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Jan 13
Ficção Científica e Fantasia na Miracle Jump
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Lancaster |
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Categorias: Shueisha

Já chegou a ser anunciado antes, mas finalmente chegou aos pontos de venda japoneses a revista Miracle Jump, que ocupa o lugar da finada Young Jump Mensal (não confundir com a Young Jump semanal, que permanece firme e forte) e que será dedicada à fantasia e ficção científica – sendo dirigida a um público de faixa etária universitária. Vai ser bom que exista uma publicação dedicada especialmente a esses gêneros, que tendem a sofrer com eventuais mudanças nos gostos do público. Estão presentes autores como Sakurako Gokurakuin (Sekirei), Atsushi Nakayama (Traumeister), Tohru Fujisawa (GTO), Hiroya Oku (Gantz), Kazuki Funatsu (Addicted to Curry), Peach-Pit (Rozen Maiden) e Nakaba Suzuki (Kongoh Bancho), e a capa da edição inicial é de Masakazu Katsura (Video Girl Ai, I's, Zetman). Essa é uma revista que realmente torço que vá para a frente – bons materiais de ficção científica (e não panos de fundo de ficção científica para a mesma história de sempre) estão em falta nos dias de hoje.
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Comentários:
Isso me faz refletir sobre essa tendência à "mensalização" das antologias. Está mesmo dando certo?
Alexandre: bom, a Young Jump semanal – assim como a Young Magazine – estão vendendo muito bem, como de costume. Mal ou bem esses já são títulos arraigados, tradicionais e que se mantiverem suas respectivas petecas pulando, vão continuar se dando bem. Quem se ferrou foi um derivado mensal que nem tem tanta história nas costas.
Repare que a Shonen Jump mensal foi cancelada, apesar de ser ligada ao mais poderoso título semanal no Japão, e se deu muito bem ao mudar não apenas de nome como de proposta editorial. E ajuda o fato de que a Jump Square tem títulos bem bacanas na grade, como Aoi no Exorcist (além de abrigar títulos da Jump semanal que na prática mudaram de periodicidade, como Príncipe do Tênis e D.Gray-Man. Não gosto de nenhum desses dois, mas eles vendiam bem e ao mudarem de casa, continuaram vendendo bem).
Por outro lado a nova Miracle Jump está nascendo como um título bimensal. Sinal que eles estão apostando bem na nova direção. Mal ou bem alguns títulos precisam de uma periodicidade mais exígua. E eles tem uma proposta editorial, o que é o mais importante no final das contas. Não adianta nada povoar o mercado de títulos mensais sem um posicionamento de mercado bem definido.
Alexandre: pior que é verdade...
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