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Jan 22
Morning Two da Kodansha para IPhone e IPad
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Lancaster |
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Categorias: Morning 2

O almanaque Morning Two – uma espécie de irmã editorial mais moderninha e radical da publicação para leitores adultos Morning, da Kodansha (é a revista que publica obras como Saint Young Man e Peepo Choo) – está com duas novidades. A primeira é a estreia da série Taihou to Stamp, uma comédia sobre o pessoal que vive cuidando da parte burocrática de uma guerra, em meio a preocupações constantes com logística e suprimentos. O autor, Hayami Rasenjin, já tem experiência com o universo militar: continua produzindo, para o almanaque Comic Ryu da Tokuma Shoten, outra comédia de caserna: Kutsuzure Sensen - Majo Vasenka no Sensou. Mas a novidade mais importante é que agora, a Morning Two também está disponibilizando uma versão do almanaque para IPhone e IPad, com direito a compatibilidade para celulares com o sistema operacional Android do Google, ao custo de 190 ienes por edição (a edição impressa custa 390 ienes). Outros sistemas ainda não tem suporte, mas de acordo com os responsáveis, isso é questão de tempo. Okay, okay, admitamos que a tendência é o crescimento dos quadrinhos on-line. Mas sendo um pouquinho chato, Olhem para a versão reduzida ao lado e comparem com a imagem a seguir: a arte das capas perde um bocado ao ser reduzida ao tamanho nanico de um celular – e ficar dando zoom para lá e para cá não faz jus às capas em seu devido tamanho, não?

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Comentários:
Mas não seria melhor fazer desenhos mais largos, para serem lidos com o IPhone/IPad virado de lado?
Ou existe alguma razão para fazerem desenhos verticalizados?
Alexandre: sinceramente o potencial visual dos quadrinhos como são não são aproveitados nem em um décimo. Acho que um esquema "clique e próximo quadro" pode empobrecer a linguagem da mídia.
Mas acho que isso acontece porque estamos em uma fase de transição, com quadrinhos digitais feitos por artistas acostumados com os padrões de diagramação e narrativa feita para obras impressas.
Tenho certeza de que os quadrinhos no formato um-quadrinho-por-clique serão de um linguajar tão rico no futuro quanto os de hoje. Não só podem como devem, já que a própria sobrevivência da indústria de quadrinhos está em criar obras digitais que sejam tão atrativas (ou seja, vendáveis e lucrativas) quanto as do atual formato impresso.
Resumindo, não temos escolha. Ou vai ou racha.
Alexandre: também vejo uma possibilidade – a do quadrinho digital se tornar mais uma vertente. Pense bem: tiras de jornal também tem linguagem diferente dos quadrinhos para revistas. Seria apenas mais uma, e tão válida quanto. Nesse sentido, o digital vai ter mais penetração, mas o tradicional impresso não deve desaparecer.
E esse "Taihou to Stamp" tem um mote bem interessante. Gostaria que ele estivesse numa antologia de maior visibilidade.
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