece-me que essa é uma de suas intenções com a obra.

Fico no aguardo de mais notícias, para comprar na banca e fazer minha coleção!

Alexandre: obrigado, e aproveito para pontuar um detalhe importante. Apesar de ser entretenimento, é óbvio, o fato é que o edisonade (falei dele no artigo sobre Steamboy) sempre foi profundamente político por natureza, mesmo tendo como premissa básica garotos inventores criando máquinas fantásticas. Tirar esse elemento do edisonade é tirar parte de sua natureza. Eu não quero falar nada sobre as séries, por ora, mas só digo que o início da República Velha foi tudo menos parado! Uma das minhas fontes favoritas é o Dicionário das Batalhas Brasileiras de Hernâni Donato. Se você olhar bem, o Brasil era um barril de pólvora e carregava cicatrizes por todos os cantos de insurreições separatistas e conflitos menores, mesmo após Floriano Peixoto ter saído do cargo. A República da Espada não teve esse nome à toa!
Nome: Gabi Martins 26/02/11 01:23
Eu estava querendo ler a prévia antes de comentar qualquer coisa, mas com 44 comentários publicados eu tinha que falar algo.

Só posso desejar os parabéns pela iniciativa, que acho ousada - sobretudo depois de várias tentativas de almanaque de quadrinhos que não foram pra frente. Bagagem sobre mercado você tem de sobra, e no que depender disso acho difícil o projeto não dar certo.

No mais, fico no aguardo do número 1. E faço coro ao pessoal q pediu um exemplar impresso do número 0 - se tiver como fazer um sorteio ou promoção no site... :P

Alexandre: realmente obrigado, Gabi. :)

Quanto ao número zero, temos algumas idéias quanto a fazer isso.
Nome: Luiz 01/03/11 11:33
Poxa, eu me lembro de anos atrás no Anime Pró, quando você postou um piloto pro seu mangá e pediu críticas! Gostei tanto da iniciativa, mas foram anos sem nenhuma notícia...

Que bom que saiu do papel! Parabéns, cara! Tô louco pra ler!

Alexandre: dou a mesma resposta que antes – de que não era a hora para isso, mas também absorvi as críticas certas (e filtrei o que era mero ataque). Posso dizer que Expresso! será um material melhor do que o que teria saído anos atrás. :)
Nome: Rodrigo Menezes 03/03/11 10:30
Otima iniciativa espero que dê tudo certo.

como os autores de mangá que quiserem participar da revista poderam mandar seu trabalho?

Alexandre: isso vai ser informado no website da revista (que ainda está em construção), não aqui.
Nome: vinícius 09/03/11 02:13
muito legal, parabéns a todos os envolvidos. fico feliz de ter uma nova revista de antologia para ir atrás, já há algum tempo eu só lia alguns fumettis. Ancioso!
Nome: Phil Souza 11/03/11 06:18
Parabéns pela iniciativa Lancaster! Atrasado pra variar, mas não acho que seja menos válido por causa disso. Vou ficar de olho na Ação Magazine :)
Nome: Mike 04/04/11 08:45
Espero que tudo de certo,essa é a nossa unica chance de ter algo de qualidade,o negocio é pensar GRANDE,este projeto tem que se tornar gigante,e eu torço muito pra vc lancaster,eu desenho e assisto animes e leio mangas desde meus 4 anos de idade,e ja vi muita coisa tambem,e espero que nossa magazine se supere a cada ediçao,e cresça infinitamente,eu sinto que isso vai dar muito certo,mas tambem vai depender do leitor,o pessoal tem que comprar,e divulgar,boa sorte,estou contigo pro que der e vier,ja tem um fã da revista.
Nome: Rond Silva 09/05/11 05:49
Lancaster, não pude conter o sorriso enquanto lia! E ele foi crescendo e crescendo. Depois do que os gêmeos (moon e bá;) me disseram sobre quadrinhos de massa, não podia ficar mais feliz. Se bem que estou meses atrazado. Mas quebrei o braço, me "matei" no twitter, andei meio introspectivo. Foram longos 4 meses parado, agora é desenferrujar as juntas e me preparar pra enviar o melhor trabalho que eu puder. Não te enchia o saco na Tower a toa.
Abraço!
Nome: J. Pinto 11/07/11 12:20
O que posso dizer? Yeah, Baby! ( como diria o Austin Powers...) Desejo todo o sucesso do mundo nessa sua ousado empreeendimento, meu amigo. Tenho algumas perguntas: como seria a interatividade com o leitor? carta, email ou os dois? Quanto tempo de logenvidade do almanaque será necessário alcançar até vocês estarem prontos para aceitar trabalhos amadores? Eu vi o preview, mas vou me abster de fazer comentários, pois não sei sob que condições e critérios foram feitas as hqs. Pessoalment, achei a narrativa meio "corrida" demais pra histórias que vão ter continuação. Na condição de editor, você pretende dar mais atenção ao texto ou ao desenho? li, não lembro onde, que o Brasil tem desenhistas de mais e roteiristas de menos. Na sua opinião, isso é verdade?

Alexandre: o preview era para ser corrido mesmo já que tínhamos pouco espaço para apresentar todo mundo. Quanto a roteiro e desenho, vamos pegar nos dois lados: precisamos competir com o material estrangeiro e sem mostrar nível, não conseguiremos estar firmes. Todos temos essa pressão nas costas, mas estamos dispostos a segurá-la.

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